Sobre o mapa e os registros
O texto dos registros está em português; a tradução revisada virá depois.
Mapa-base
Litoral, relevo, rios, lagos e geleiras de hoje. As fronteiras atuais de países e estados ficam como referência, nos botões abaixo do mapa.
Fronteiras da época
Com a linha do tempo numa época, o mapa mostra as fronteiras e os nomes do instantâneo mais próximo da base historical-basemaps (53 mapas, de 123.000 a.C. a 2010). Cada mapa vale só para os anos próximos: onde não há nenhum, o mapa fica sem fronteiras. Vizinhos ganham cores diferentes, em aquarela.
A linha diz a precisão que a base declara: esfumada, aproximada; tracejada, moderada; contínua, definida em tratado. Toda fronteira antiga é uma aproximação, e muitas sociedades não tinham fronteiras lineares.
Em pesquisa Os nomes em português são um rascunho a conferir.
A linha do tempo, abaixo do mapa, filtra o que aparece por época: setas andam um passo, PageUp e PageDown saltam de trecho.
Litoral da Era do Gelo
Nas épocas em que o mar estava mais baixo que hoje, a terra que ele deixava à mostra aparece num tom entre o papel e o mar, com a costa antiga tracejada: a Beríngia entre a Ásia e a América, a Sunda e o Sahul entre a Ásia e a Oceania, a Doggerland no mar do Norte. O nível de cada época vem da curva de Spratt e Lisiecki (2016), que cobre os últimos 798 mil anos com incerteza de cerca de 10 m. A cabeça da linha do tempo diz o nível usado, em passos de 10 m. Com um valor a cada mil anos, a curva não acompanha mudanças mais rápidas que isso.
É uma aproximação: o mapa baixa o mar sobre o relevo de hoje (ETOPO 2022). Não desenha as grandes geleiras da época nem conta o afundamento da crosta sob o peso do gelo, os sedimentos depositados depois ou o movimento das placas. Por isso o litoral antigo é menos seguro perto das antigas geleiras e nos grandes deltas. Com o mar a menos de 5 m do atual, vale o litoral de hoje.
Origens
A aba Origens põe lado a lado as espécies de hominíneos conhecidas pelos fósseis. Cada barra vai do primeiro ao último fóssil aceito, não do surgimento ao desaparecimento da espécie, e o traço diz o grau de consenso: cheia, aceita pela maioria; hachurada, em debate; tracejada, contestada. A evolução humana é um arbusto, não uma escada, e a variação humana não se divide em raças.
As rotas de dispersão aparecem como hipóteses: as concorrentes de cada pergunta ficam lado a lado, sem ordem de preferência, cada uma com as suas fontes. No mapa, só nas épocas de cada uma, e o traçado é esquemático: liga os lugares que a fonte cita, não um caminho percorrido.
Tempo profundo
Antes de 7 milhões de anos atrás, o mapa de hoje sai e entram os continentes do modelo de placas de Merdith et al. (2021), girados no próprio app para o ano mostrado. Em tom pardo, a crosta continental; por cima, a terra de hoje levada junto com a sua placa. Esses contornos servem para reconhecer os continentes: não são o litoral da época, que mudava com o nível do mar. O modelo se orienta pelo magnetismo das rochas, que fixa a latitude, mas não a longitude: a posição leste-oeste é aproximada. Os botões Juntar e Separar fazem a linha do tempo andar até a Pangeia, 250 milhões de anos atrás, ou de volta a hoje. Os registros dessas épocas aparecem na posição reconstruída.
Registros
Os pontos são os primeiros registros do catálogo, de todas as regiões e épocas. Toque num ponto, ou escolha na lista, para abrir a ficha: data, resumo, nomes em outras línguas, perspectivas e fontes. A busca aceita o nome em português ou em outras línguas, o lugar, o tema e o ano ("1453", "500 a.C.").
Todo registro ainda não conferido por um historiador leva a etiqueta "em pesquisa", e os que têm pendência grave (número de vítimas sem fonte, data fraca) ficam de fora até serem resolvidos.