Uytpama Natitayt, o Ancião (Homem de Kennewick)
morreu entre c. 8690 e 8400 cal AP (c. 6740–6450 a.C., intervalo de 2 sigma para 8358 ± 21 anos 14C AP, calibrado por Rasmussen et al. 2015); o ano −6590 é o meio do intervalo, usado só como marca no tempo · América do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
O Homem de Kennewick, chamado de Ancient One (Uytpama Natitayt, em nome dado pelos povos do Planalto do Columbia) por seus descendentes reclamantes, foi um homem adulto sepultado de forma intencional às margens do rio Columbia, no atual estado de Washington, e cujo esqueleto foi achado em 1996. Rasmussen e colegas sequenciaram seu genoma em 2015 e concluíram que ele é mais próximo dos povos indígenas atuais da América do que de qualquer outra população do mundo, o que apoiou a reivindicação de cinco povos da região. Os restos foram entregues a eles em fevereiro de 2017 e sepultados em local não divulgado.
Quem os povos dizem que ele é
Segundo Walker (2017), no ICT, o Ancião recebeu seu nome dos povos do Planalto: Uytpama Natitayt significa Ancient One, conforme Chuck Sams, diretor de comunicação dos Umatilla. Walker o descreve como ancestral dos povos originários do Planalto do Columbia e escreve que o rio Columbia, que ele provavelmente conhecia como Nch'i-Wana, a Grande Água, ainda é onde seus parentes pescam, caçam e colhem. Essa é a voz dos reclamantes, publicada por um veículo indígena, e o atlas a mostra como tal. (Walker 2017)
O achado e o que o corpo diz
Segundo Rasmussen e colegas (2015), o esqueleto foi achado por acaso em julho de 1996, em águas rasas da margem do Columbia, perto de Kennewick, e cerca de 90% de um homem adulto foi recuperado em aproximadamente 300 ossos e fragmentos. Estudos posteriores, citados por eles, refinaram a idade para 8358 ± 21 anos 14C AP, ou 8400–8690 cal AP, e mostraram que o corpo havia sido sepultado de propósito e erodiu pouco antes do achado. A primeira leitura, pela forma do crânio, o tomara por um euro-americano de época histórica; a datação mudou isso. (Rasmussen et al. 2015)
O genoma de 2015
A equipe de Rasmussen obteve cerca de 1× de cobertura do genoma, a partir de 200 mg de um osso metacarpo. O DNA mitocondrial caiu na raiz do haplogrupo X2a, e o cromossomo Y é do haplogrupo Q-M3, ambos quase só encontrados entre povos indígenas atuais das Américas. As comparações mostraram que o Homem de Kennewick é mais próximo dos povos indígenas atuais do que de qualquer outra população do mundo, incluindo ainu e polinésios, com quem estudos de crânio o haviam associado. Entre os grupos com dados de genoma disponíveis, os Colville, um dos cinco povos reclamantes, estavam entre os mais próximos. Os autores concluem por continuidade genética com povos nativos da América do Norte por pelo menos oito milênios. (Rasmussen et al. 2015)
Da disputa ao sepultamento
Segundo Oldham, cinco povos da região pediram os restos pela lei NAGPRA, e oito cientistas processaram para estudá-los. Em 2000, o secretário do Interior os considerou culturalmente afiliados aos reclamantes, com base em tradições orais; em 2002 um juiz federal rejeitou essa interpretação da lei e permitiu o estudo. Depois dos resultados de DNA de 2015, o Corpo de Engenheiros reconheceu o Ancião como nativo americano em abril de 2016, e o Congresso exigiu a devolução em dezembro de 2016. Em 17 de fevereiro de 2017 os restos foram entregues no Burke Museum, e no dia seguinte mais de 200 pessoas dos cinco povos o sepultaram numa cerimônia privada, em local não divulgado. (Oldham; Walker 2017)
Fontes
- Rasmussen, Morten; Sikora, Martin; Albrechtsen, Anders; et al. (2015). "The ancestry and affiliations of Kennewick Man". Nature 523: 455–458. DOI 10.1038/nature14625 (resolve em doi.org). Texto baixado de https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4878456/ em 29/10/2026; volume e páginas conforme registro da DOI, não conferidos no texto lido. Acessar
- Oldham, Kit (2004, com atualizações posteriores). "Kennewick Man (The Ancient One)". HistoryLink.org, Essay 5664. https://historylink.org/File/5664 (consultado em 29/10/2026). Acessar
- Walker, Richard Arlin (2017). "Kennewick Man Returns Home". ICT (Indian Country Today), 21 fev. 2017 (atualizado em 28 nov. 2025). https://ictnews.org/archive/kennewick-man-returns-home/ (consultado em 29/10/2026). Acessar
Na mesma região
- Windover (Flórida): o lago-cemitério do Arcaico Inicial e o debate sobre a divisão do trabalho c. 9000 a 7929 anos BP calibrados (c. 7050 a 5980 a.C.), segundo Hoover e Berbesque (2018)
- Sandálias de casca de artemísia de Fort Rock (Oregon): calçado trançado de 10.500 a 9200 anos atrás de pelo menos 10.500 a 9200 anos cal. AP (sandálias com datação direta, faixa de 1 sigma na página da Universidade de Oregon); 10.500–9350 cal. AP no resumo de Connolly et al. 2017
- Trapper Creek Overlook (Alasca): caçadores no alto do esker sobre o médio Susitna, de c. 8550 a 5750 a.C. Atividade limitada desde c. 10.500 cal AP (c. 8550 a.C.); componente I definido entre 9.000 e 7.700 cal AP (c. 7050–5750 a.C.), segundo Wygal e Krasinski (2019)
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- Watson Brake: montículos de terra c. 3500 a.C. até pouco depois de 3000 a.C. (Saunders et al. 2005)
- Poverty Point: obras monumentais de terra c. 3.700–3.100 anos atrás (UNESCO)