Atlas da História

Altar da Vitória de Augsburgo (260): a batalha contra os iutungos e a Récia sob Póstumo

24 e 25 de abril de 260 (batalha) e 11 de setembro de 260 (dedicação do altar), segundo Witschel · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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O Altar da Vitória de Augsburgo, achado em 1992 no leito do rio Lech, é uma dedicatória à deusa Vitória que registra uma batalha de 24 e 25 de abril de 260 perto de Augsburgo, capital da província romana da Récia. Segundo Witschel, tropas sob o governador da Récia, com soldados da Germânia e uma milícia, derrotaram invasores germânicos que haviam chegado ao norte da Itália e voltavam com muitos prisioneiros. A data de dedicação, 11 de setembro, usa cônsules nomeados por Póstumo, o que indica que a Récia já fazia parte do Império das Gálias.

O que o altar diz sobre a batalha

Segundo Witschel, a inscrição trata de uma batalha de 24 e 25 de abril de 260 em que um contingente comandado pelo governador da Récia venceu germanos que haviam avançado até o norte da Itália, onde tinham feito muitos prisioneiros, e estavam de volta quando foram obrigados a combater. Nenhum escritor antigo registrou o episódio; ele só se conhece pelo altar achado em 1992. O exército aparece discriminado: soldados da província da Récia, tropas da vizinha Germânia e uma espécie de milícia popular, reunidos às pressas, segundo Witschel, para libertar os "muitos milhares de prisioneiros da Itália" que a inscrição menciona. Para ele, o caso mostra como a defesa da fronteira se tornara frágil no meio do século III. (Witschel)

Pedra reaproveitada e nomes raspados

O altar, de calcário do Jura, tem 156 cm de altura, 97 de largura e 75 de profundidade, com relevos de Vitória e de Marte nas faces estreitas e a inscrição na frente. Witschel observa que o monumento não foi feito de propósito: reaproveitou-se um altar anterior, cuja superfície frontal foi rebaixada para receber o novo texto, e ainda se veem vestígios do texto antigo. Ele sugere que a pedra foi escolhida justamente pelos relevos, que combinavam com o novo uso. Duas passagens do novo texto foram raspadas depois, a do governador e do exército e a da data com os cônsules, tão superficialmente que se leem com luz favorável. Segundo ele, rasuras desse tipo eram usadas para apagar de forma ostensiva a memória de pessoas ou de acontecimentos. (Witschel)

260: Valeriano capturado e o Império das Gálias

Witschel lembra que 260 foi um dos anos mais agitados da história romana. Na primavera, quando os germanos foram vencidos, Valeriano e seu filho Galieno ainda governavam juntos. No verão Valeriano foi capturado pelo rei persa Sapor I, durante uma campanha no Oriente, e a notícia provocou revoltas, entre elas no baixo Reno, onde Póstumo foi proclamado imperador e fundou o chamado Império das Gálias. Como a dedicação de 11 de setembro foi datada por cônsules nomeados por Póstumo, o primeiro deles ele próprio, Witschel conclui que a Récia aderiu logo a esse império, algo que não se sabia antes do achado. Galieno depois tentou retomar o território; a guerra civil, segundo ele, parece ter começado bem para o imperador e foi interrompida quando ele ficou ferido. (Witschel)

Fontes

  1. Witschel, Christian. "Der Augsburger Siegesaltar: Eine mörderische Schlacht gegen die Iuthungen". Texto de 3 páginas impressas (pp. 59 a 61) do material do projeto "5300 Jahre Schrift", Universidade de Heidelberg; o PDF não traz a data de publicação (cita obras até 2012). https://5300jahreschrift.mtk-online.urz.uni-heidelberg.de/artikel/5300jahre_schrift_witschel_siegesaltar_augsburg.pdf. PDF e texto bruto lidos em 29/10/2026. Acessar

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