Espadas de lâmina soldada por padrões (pattern-welding), auge nos séculos VI e VII
séculos VI e VII (auge de complexidade, segundo Jones); uso do séc. III ao X/XI · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Na soldagem por padrões, o ferreiro soldava hastes de ferros de composição diferente (em geral sete tiras alternadas), torcia ou não cada haste e juntava várias no miolo da lâmina; ao polir e atacar a superfície, apareciam desenhos. Segundo Jones, a técnica atinge a maior complexidade nos séculos VI e VII e sai de uso até o fim do séc. X. Thiele e colegas concluíram, com ensaios mecânicos, que ela não melhorava de modo significativo a espada e era sobretudo decorativa.
Como se fazia
Segundo Jones, os padrões saem de hastes formadas por várias camadas, com frequência sete, de ferros de composição um pouco diferente, soldadas e torcidas à esquerda ou à direita, ou mantidas retas; hastes de torção compatível eram instaladas lado a lado na lâmina, e o esmerilhamento da superfície revela sequências previsíveis de desenhos, até um tabuleiro no centro da haste. Thiele e colegas dizem que a base não era aço, como se supõe, mas ferro fosforoso, que fica mais claro no ataque ácido. Nenhuma lâmina do período era toda de elementos soldados por padrões: as arestas eram sempre soldadas à parte. (Jones; Thiele)
Cronologia e formas
Jones vê estruturas empilhadas já em espadas celtas (c. 500 a.C.), padrão verdadeiro a partir do séc. III, nas espadas dos pântanos de Nydam, no norte da Alemanha, auge de complexidade nos séculos VI e VII e desuso no fim do séc. X. As lâminas do período das Migrações e do período Vendel (merovíngio) medem em média de 71 a 81 cm, sem a espiga, e de 4,3 a 6,4 cm de largura. Ele cita a espada de Sutton Hoo, cuja radiografia mostra quatro faixas, alternadamente torcidas e retas, e diz que Lang e Ager acharam raros os desenhos curvos no material britânico, o que sugere sulcos forjados, e não esmerilhados, na Grã-Bretanha. (Jones)
Resistência ou enfeite
A ideia de que a torção reforçava a espada, como num compensado, é a que Thiele e colegas põem à prova. Os ensaios mecânicos e a investigação metalográfica de espadas medievais os levaram a dizer que a técnica não traz efeito positivo significativo e é sobretudo decorativa; um ganho possível seria maior resistência à deformação plástica, que um aço bem temperado daria igual ou melhor. Para eles, o valor estético, logo notado e procurado, aparece em fontes escritas, e a espada era também atributo de legitimidade e marca de status guerreiro. (Thiele; Jones)
A voz da época
Jones cita, como indício de que os padrões eram vistos ao fim da fabricação, uma carta de Cassiodoro, secretário de Teodorico, aos varnos, de 520, que louva o jogo de sombras e cores nos sulcos de lâminas polidas e compara o padrão a pequenas serpentes. Cita também a saga de Kormák, do séc. X, em que uma serpentezinha parece sair de baixo do guarda-mão da espada Sköfnung, e propõe que a descrição possa se referir ao padrão revelado pela condensação do hálito. A segunda é uma conjectura de Jones. (Jones)
Fontes
- Jones, Lee A. "The Serpent in the Sword: Pattern-welding in Early Medieval Swords". Copyright 1997 D. A. Oliver; reimpresso do catálogo da 14ª Park Lane Arms Fair, edição web do Mediaeval Sword Resource Site. http://www.vikingsword.com/serpent.pdf Acessar
- Thiele, Adam; Hošek, Jiří; Kucypera, Paweł; Dévényi, László. "The role of pattern-welding in historical swords - mechanical testing of materials used in their manufacture". PDF no site de Ciência dos Materiais da Universidade de Kiel. https://www.tf.uni-kiel.de/matwis/amat/iss/kap_c/articles/2014_thiele_pattern_welding_mech_tests.pdf Acessar
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