Atlas da História

Edito de expulsão dos judeus de Castela e Aragão (Granada, 1492)

Edito assinado em Granada em 31 de março de 1492; prazo de saída até o fim de julho do mesmo ano. O retorno de batizados foi autorizado em 10 de novembro de 1492, segundo Benito Ruano. · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Em 31 de março de 1492, em Granada, Fernando e Isabel mandaram que todos os judeus e judias de seus reinos saíssem até o fim de julho, com filhos e criados, sob pena de morte e confisco dos bens, e proibiram qualquer pessoa de acolhê-los. O edito, no trecho lido, permitia vender os bens e levá-los para fora, exceto ouro, prata e moeda. Segundo Benito Ruano, em 10 de novembro os reis aceitaram o retorno de quem se batizasse, e o cura Andrés Bernáldez escreveu que não havia cristão que não sentisse dor ao ver as famílias partirem.

Prazo e condições do edito

Na cópia endereçada a Burgos, o edito manda que todos os judeus e judias dos reinos, nativos ou chegados de fora, saiam até o fim de julho de 1492 com filhos, filhas, criados e familiares, grandes e pequenos, e não voltem nem de passagem, sob pena de morte e confisco, sem novo julgamento. Até o prazo, ficam sob proteção real e podem vender, trocar e alienar bens e exportá-los por terra ou mar, exceto ouro, prata, moeda e coisas proibidas. Quem os acolher perde bens, vassalos e rendas. A carta devia ser fixada nas praças e foi dada em Granada em 31 de março, subscrita pelo secretário Juan de Coloma. ("Edict of the Expulsion of the Jews 1492)

Retorno, dispersão e razões segundo cronistas

Benito Ruano lembra que, em 10 de novembro de 1492, os reis aceitaram o regresso de quem provasse ter recebido o batismo, com direito a recuperar bens vendidos a preços ínfimos; segundo ele, poucos voltaram. A maior parte dos que permaneceram na fé se espalhou pela Europa, pelo norte da África e depois pela América hispânica, e deu origem aos sefarditas. Quanto às razões, ele cita frei Alonso de Oropesa, via Sigüenza, que atribuía a culpa principal à mistura de judeus e cristãos, novos e velhos, e Fernando del Pulgar, que descreve casas com crenças divididas entre os membros da família. (Benito Ruano)

Fontes

  1. "Edict of the Expulsion of the Jews (1492)". Tradução do castelhano de Edward Peters. Em: HEMED, rede temática de história euro-mediterrânea, Le Mans Université. https://hemed.univ-lemans.fr/?p=941, consultado em 30/10/2026. Texto bruto lido em 30/10/2026; a página traz o texto com omissões ([…]) e remete ao texto integral em sephardicstudies.org. Acessar
  2. Benito Ruano, Eloy. "Llaves del recuerdo y la esperanza". Medievalismo, n. 12, 2002 (Real Academia de la Historia). https://revistas.um.es/medievalismo/article/view/51431, consultado em 30/10/2026. Texto bruto lido em 30/10/2026. Acessar

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