Atlas da História

Europa Mediterrânea: linha do tempo

156 registros do Atlas da História nesta região, do mais antigo ao mais recente.

  1. Episódio Pluvial Carniano: chuva, aquecimento e renovação da vida c. 234 a 232 milhões de anos atrás (Dal Corso et al. 2020)
  2. Homo antecessor c. 949 mil a 772 mil anos atrás (datação direta do dente ATD6-92, citada por Welker et al. 2020)
  3. Arte rupestre do Vale do Côa e de Siega Verde c. 24 mil a 10 mil anos atrás (UNESCO: 22.000–8.000 a.C.)
  4. Povoado mesolítico de Maroulas, na ilha de Kythnos (Cíclades): pescadores do mar Egeu e a gruta do Ciclope c. 8770–8640 a.C. (cal.), faixa calibrada de uma datação de carvão (9440±40 BP) do povoado, segundo Kaczanowska e Kozłowski (2018); Carter e outros (2016) falam em ocupação no início e em meados do 9º milênio a.C. cal., sem fim conhecido
  5. Caverna Franchthi: do Mesolítico final ao Neolítico Inicial (c. 6600–6450 a.C.) datas combinadas de 6650–6590 cal a.C. (transição) e 6600–6500 cal a.C. (base do estrato de argila cinza), até 6460–6400 cal a.C. (carvão, Neolítico Inicial), segundo a tabela de Reingruber (2015) sobre dados de Perlès e outros (2013); anos astronômicos por −(ano a.C.) + 1
  6. Como o Neolítico chegou à Grécia e ao Egeu (c. 6600–6400 a.C.): difusão, adaptação local, rotas marítimas e origens múltiplas c. 6600–6400 cal a.C., faixa das primeiras datas de vida curta do Neolítico no sul da Grécia, na Tessália e na costa egeia da Anatólia nas fontes lidas; anos astronômicos por −(ano a.C.) + 1
  7. Neolítico Antigo da Tessália: Argissa, Sesklo e Achilleion (a partir de c. 6450 a.C.) início do Neolítico Antigo na Tessália só depois de 6500 cal a.C. (limite inferior, 'terminus post quem'), com a data mais antiga de Sesklo em 6450 cal a.C. e a transição para o Neolítico Médio por volta de 6000 cal a.C. em Achilleion, segundo Reingruber e outros (2017); anos astronômicos por −(ano a.C.) + 1
  8. Rev5, mulher do Neolítico inicial de Revenia (norte da Grécia), de c. 6350 a.C., com genoma sequenciado 6438–6264 cal a.C. (intervalo de 95,4%), c. 6437–6263 em ano astronômico (−(ano a.C.) + 1), data da amostra calibrada por Hofmanová et al. (2016); o ano −6350 é o meio do intervalo, usado só como marca no tempo
  9. La Braña 1, homem caçador-coletor mesolítico da serra Cantábrica (León, Espanha), de c. 5900 a.C. 7940–7690 cal AP (c. 5990–5740 a.C. em ano astronômico, 1950 − cal AP), data do esqueleto citada por Olalde et al. (2014); o ano −5865 é o meio do intervalo, usado só como marca no tempo
  10. Neolitização do Mediterrâneo ocidental (c. 5750–5450 a.C.): expansão costeira rápida e o modelo da colonização marítima pioneira c. 7700 cal AP (5751 cal a.C., ponto de partida da simulação em Arene Candide) até cerca de 300 anos depois, segundo Isern e outros (2017); anos astronômicos por 1950 − cal AP
  11. Canoas escavadas em tronco de La Marmotta (lago de Bracciano, Itália), as embarcações neolíticas mais antigas conhecidas, de c. 5600–5100 a.C. c. 5620–5085 cal a.C. (ano astronômico c. −5619 a −5084), conforme as seis datas de radiocarbono de Gibaja et al. (2024), calibradas pelos autores: cada canoa tem um intervalo de 2 sigma próprio, de 5620–5480 cal a.C. (canoas 3 e 4) a 5305–5045 cal a.C. (canoa 1); o modelo bayesiano deles põe o conjunto entre 5620–5490 e 5310–5085 cal a.C. O início e o fim do registro são pontos centrais desses limites
  12. Valencina de la Concepción (Sevilha, Espanha): os primeiros tholoi de abóbada de barro no maior sítio do Calcolítico ibérico (fim do séc. XXX e séc. XXIX a.C.) do fim do séc. XXX ao séc. XXIX a.C. (início dos primeiros tholoi); o ‘early tholos horizon’ se concentra, segundo os autores, nos séc. XXIX e XXVIII a.C. (cal a.C.)
  13. Fundição de cobre em vasos campaniformes reutilizados como cadinhos, na gruta de Bauma del Serrat del Pont (Girona), a partir de c. 2917 a.C. datas de carvão dos níveis, recalibradas com IntCal20 (95,4%): 2917-2576 cal. a.C. no nível II.5 (contexto de produção metalúrgica) e 2878-2479 cal. a.C. dadas no texto como as mais antigas para metalurgia extrativa na região; nível do Bronze Antigo com 2566-2034 cal. a.C. (Montes-Landa e colegas, 2021). Ano astronômico −2916 a −2033
  14. Complexo do Vaso Campaniforme (a partir de c. 2750 a.C.): expansão da Ibéria atlântica à Europa central e à Grã-Bretanha, e a substituição quase completa da população britânica a partir de c. 2750 a.C. (datações de cerâmica campaniforme na Ibéria atlântica, segundo Olalde et al. 2018) até c. 2200–1800 a.C. (quando a cerâmica deixa de ser usada); chegada à Grã-Bretanha com ancestralidade da estepe depois de 2450 a.C.
  15. Cnossos e os centros palacianos minoicos c. 1900–1100 a.C., fase dos palácios (UNESCO)
  16. Erupção minoica de Thera (Santorini): a data, entre c. 1600 e 1500 a.C., em disputa Entre o fim do séc. XVII e o início do séc. XV a.C., segundo a fonte e o método: a radiocarbono, c. 1600 a.C. (Pearson et al. propõem metade do séc. XVI a.C. em 2023); pela cronologia arqueológica, depois de 1540 a.C. ou c. 1524 a.C.; segundo Bruins e van der Plicht (2025), antes do reinado do faraó Ahmose
  17. Oficina de tintura de púrpura em Egina-Kolonna (séc. XVI a.C.): conchas esmagadas de Hexaplex trunculus, resíduos analisados por HPLC e ossadas queimadas de filhotes Séc. XVI a.C. (fase Heládico Recente IIA, Micênico Inicial), época da camada de destruição de dois edifícios, segundo Berger e colegas (2024). A tintura de púrpura já era conhecida em Creta desde o início do 2º milênio a.C. e chegou a Kolonna no Bronze Médio, segundo os mesmos autores
  18. Fim de El Argar, no sudeste da Península Ibérica (c. 1550 a.C.): colapso, "rebelião social" e outras leituras c. 1550 a.C. (data de calendário calibrada, que Bonora Soriano e outros usam como corte para contar sítios; eles falam também em transformações "por volta de 1600–1550 a.C.")
  19. Destruição do Palácio de Nestor, em Pilos (c. 1200 a.C.), e as causas em debate c. 1200–1180 a.C. (3150–3130 anos antes de 1950, na transição do Heládico Recente IIIB para o IIIC, como Finné et al. situam a destruição)
  20. Fim das terramare, na planície do Pó (c. 1150 a.C.): colapso, clima e uso da terra c. 1150 a.C. (data de colapso citada por Capuzzo et al.; a contração demográfica que eles medem vai de 1200 a 1050 a.C.)
  21. O DNA do túmulo 2 de Los Castellets II (Mequinenza, Aragão): 24 pessoas de uma família estendida do Bronze Final no nordeste da Península Ibérica (c. 1200–827 a.C.) Túmulo 2: c. 1200–827 a.C. (radiocarbono calibrado, segundo os autores); o ano -1000 é o ponto médio aproximado dessa faixa, usado só para situar o registro
  22. Radiocarbono e a cronologia absoluta da Idade do Ferro egeia: as datas de Lefkandi, Kalapodi, Corinto e Sindos para o Protogeométrico e o Geométrico (início no séc. X a.C.) c. 1050–1000 a.C. para a passagem do Submicênico ao Protogeométrico (Toffolo e colegas), até c. 800–780 a.C. para o Geométrico Médio e Tardio Ib (Gimatzidis e Weninger)
  23. Depósito da ria de Huelva (Odiel): cerca de 400 bronzes de armas e adornos dragados em 1923, depositados no séc. X a.C., e o debate entre naufrágio e oferenda c. 997–925 cal a.C. (seis datas de radiocarbono de astiles de lança, recalibradas por Mederos 2006, citado por Fernández Rodríguez 2014); 976–932 cal a.C. na calibração de Ruiz-Gálvez 1995; 987–922 a.C. em Mederos 2019
  24. Lefkandi (Eubeia): o edifício de Toumba e a sepultura dupla de um guerreiro e uma mulher, c. 1000–950 a.C. c. 1000–950 a.C., Protogeométrico Médio (Ruiz-Gálvez 2007); c. 950 a.C. (Coucouzeli, McRobie e Kavrakov 2024, citando Popham e colegas 1993). Datação por tipologia cerâmica, não por radiocarbono, nas fontes lidas
  25. Bronzetti nurágicos: as figuras de bronze dos santuários da Sardenha, feitas com cobre sardo e ibérico e estanho de fora, na passagem do Bronze Final para a Idade do Ferro c. 900 – c. 700 a.C.: Berger e colegas seguem o grupo mais antigo (Uta-Abini) em c. 950–800 a.C., dizem que os primeiros bronzetti foram feitos por volta do séc. IX a.C. e datam o grupo mais tardio (Mediterraneizzante) em c. 800–700 a.C.
  26. Cerâmica geométrica grega: vasos pintados em silhueta, com meandros e círculos feitos a compasso, e o debate sobre a data (c. 900–700 a.C.) depois das datas de radiocarbono de Sindos c. 900 – c. 700 a.C. (cronologia convencional, com Geométrico Antigo em c. 900–850 a.C.); Gimatzidis e Weninger propõem, por radiocarbono, recuar o Geométrico Antigo para a segunda metade do séc. XI a.C.
  27. Estelas de guerreiro do Sudoeste Ibérico: Idade do Bronze ou início do Ferro? A cronologia em debate entre Mederos (1325–950 a.C.) e Araque e colegas (gravadas com ferro, após c. 900 a.C.) início em debate: c. 1325–1300 a.C. para as primeiras estelas e 1050–950 a.C. para a fase final (Mederos 2019), ou depois da chegada do ferro, com cinzel de ferro de Rocha do Vigio-2 em camada datada de 900–770 cal a.C. (Araque e colegas 2023, segundo a UAM)
  28. Navicelle nurágicas: os barcos votivos de bronze da Sardenha fundidos em cera perdida, e a navicella de Turim com um lavrador entre os bois c. 900 – c. 700 a.C.: Idade do Ferro inicial; a navicella estudada é datada "presumivelmente" do séc. IX ao VII a.C., e o artigo diz que a produção das navicelle se deu sobretudo entre o séc. X e o VII a.C.
  29. Cultura vilanoviana (Itália, c. 900 a.C.): cremação em urnas bicônicas e centros proto-urbanos início c. 900 a.C. (data do Wikidata e da cronologia absoluta convencional); Pillitteri et al. dão a segunda metade ou o último quarto do séc. X a.C. para a fase inicial na Etrúria Padana, e Nijboer e van der Plicht propõem 975–950 a.C. para o início da Idade do Ferro na Itália
  30. Horizonte fenício inicial no sudoeste da Península Ibérica (Huelva, El Carambolo, La Rebanadilla): datas de radiocarbono do fim do séc. X e do séc. IX a.C. fim do séc. X ou pleno séc. IX a.C. (cal a.C.), segundo López Castro et al. (2016); a datação é discutida
  31. Necrópole de Fossa (Abruzzo): ferro em todas as tumbas da fase 1A, final do séc. IX a.C. final do séc. IX e início do séc. VIII a.C. (14C calibrado das três tumbas mais antigas: 890–795, 830–790 e 895–770 cal a.C., a 1σ)
  32. Sant'Imbenia (Alghero, Sardenha): praça de mercado nurágica e trocas com fenícios, ibéricos e etruscos, a partir do fim do séc. IX a.C. a partir do fim do séc. IX a.C.; a área monumental de mercado foi criada por volta de 800 a.C., segundo Clemenza et al.
  33. Os Trabalhos e os Dias, de Hesíodo (séc. VIII a.C.?): as duas Lutas, a justiça e os senhores “devoradores de presentes”, nas palavras do poema séc. VIII a.C. (aprox.); o Wikidata (P571) dá 800 a.C. com precisão de século. Heródoto 2.53 diz que Hesíodo e Homero viveram não mais de quatrocentos anos antes dele
  34. Pitecusa e Cumas (séc. VIII a.C.): os primeiros assentamentos gregos na baía de Nápoles, segundo Estrabão e a necrópole de San Montano séc. VIII a.C. (a tumba 168 da necrópole de Pitecusa é da segunda metade do séc. VIII a.C., segundo Valerio; Estrabão não dá ano e o item do Wikidata não tem data)
  35. Pentecôntero: o navio longo de cinquenta remos em uma fileira, tipo básico da marinha grega do século VIII a.C., e os usos que Heródoto lhe dá pelo menos desde o início do séc. VIII a.C. como tipo básico de navio de guerra grego (Ducin); a construção do tipo é datada do fim do séc. VIII a.C. por Davison, citado por Ducin; ainda em uso nos séculos V–IV a.C. e depois
  36. Primeiros Jogos Olímpicos e a lista dos olimpionikes (tradicionalmente 776 a.C.): Ifito, Corebo e a disputa entre Élida e Pisa, segundo Pausânias e Estrabão tradicionalmente 776 a.C. (a data consta no Wikidata, P571, e na conversão das olimpíadas feita pelos editores da tradução de Pausânias; nenhuma fonte antiga lida dá o ano em número)
  37. Fundação de Roma (tradicionalmente 753 a.C.): o relato de Lívio, as datas de Dionísio de Halicarnasso e a tese de Carandini tradicionalmente 753 a.C. (21 de abril, no P585 do Wikidata); Dionísio de Halicarnasso a põe no 1º ano da 7ª olimpíada e outros autores antigos dão datas diferentes
  38. Homero: o poeta a quem a tradição grega atribui a Ilíada e a Odisseia, o "velho cego de Quios" e o que os textos lidos dizem e não dizem sobre ele sem data segura (Heródoto: cerca de 400 anos antes dele); o atlas ancora no séc. VIII a.C. (c. 750 a.C., com folga de um século) porque as inscrições de Pitecusa e do Dípilon, de c. 740–720 a.C., já usam a dicção épica
  39. Inscrição da oinochoe do Dípilon, em Atenas: um hexâmetro gravado num vaso que anuncia como prêmio de dança o próprio vaso, entre as primeiras escritas alfabéticas gregas 3º quarto do séc. VIII a.C. (Cardin); a datação mais baixa, entre o fim do séc. VIII e o início do VII a.C., era a preferida no passado
  40. Taça de Nestor de Pitecusa: a kotyle rodia da tumba 168, com três versos gravados em alfabeto euboico, entre as mais antigas inscrições alfabéticas gregas 2ª metade do séc. VIII a.C. (Valerio, Tardo-Geométrico II); a tumba 168 é datada pelo mesmo autor do fim do séc. VIII a.C.
  41. O alfabeto grego como adaptação das letras fenícias (séc. VIII a.C.): a explicação de Heródoto e as inscrições mais antigas em Atenas e Pitecusa c. 750 a.C. (P571 do Wikidata, com outros valores de 900 e 1000 a.C.). As inscrições alfabéticas gregas mais antigas lidas são da segunda metade do séc. VIII a.C. (taça de Nestor) e do terceiro quarto do séc. VIII a.C. (oinochoe do Dípilon)
  42. Primeira Guerra Messênia (tradicionalmente c. 743–724 a.C.): Esparta contra Messênia em Pausânias, Estrabão e nos versos de Tirteu tradicionalmente 743–724 a.C. (20 anos; início no P580 do Wikidata e nas glosas dos editores de Pausânias: 2º ano da 9ª olimpíada até o 1º ano da 14ª)
  43. Fundações gregas na Sicília oriental (séc. VIII a.C.): Naxos, Siracusa, Leontinos, Catânia e Mégara Hibleia, segundo Tucídides c. 735–730 a.C. (fim do séc. VIII a.C.). Tucídides só dá a ordem relativa das fundações; o item do Wikidata da Siracusa antiga (Q4420718) traz 735 a.C. como fundação
  44. Calendário agrícola de Hesíodo: o ano de trabalho contado pelas Plêiades, Órion, Sírio e Arcturo, pelo grito da grua e pelos dias do mês em Os trabalhos e os dias fixado por escrito em Os trabalhos e os dias, c. 730 – c. 660 a.C. (faixa das propostas para a composição dos poemas hesiódicos segundo Clay e Vergados); as fontes lidas não datam a prática
  45. Hesíodo: o poeta de Ascra que diz o próprio nome na Teogonia, a disputa com o irmão Perses e o tripé ganho em Cálcis, entre dados do poema e a dúvida sobre a pessoa c. 730 – c. 660 a.C.: faixa das datas hoje propostas para a Teogonia (West 1966: 730–700; Janko: 700–665; West 2012: 680–660, segundo Clay e Vergados); nenhuma fonte lida data nascimento ou morte do poeta
  46. Safo de Lesbos: a poeta de Mitilene, o irmão Cárax e a ode a Afrodite que Dionísio de Halicarnasso copiou como modelo de estilo c. 630 – c. 570 a.C. (descrição do item no Wikidata); as fontes lidas não datam a vida dela
  47. Esopo: o contador de fábulas que Heródoto diz ter sido escravizado em Samos e que Aristóteles mostra defendendo um demagogo com uma fábula c. 620 – c. 564 a.C. (Wikidata); as fontes lidas não datam a vida dele
  48. Diolkos de Corinto: a passagem pelo istmo onde se arrastavam navios de um golfo ao outro, e o debate sobre a via pavimentada tradicionalmente c. 600 a.C. (Wikidata, séc. VI a.C.); data em debate. A fonte mais antiga lida é Tucídides, sobre a Guerra do Peloponeso (séc. V a.C.)
  49. Teano de Crotona: a pitagórica que Diógenes Laércio dá como esposa ou discípula de Pitágoras e autora de "algumas coisas" séc. VI a.C. (descrição do item no Wikidata, c. 600 – c. 500 a.C.); Diógenes Laércio não data a vida dela
  50. Reformas de Sólon em Atenas (início do séc. VI a.C.): a seisachtheia e o fim do empréstimo sobre o corpo da pessoa, nas palavras do próprio Sólon c. 590 a.C. (início do séc. VI a.C.). A tradição situa o arcontado de Sólon por volta de 594 a.C., mas os textos lidos não dão o ano em número e o item do Wikidata não tem data
  51. Túnel de Eupalino em Samos: o aqueduto aberto na rocha por duas equipes, um dos três grandes trabalhos dos samianos segundo Heródoto séc. VI a.C., no tempo do tirano Polícrates (570–522 a.C., segundo Apostol); o ano da obra não é dado pelas fontes lidas
  52. Batalha do mar Sardo ou de Alália (c. 540 a.C.): foceus contra etruscos e cartagineses c. 540 a.C. (segundo Alfonsi, 2024); Heródoto não dá o ano
  53. Primeiro tratado entre Roma e Cartago (tradicionalmente fim do séc. VI a.C.), segundo Políbio no ano dos primeiros cônsules, 28 anos antes da invasão de Xerxes (Políbio 3.22); c. 509 a.C. na tradição
  54. Queda da monarquia romana e primeiros cônsules (tradicionalmente 509 a.C.): o que contam Lívio e Políbio tradicionalmente 509 a.C. (Wikidata: início 510 a.C., fim 509 a.C.); Políbio 3.22 põe o ano dos primeiros cônsules 28 anos antes da invasão da Grécia por Xerxes
  55. Reformas de Clístenes em Atenas (508/507 a.C.): dez phylai, demos e Conselho dos Quinhentos, segundo a Constituição de Atenas e Heródoto 508/507 a.C. (a Constituição de Atenas fala do “quarto ano depois da queda dos tiranos, sendo arconte Iságoras”; o ano em número vem da tradição e não está nos textos lidos)
  56. Sofistas e o debate entre nomos e physis (séc. V a.C.): de Hípias e Cálicles aos atenienses diante de Melos séc. V a.C. (Wikidata P580: 500 a.C., precisão de século)
  57. Veios de Maroneia (483/2 a.C.) e a prata do Láurion: da fundição à frota de trirremes 483/2 a.C. (arcontado de Nicodemo, segundo Aristóteles); a exploração do Láurion é mais antiga, desde o IV milênio a.C.
  58. Batalha de Hímera (480 a.C.): a derrota cartaginesa na Sicília, contada por gregos, por cartagineses e pelos mortos da cidade 480 a.C. (ano; o dia não consta dos textos lidos, e Heródoto e Diodoro o ligam a batalhas gregas diferentes)
  59. Construção do Partenon (447–432 a.C.): as contas dos epistatas e o dinheiro do tributo 447/6 a 433/2 a.C. (anos de conta dos epistatas; o ano ateniense cobre dois anos do calendário atual)
  60. Eudoxo de Cnido: astrônomo, geômetra e legislador, e o modelo de esferas para o Sol, a Lua e os planetas c. 408 – c. 355 a.C. (Wikidata); Diógenes Laércio dá "c. 407–357" no cabeçalho da edição e diz que ele morreu no 53º ano de vida, e que floresceu por volta de 368–364 a.C. (segundo Apolodoro)
  61. Cinismo antigo (séc. IV a.C.): Antístenes, Diógenes de Sinope e Hiparquia, segundo Diógenes Laércio séc. IV a.C. (Wikidata P580: 400 a.C., precisão de século); Diógenes Laércio situa Diógenes de Sinope na época de Alexandre, e Demétrio de Magnésia, citado por ele, o faz morrer no mesmo dia que Alexandre (323 a.C.)
  62. Saque de Roma pelos gauleses (c. 390–387 a.C.): o que contam Lívio e Políbio, e a lembrança dos próprios gauleses c. 390 a.C. (Wikidata P585: 390 a.C., sem mês); o item da batalha do Ália (Q655777) lista também 387 a.C.; Políbio 1.6 situa a tomada de Roma 16 anos antes de Leuctra, ano da Paz de Antálcidas
  63. Batalha de Leuctra (371 a.C.): Tebas derrota Esparta, segundo Xenofonte e Pausânias 6 jul. 371 a.C. (Wikidata P585, precisão de dia; as passagens lidas de Xenofonte e Pausânias não dão a data)
  64. Fundação de Messena (c. 370–369 a.C.): o regresso dos messênios ao Peloponeso, segundo Pausânias, e o silêncio de Xenofonte 3º ano da 102ª Olimpíada, arcontado de Disciceto em Atenas (Pausânias 4.27.9), que o atlas converte em 370/369 a.C.; o Wikidata (P571 de Q1022117) dá 371 a.C.
  65. Axioteia de Flios: aluna de Platão e de Espeusipo, junto com Lastênia de Mantineia séc. IV a.C. (por ter sido aluna de Platão, segundo Diógenes Laércio); o Wikidata dá −400 com precisão de século
  66. Hipárquia de Maroneia: a filósofa cínica que escolheu a vida de Crates e venceu Teodoro num banquete c. 350 – c. 280 a.C. (Wikidata); o texto lido a situa por volta de 300 a.C. (cabeçalho da edição de Hicks)
  67. Píteas de Massália: a viagem ao norte da Europa, a Britânia e Thule, segundo seus críticos antigos séc. IV a.C. (Wikidata: nascimento c. 359 ou 349 a.C.; morte c. 289 ou 284 a.C.); Estrabão não dá datas
  68. Batalha de Queroneia (338 a.C.): Filipe II vence Atenas e Tebas, nas palavras de Demóstenes e de Pausânias ago. 338 a.C. (Wikidata P585, precisão de mês); as passagens lidas de Demóstenes e Pausânias não dão o mês
  69. Aqua Appia: o primeiro aqueduto de Roma, trazido à cidade na censura de Ápio Cláudio 312 a.C. (Wikidata P571; Lívio o põe na censura de Ápio Cláudio e Caio Plaucio, marcada como 312 a.C. na edição)
  70. Via Ápia: a estrada de Roma a Cápua construída na censura de Ápio Cláudio 312 a.C. (Wikidata P571; Lívio situa a obra na censura de Ápio Cláudio e Caio Plaucio, no ano marcado como 312 a.C. na edição)
  71. Refundação da Liga Aqueia (c. 284–279 a.C.): Dyme, Patras, Trítea e Faras, e a política de “igualdade e liberdade”, segundo Políbio 284–279 a.C.: a margem de Shuckburgh dá a 124ª Olimpíada como 284–280 a.C. para a aliança de Dyme, Patras, Trítea e Faras, e anota a adesão de Aigion como 279 a.C. ('cerca de cinco anos depois', diz Políbio)
  72. Invasão gaulesa da Grécia e derrota diante de Delfos (279 a.C.): o que contam Pausânias e Políbio, e a pretensão dos etólios 279 a.C.: a margem de Shuckburgh na tradução de Políbio anota 'Defeat of Brennus at Delphi, B.C. 279'; Pausânias data a derrota pelo arconte Anaxícrates, segundo ano da 125ª Olimpíada
  73. Messana (264 a.C.): mercenários campanianos, Híeron de Siracusa e a decisão de Roma que abre a Primeira Guerra Púnica, segundo Políbio 264 a.C.: as margens de Shuckburgh anotam 'B.C. 264' com os cônsules Ápio Cláudio Caudex e M. Fúlvio Flaco para o voto do povo romano e a travessia do estreito; o mesmo editor dá a Primeira Guerra Púnica como 264–241 a.C.
  74. O corvus e a primeira grande frota romana (261–260 a.C.): remadores treinados em bancos em terra e uma ponte de abordagem que, segundo Políbio, fez do combate naval de Mylae uma luta de infantaria 261 a.C., decisão de construir a frota (margem de Shuckburgh no cap. 20 do livro I); batalha de Mylae em 260 a.C. (margem de Shuckburgh); Políbio não dá ano absoluto
  75. Políbio de Megalópolis: o refém aqueu em Roma que escreveu como os romanos conquistaram o Mediterrâneo c. 204 – c. 122 a.C. (cabeçalho da Britannica de 1911; o nascimento é discutido entre 214 e 204)
  76. Cornélia, mãe dos Gracos: a viúva que educou os filhos, a estátua de bronze e a casa aberta a gregos e sábios c. 190 – c. 110 a.C. (Wikidata; as Vidas de Plutarco não dão datas de nascimento nem de morte)
  77. Hiparco de Niceia: a estrela nova, a precessão dos equinócios e o catálogo de estrelas feitos em Rodes c. 190 – c. 120 a.C. (Wikidata); atividade documentada de 146 a 126 a.C. (Britannica de 1911), com observações em Rodes
  78. Senatus consultum de Bacchanalibus (186 a.C.): o decreto contra as bacanais, lido pela inscrição de Tiriolo e por Lívio 7 de outubro de 186 a.C. (nonas de outubro, data da consulta ao Senado na inscrição; o ano 186 vem do NovaRoma e da descrição do Wikidata)
  79. Terêncio: o comediógrafo nascido em Cartago, trazido a Roma como escravizado, segundo a tradição, e suas seis peças c. 185 – c. 159 a.C. (Wikidata); primeira peça encenada em 166 a.C. (Britannica de 1911)
  80. Batalha de Pidna (168 a.C.) e a partilha da Macedônia em quatro cantões, segundo Lívio e Políbio 22 de junho de 168 a.C. (Wikidata P585); Políbio, nas notas de Shuckburgh, situa a batalha por volta do meio do verão; a partilha da Macedônia em cantões foi anunciada em Anfípolis logo depois, em data que as fontes lidas não dão
  81. De agri cultura, de Catão: a prensa de azeite, a alvenaria de cal e areia e a gestão da propriedade rural c. 160 a.C. (Wikidata, data de publicação com precisão de década; o texto lido não se data)
  82. Histórias de Políbio: a constituição mista e a explicação grega da ascensão de Roma (livro VI) c. 150 a.C. (Wikidata P571, com precisão de século). A obra narra de cerca de 219 a 146 a.C., segundo as notas de margem de Shuckburgh; a data de composição do livro VI não aparece nas fontes lidas
  83. Guerra Aqueia e destruição de Corinto (146 a.C.): o que contam Políbio, Pausânias e Estrabão 146 a.C. (Wikidata P585, sem mês); nas notas de margem de Shuckburgh a Políbio, a morte do estratego Crítolau é da primavera de 146 a.C. e o saque de Corinto, de setembro de 146 a.C.
  84. Cerco de Numância (134–133 a.C.): a cidade celtibera cercada por Cipião Emiliano, segundo Apiano e Blázquez Martínez 134–133 a.C. (Wikidata P580 e P582); na tradução de Apiano por White, Cipião é eleito cônsul em 134 a.C. e o cerco e a rendição se dão em 133 a.C.
  85. Batalha de Vercelas (101 a.C.): o fim dos cimbros e o suicídio de mulheres em torno das carroças 101 a.C., depois do solstício de verão (Plutarco: três dias antes da lua nova de Sextilis, o atual agosto)
  86. Lucrécio (Tito Lucrécio Caro), poeta latino do De rerum natura, sobre a física atomista de Epicuro, c. 95–55 a.C. nasceu em meados dos anos 90 a.C. e morreu em meados dos anos 50 a.C. (as fontes antigas divergem: nascimento entre 99 e 95 ou em 94 a.C.; morte entre 55 e 51 a.C.)
  87. Revolta de Espártaco (73–71 a.C.): escravizados e gladiadores contra Roma e os 6.000 crucificados 73 a 71 a.C. (datas do Wikidata; Apiano diz que a guerra durava três anos quando Crasso assumiu)
  88. Notas tironianas (notae): a taquigrafia latina atribuída a Tirão, liberto de Cícero, e o discurso de Catão anotado no Senado (63 a.C.) 5 de dezembro de 63 a.C., primeiro uso datado nas fontes lidas (o discurso de Catão contra Catilina foi taquigrafado); a invenção do sistema por Tirão não tem data no verbete
  89. Lívia Drusila, esposa de Augusto e mãe de Tibério, depois chamada Júlia Augusta, 58 a.C.–29 d.C. nasceu em 30 de janeiro de 58 a.C. (a Enciclopedia on line dá 58/57); morreu em 29 d.C., muito idosa
  90. Calendário juliano: a reforma de Júlio César, com ano de 365 dias e um dia intercalar a cada quatro anos (46 a.C.) promulgado em 46 a.C. (708 de Roma), no terceiro consulado de César, segundo a Enciclopédia Italiana (1930)
  91. Augusto "devolve o Estado" ao Senado e ao povo (28–27 a.C.): as Res Gestae e Tácito 28 a 27 a.C. (sexto e sétimo consulados de Augusto, segundo as Res Gestae 34, na glosa do tradutor)
  92. De architectura, de Vitrúvio: dez livros sobre cidades, materiais, templos, edifícios, água, relógios de sol e máquinas, escritos por volta de 27 a.C. por volta de 27 a.C., data de composição situada "com certa aproximação" pela Enciclopédia Italiana (1937); a datação já foi disputada
  93. Erupção do Vesúvio de 79 79 d.C. (dia e mês em debate: 24 ago., 24 out. ou 23 nov. no Wikidata)
  94. Júlia Domna, imperatriz em Roma: correspondência, círculo de filósofos e a morte de Geta, segundo Dio Cássio c. 160 – 217 (Wikidata guarda nascimentos de 158 a 170; morte em 217); a atuação lida neste registro vai de c. 208 a 217
  95. Plotino em Roma: a escola, a casa cheia de mulheres e crianças e o projeto de Platonópolis c. 205 – 270 (Wikidata e Porfírio na tradução de MacKenna; a Britannica de 1911 dá 204–270); em Roma desde c. 244 até c. 269/270
  96. Ulpiano: o jurista de ascendência tíria que forneceu um terço do Digesto atividade literária entre 211 e 222; assassinado em 228 (Britannica 1911); o Wikidata dá nascimento c. 170 e morte em 228
  97. Constitutio Antoniniana (212): a cidadania romana para os habitantes livres do Império e a leitura do papiro de Giessen 11 de julho de 212 em Roma (5 dias antes dos idos de julho, cônsules, os dois Aspros), afixado em Alexandria em 10 de fevereiro de 213, segundo Jördens a partir de P. Giss. I 40, col. II, 12 a 15
  98. Perseguição de Décio aos cristãos (250–251): a ordem de sacrifício universal e a carta do clero de Roma a Cipriano a partir de janeiro de 250, com a morte de Fabiano, segundo Ferguson (2022); Décio foi morto em 251, o que encerra a ordem no tempo, ainda que a fonte lida não diga em que mês ela deixou de ser aplicada. O Wikidata registra 249 a 250 para o item
  99. Muralhas Aurelianas de Roma: concreto revestido de tijolo, torres a cada cem pés e edifícios reaproveitados iniciada c. 271 (Wikidata), depois da guerra contra os marcomanos e antes da campanha contra Zenóbia (272), segundo Platner e Ashby; concluída por Probo, segundo Zósimo citado por eles
  100. Faltônia Betícia Proba e o cento virgiliano c. 306 (The New Historia) ou 322 (Wikidata) – c. 370
  101. Édito de Milão (313): a liberdade de culto de Constantino e Licínio e o debate sobre o que o texto foi 313 (encontro de Constantino e Licínio perto de Milão; a tradução lida não traz o dia nem o mês da publicação; Wikidata não dá data a este item)
  102. Édito de Tessalónica (380) e as leis de 391–392 contra os sacrifícios e o acesso aos templos 27 de fevereiro de 380 (édito, "iii kal. mar."); 24 de fevereiro de 391, 16 de junho de 391 e 8 de novembro de 392 (leis seguintes), conforme as datas do Código Teodosiano; Wikidata P577 de Q1257878: 380-02-27
  103. Egéria e o relato da peregrinação ao Oriente c. 381–384 (viagem, segundo a descrição do Wikidata); vida sem datas
  104. Controvérsia do Altar da Vitória (384): o memorial de Símaco e a resposta de Ambrósio 384 (a data vem da ficha do site Fourth Century Christianity para o memorial e a Carta 18; os textos lidos não trazem o ano; o item do Wikidata não tem data)
  105. Alanos, vândalos e suevos na Hispânia (409): a passagem dos Pireneus e o reparto das províncias, segundo Orósio e Idácio 409 (Idácio: 28 de setembro ou 13 de outubro; a Crônica Gálica de 511 e Isidoro dão 408); reparto das províncias em 411
  106. Saque de Roma por Alarico (410): a cidade vista de fora por Orósio e Idácio e de dentro por Jerônimo e Pelágio 410 (o Wikidata dá 24 a 27 de agosto; as fontes lidas dão só o ano, e Orósio fala em três dias)
  107. Mausoléu de Gala Placídia em Ravena (c. 425–430): o oratório cruciforme e seus mosaicos c. 425–430 (Art and Architecture of the Middle Ages); o site da diocese de Ravena diz apenas "primeira metade do séc. V"
  108. Bagaudas na Tarraconense (441–454): o que Idácio registra e como Salviano de Marselha explica quem eram 441 a 443 (campanha de Asturio e Merobaudes), 449 (Basílio em Tarazona) e 454 (Frederico), segundo Sanz Huesma (2021) a partir de Idácio
  109. Cúpula de tubos de cerâmica do Batistério Neoniano de Ravena (c. 451–468) c. 451–468, o episcopado de Neone segundo o site da diocese de Ravena; o portal BeWeB dá c. 450–475
  110. Boécio (Boethius) c. 475–477 – 526? (Marenbon)
  111. Cassiodoro e o mosteiro de Vivarium c. 484–490 – depois de 577–584 (O'Donnell)
  112. Regra de São Bento (c. 530): a vida em comum, o trabalho manual e o noviciado como modelo de monaquismo no Ocidente c. 530 (datação da página do Fordham, que diz "composta na Itália por volta de 530, mas baseada em compilações anteriores"; Wikidata P571: séc. VI)
  113. Entrada dos lombardos na Itália (568 ou 569): a saída da Panônia, o Friuli e a lenda do convite de Narses 568 ou 569 (Paulo Diácono: saída da Panônia em abril de 568, depois da Páscoa; Secundo de Trento, via nota de Foulke: entrada em maio de 569)
  114. III Concílio de Toledo (589): a conversão do rei Recaredo e do povo godo ao catolicismo, os cânones sobre judeus, viúvas e idolatria 8 de maio de 589 ("die VIII Id. Maiar. era DCXXVII", 4º ano do rei Recaredo, segundo as atas; Wikidata P585: 589)
  115. Etimologias (Etymologiae) de Isidoro de Sevilha primeira metade do séc. VII (Ferri); datas exatas de início e fim da redação não constam na fonte lida
  116. IV Concílio de Toledo (633) e o cânon 57 sobre a conversão dos judeus na Hispânia visigoda 633 (Nemo-Pekelman; Wikidata: início em 5 dez. 633)
  117. Edito de Rotário (643), primeira lei lombarda escrita 22 nov. 643 (data do prólogo, segundo o Mapping Medieval Peasants)
  118. Batalha de Guadalete (711): a derrota do rei Rodrigo e o início da conquista omíada da Península Ibérica verão de 711 (o Wikidata dá 19 de julho; a edição de Ibn Abd al-Hakam lida traz, entre colchetes, 11 de julho)
  119. Covadonga (c. 718–722): a revolta de Pelayo contada pelas crônicas asturianas e a dúvida sobre o que de fato ocorreu c. 718 (Chalmeta e Sánchez Saus); o Wikidata dá 718 e 722
  120. Paulo Diácono (Paulus Diaconus), monge lombardo de Cividale e Montecassino, autor da Historia Langobardorum, c. 725–c. 799 nasceu em Cividale entre 720 e 730; morreu em 13 de abril ou 21 de julho de um dos últimos anos do séc. VIII (799 é data só convencional), segundo Capo (2014)
  121. Irene de Atenas, imperatriz bizantina que reinou em nome próprio e restabeleceu a veneração das imagens, c. 752–803 nasceu em Atenas por volta de 752; morreu na ilha de Lesbos em 803
  122. Comentário ao Apocalipse atribuído a Beato de Liébana, datado de 776, e seu primeiro mapa-múndi, hoje perdido datado de 776 (era hispânica 814) por datas contidas nos manuscritos, segundo García-Aráez Ferrer (2001-2002); outras duas versões do texto são posteriores
  123. Mesquita-Catedral de Córdova c. 786 (Wikidata); ampliações até o séc. X
  124. Ziryab chegada a Córdoba em 822 (nascido em Bagdá em 789, segundo as duas fontes lidas); a morte não consta nelas
  125. Califado de Córdoba (929): Abd al-Rahman III adota o título de príncipe dos crentes 929 (decisão tomada em 316 do calendário islâmico; a carta aos governadores traz a data de 2 de dhu'l-hijja de 316, que Fagnan converte em 16 de janeiro de 929)
  126. Obras hidráulicas e de pedra de Madinat al-Zahra (Córdoba, a partir de 936): aqueduto romano reaproveitado, esgoto e pedreiras locais Obras iniciadas em 936 ou 940, segundo as fontes escritas, e continuadas até o fim do reinado de al-Hakam II (976); o registro começa em 936. Ano astronômico igual ao ano comum
  127. Códice Albeldense ou Vigilano (976): primeiro registro datado das cifras indo-arábicas, de 1 a 9 e sem zero, num manuscrito latino 976, ano em que o códice Albeldense foi escrito, segundo a Enciclopèdia Catalana e as notas da Universidade de Córdoba; ano astronômico igual ao ano comum. O Wikidata dá c. 1000 (P571, precisão de século), valor que não foi usado
  128. Salomão ibn Gabirol (Avicebron), poeta e filósofo judeu de Málaga, autor da Fons Vitae e da Keter Malkhut, c. 1021–c. 1057 c. 1021 (a SEP: Málaga, 1021/2; Guttman daria 1026) a c. 1057 (a SEP: provavelmente em Valencia, 1057/8; Guttman daria 1050, Sirat 1054–8, José ibn Zaddik 1070)
  129. Al-Zarqali (Azarquiel), instrumentista e astrônomo de Córdoba e Toledo, das Tábuas de Toledo e da azafea, c. 1029–1100 c. 1029 (MacTutor: nascido em Córdoba em 1029, data "incerta"; Vernet, no DSB: primeiro quarto do séc. XI) a 15 out. 1100 (Córdoba, segundo MacTutor, BEA e DSB)
  130. Anselmo de Cantuária, monge de Bec e arcebispo, autor do Monologion e do Proslogion, 1033–1109 1033, perto de Aosta, a 21 abr. 1109 (SEP)
  131. Dictatus papae (1075): as 27 proposições sobre o poder do papa e a dúvida sobre quem as escreveu 1075, ano em que a lista foi incluída no registro do papa Gregório VII (segundo a nota do Fordham). Há quem a date depois de 1087.
  132. Penitência de Canossa (1076-1077): o rei Henrique IV, o papa Gregório VII e as duas versões do encontro dez. 1076 a jan. 1077 (Wikidata P580 e P582). A carta de Gregório VII sobre o episódio é datada de 28 jan. 1077 (Henderson) ou de c. 28 jan. 1077 (coletânea do Fordham).
  133. Ana Comnena 1 dez. 1083 (Encyclopædia Britannica 1911) – c. 1153 (Wikidata; a fonte lida não dá a morte)
  134. Ibn Rushd (Averróis) 1126 – 1198 (Ben Ahmed e Pasnau, SEP)
  135. Charta Rogeriana (Tabula Rogeriana) de al-Idrisi 1139 – 1154 (Campbell 2020, que cita a coleta de 15 anos da introdução; a obra recebe o título em jan. 1154 segundo Ducène)
  136. Cerco e tomada de Lisboa (1147), contados por um cruzado anglo-normando jun.–out. 1147 (Osbern: chegada diante de Lisboa em 30 jun.; decisão de entrar na cidade em 23 out.; Wikidata: 1 jul.–25 out.)
  137. Terceiro Concílio de Latrão (1179) 5 a 19 mar. 1179 (início em 5 de março segundo Guilherme de Tiro; sessão final em 19 de março, segundo a introdução de Tanner)
  138. Os muçulmanos da Sicília normanda vistos por Ibn Jubayr (1184–1185) dez. 1184 – mar. 1185 (inverno de 580 H na Sicília; partida em 26 mar. 1185, segundo Böhme)
  139. Liber abaci, de Leonardo de Pisa (Fibonacci): tratado de cálculo com os nove algarismos indianos (1202) 1202 (o prólogo traz "In Anno MCCII"; MacTutor: "publicado em 1202"). Há segunda edição de 1228 (MacTutor), e o prólogo lido, dirigido a Michael Scot, fala em correção do livro anterior, sem eu poder dizer a qual das duas edições a transcrição corresponde
  140. Batalha de Las Navas de Tolosa (16 de julho de 1212) 16 jul. 1212 (data dada por Jurado Gómez, 2012-2013)
  141. Tomás de Aquino, frade dominicano, mestre de teologia em Paris, c. 1225–1274 c. 1225 (nascimento, "around the year 1225" na SEP) a 7 de março de 1274 (morte na abadia de Fossanova). O Wikidata dá 25 de janeiro de 1225; a SEP só diz "por volta de 1225", e o registro segue a SEP
  142. Ramon Llull, leigo maiorquino, autor da Ars e de obras em catalão, árabe e latim, c. 1232–1316 c. 1232 (a SEP: nascido em Maiorca em 1232, "possivelmente 1233") a depois de março de 1316 (morreu aos 84 anos, em Maiorca, segundo a SEP). O Wikidata dá 1232 e 1316 sem dia
  143. Abraão Abulafia, cabalista de Saragoça, criador da "cabala profética", 1240–c. 1291 1240 (nascimento em Saragoça, segundo a Jewish Encyclopedia) a depois de 1291 (último escrito conhecido, "Imre Shefer"; "depois disso perde-se todo rastro"). O Wikidata dá a morte em 1292, sem fonte lida
  144. Disputa de Barcelona entre Nahmânides e Pablo Christiani (julho de 1263) 20 a 27 jul. 1263 (Wikidata P580 e P582; Tinson fala em quatro sessões, sem datas)
  145. Renascimento em Florença: mecenato dos Médici, cúpula de Brunelleschi e humanismo séc. XV–XVI (UNESCO)
  146. Partilha de africanos escravizados em Lagos (1444), descrita por Zurara 8 de agosto de 1444. O dia e o mês vêm de Zurara; o ano, da Encyclopaedia of Portuguese Expansion, que data nele a licença e a primeira grande captura. O texto de Zurara lido não traz o ano.
  147. Laura Cereta (Brescia, 1469–1499): humanista e autora de cartas latinas em defesa da educação das mulheres Nasceu em Brescia em 1469 e morreu na mesma cidade em 1499, segundo o Dizionario Biografico degli Italiani e o Italian Women Writers; nenhum dos dois textos lidos traz o dia. O registro começa no nascimento
  148. Edito de expulsão dos judeus de Castela e Aragão (Granada, 1492) Edito assinado em Granada em 31 de março de 1492; prazo de saída até o fim de julho do mesmo ano. O retorno de batizados foi autorizado em 10 de novembro de 1492, segundo Benito Ruano.
  149. Summa de arithmetica, de Luca Pacioli (Veneza, 1494): tratado de matemática com a primeira exposição impressa da partida dobrada 10 de novembro de 1494, data dada por Correia (2006) para a impressão em Veneza (formato dia/mês do texto; ano astronômico 1494). Di Teodoro (2014) diz apenas que Pacioli voltou a Veneza em 1494 para cuidar da edição; o registro começa nessa data
  150. Almanach Perpetuum, de Abraão Zacuto (Leiria, 1496): tábuas astronômicas impressas das posições do Sol, da Lua e dos planetas 1496, ano da edição impressa em Leiria, segundo Calvo (2004) e Ravenstein (1908). As tábuas são anteriores: Comes (2003) lembra que 1478 seria a data de composição do Almanach, ou pelo menos das tábuas. O registro começa na impressão
  151. Concílio de Trento 13 dez. 1545 a 21 fev. 1563 (Wikidata, calendário juliano)
  152. Batalha de Lepanto 7 out. 1571 (Wikidata, calendário juliano)
  153. Processo de Galileu Galilei 1613–1633 (condenação em 1633)
  154. Terremoto de Lisboa de 1755 1º nov. 1755, por volta de 9h40
  155. Guerra de independência da Grécia (Revolução Grega) 1821–1829
  156. Revolução dos Cravos 25 abr. 1974