Atlas da História

Fakhr al-Din al-Razi, nascido em Rayy em 1149, teólogo e filósofo, autor do Grande Comentário ao Alcorão e do primeiro comentário linha a linha a uma obra de Avicena

nasceu em 544 da hégira = 1149, em Rayy; morreu em 606 = 1210, em Herat, segundo Adamson e Benevich (SEP, 2023) · Irã e planalto iraniano

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Segundo Adamson e Benevich (Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2023), Fakhr al-Din al-Razi nasceu em Rayy em 1149, viajou pela Pérsia e pela Ásia Central em busca de estudo e de patronos (corte corasmiana e depois a dos gúridas) e morreu em Herat em 1210. Foi teólogo asharita e autor de uma obra enorme, entre elas o Grande Comentário ao Alcorão e as "sumas" filosóficas em que discute a obra de Avicena.

Rayy, Nishapur e as cortes

Segundo Adamson e Benevich, Razi nasceu em Rayy em 1149; o nome "al-Razi" vem dessa origem e o distingue de outros filósofos da cidade, como Abu Bakr al-Razi (m. 920). O pai, especialista em teologia e direito, era discípulo de segunda geração do asharita al-Juwayni. Razi estudou em Nishapur, onde leu pela primeira vez al-Farabi e Avicena, e em Maragha com Majd al-Din al-Jili, também mestre de Suhrawardi. Viajou depois em busca de formação, patronos e adversários à altura. (Adamson e Benevich 2023)

Corasmianos, gúridas e Herat

O verbete divide a carreira madura em três fases, ligadas a dois poderes rivais da Ásia Central. Por cerca de duas décadas Razi teve o apoio dos xás do Coresmo; em 1197, depois da derrota militar deles diante dos gúridas, passou à corte gúrida, onde foi companheiro e professor do sultão Ghiyath al-Din (m. 1203). Foi acusado de lealdade aos inimigos da corte e se envolveu na rivalidade entre asharitas e carramitas. Perto de 1186 registrou debates com juristas e teólogos nas "Munazarat". No fim da vida voltou ao patrocínio dos corasmianos, quando eles tomaram Herat, e morreu ali em 1210. (Adamson e Benevich 2023)

Uma obra imensa

Segundo o verbete, o Grande Comentário ao Alcorão (Mafatih al-ghayb, "As chaves do oculto") ocupa 32 volumes na edição moderna. Razi escreveu também sobre direito, teologia e "ciências ocultas", como magia e astrologia. A primeira suma, Mabahith al-mashriqiyya, tem mais de 1.200 páginas; a última, Matalib al-aliya, está impressa em nove livros. Entre elas fica o Mulakhkhas al-hikma, resumo de filosofia, e dois comentários às Ishārāt de Avicena: o extenso Sharh al-Isharat e a abreviação crítica Lubab al-Isharat, de 1201. Os autores veem no primeiro o que parece ser a primeira exegese linha a linha de uma obra filosófica árabe. (Adamson e Benevich 2023)

Definições, física e a reordenação das ciências

Os autores destacam a crítica de Razi às definições: ao dizer "animal racional", segundo ele, não aprendemos nada novo sobre os seres humanos, apenas explicitamos o que já queríamos dizer. Na lógica, ele distinguiu a necessidade em sentido alético e em sentido temporal, e tais distinções ficaram no debate lógico árabe posterior. Na física, parece defender o vazio, como Abu Bakr al-Razi e Abu l-Barakat, e, no fim da vida, trata o tempo como substância subsistente criada por Deus, e não como princípio eterno. No Mulakhkhas ele reorganiza o currículo das ciências: lógica, generalidades, filosofia natural e teologia filosófica. (Adamson e Benevich 2023)

Fontes

  1. Adamson, Peter; Benevich, Fedor (2023). "Fakhr al-Din al-Razi". Stanford Encyclopedia of Philosophy. Primeira publicação em 5 fev. 2023. https://plato.stanford.edu/entries/al-din-al-razi/ (baixado em 30/10/2026). Acessar
  2. Marcotte, Roxanne (2019). "Suhrawardi". Stanford Encyclopedia of Philosophy. Primeira publicação em 26 dez. 2007; revisão substantiva em 29 mar. 2019. https://plato.stanford.edu/entries/suhrawardi/ (baixado em 30/10/2026). Acessar

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