Atlas da História

Hasan-i Sabbah em Alamut (1090): a fundação do Estado nizari-ismaelita

4 de setembro de 1090 (6 de Rajab de 483), segundo Özaydın; o Estado durou até a tomada de Alamut pelos mongóis, em 1256 · Irã e planalto iraniano

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Em 4 de setembro de 1090, segundo o verbete de Abdülkerim Özaydın, Hasan-i Sabbah se instalou na fortaleza de Alamut, no vale do Rudbar, ao norte do Irã, e fundou ali o Estado nizari-ismaelita, ramo do ismailismo que rompeu com os fatímidas do Egito quando o imame Mustansir morreu, em 1094. Os seljúcidas responderam com cercos e com o reforço do islã sunita por meio das madraças Nizamiyya, e, segundo o verbete, fidaîs nizaris mataram o vizir Nizam al-Mulk. O texto principal lido é de um autor sunita e de tom hostil, e a voz do próprio Hasan chega só por citações.

De Rayy ao Cairo e de volta ao Irã

Segundo Özaydın, Hasan nasceu em Rayy ou em Qom, por volta de 1046-47 ou de 1053-54 (as tradições divergem), em família imamita. Aos 17 anos conheceu o dai fatímida Emire Zarrab e aderiu ao ismailismo; em 1072 o chefe dos dais do Iraque, Ibn Attash, o mandou ao califa Mustansir, no Egito. A versão ligada ao conflito de sucessão entre Nizar e Ahmad al-Musta'li diz que o vizir Badr al-Jamali o prendeu e expulsou; outra diz que fugiu de Alexandria e chegou a Isfahan em 10 de junho de 1081. O verbete lembra ainda a história, que Rashid al-Din aceita, de que Hasan, Nizam al-Mulk e Omar Khayyam teriam estudado juntos e feito um pacto, mas diz que isso é improvável, pois Nizam al-Mulk nasceu em 1017-18 e Hasan, em 1046 ou depois. Durante nove anos ele percorreu o Irã e voltou-se ao norte, onde trabalhou por três anos na região montanhosa de Daylam, Gilan e Mazandaran, entre guerreiros que, diz o verbete, os antigos soberanos do Irã nunca haviam submetido. (Özaydın)

A fortaleza e a fundação do Estado

Nizam al-Mulk mandou prender Hasan em Rayy, mas ele fugiu para Qazvin e por fim se instalou em Alamut, fortaleza do vale do Rudbar que chamou de "beldetü'l-ikbal" (cidade da boa fortuna). Segundo Özaydın, isso aconteceu em 6 de Rajab de 483, 4 de setembro de 1090, data que ele toma como a da fundação do Estado nizari-ismaelita. Hasan reforçou as muralhas e abriu depósitos de comida para aguentar cercos. O verbete não diz como a fortaleza passou às suas mãos. Em 1096 ou 1102, a tomada de Lamasar e depois a de Girdkuh, Shahdiz e Khalinjan ampliaram a posição nizari, enquanto os fidaîs, de acordo com ele, matavam cinco ou dez muçulmanos por dia, número sem fonte no verbete. (Özaydın)

Os seljúcidas e a resposta com madraças e armas

Özaydın diz que Malikshah fez da luta contra Hasan uma política de Estado: de um lado, fortaleceu o sunismo com as madraças Nizamiyya; de outro, mandou Yuruntash contra Alamut, que morreu durante o cerco em 1091. O vizir Nizam al-Mulk foi morto por um fidaî, Abu Tahir Arrani, e Malikshah morreu em 1092, aos 38 anos, em circunstâncias suspeitas. Depois, o sultão Berkyaruk mandou matar 300 pessoas em 1101, e o cerco de Alamut em 1117-1118 por Muhammad Tapar, que durou de julho a abril, deixou Hasan e os seus famintos até a notícia da morte do sultão. Segundo o verbete, Sanjar, intimidado por uma adaga cravada à cabeceira de sua cama por uma criada que Hasan teria convencido, deixou de combater os nizaris e lhes deu garantia de vida sob certas condições. Em 1256, Juvaini viu na biblioteca de Alamut vários decretos de Sanjar que convidavam à paz. (Özaydın; Özaydın)

Como a voz de Hasan chegou até nós

O verbete lista as obras atribuídas a Hasan: Sergüzeşt-i Seyyidinâ (a autobiografia), os Quatro Capítulos (al-Fusul al-arba'a), uma carta a Malikshah e uma oração. A autobiografia foi apreendida por Juvaini no dia em que Alamut caiu, em 1256, e parte dela entrou no Tarikh-i Jahangushay; Rashid al-Din também a consultou. Dos Quatro Capítulos sobrou um trecho, traduzido ao árabe por Shahrastani e ao inglês por Hodgson. Ou seja: o que se lê do pensamento de Hasan passa por autores de fora da comunidade nizari. Hasan morreu em Alamut em 23 de maio de 1124 (6 de Rabi' II de 518), segundo o verbete, depois de 35 anos na fortaleza. (Özaydın)

Fontes

  1. Özaydın, Abdülkerim. "Hasan Sabbâh". TDV İslâm Ansiklopedisi, republicado em KÜRE Ansiklopedi, 20/11/2024. https://kureansiklopedi.com/tr/detay/hasan-sabbah-2 (acesso em 30/10/2026). Acessar
  2. Özaydın, Abdülkerim. "Nizâmiye Medresesi". TDV İslâm Ansiklopedisi, republicado em KÜRE Ansiklopedi, 20/11/2024. https://kureansiklopedi.com/tr/detay/nizamiye-medresesi-2 (acesso em 30/10/2026). Acessar

Na mesma região