Atlas da História

Hospital (bimaristan) al-Adudi de Bagdá: aberto por ʿAḍud al-Dawla em 372 H (982), com 24 médicos de várias especialidades

aberto em safar de 372 H (c. ago. 982), segundo Isa (1981); 981 segundo Terzioğlu (TDV, 1992); em funcionamento até a tomada de Bagdá pelos mongóis em 1258 · Mesopotâmia e Levante

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Segundo Isa (1981), o hospital al-Adudi foi aberto em safar de 372 H (c. 982) por ʿAḍud al-Dawla, da dinastia buída, no lado oeste de Bagdá, com médicos, auxiliares e administradores nomeados e farta provisão de remédios; Terzioğlu (TDV, 1992) dá 981 para a construção. Reuniu 24 médicos, entre eles especialistas em olhos, cirurgia e ossos, e funcionou até a tomada de Bagdá pelos mongóis em 1258. Nenhum vestígio do prédio restou.

Abertura em safar de 372 H, segundo Isa

Isa (1981) escreve que, em safar de 372 H, foi aberto o hospital al-Adudi, que ʿAḍud al-Dawla ibn Buwayh construíra no lado oeste de Bagdá. Foram nomeados médicos, auxiliares, administradores (wukala) e tesoureiros, e levaram-se para lá remédios, xaropes e drogas em grande quantidade. O livro cita um relato de Ubaydallah ibn Jibril, cujo pai fora levado de Xiraz para a corte de ʿAḍud al-Dawla. Uma passagem seguinte, que vem depois de “disse Ibn Khallikan” e começa cortada na página, diz que a obra terminou em 368 H (978). A conversão de safar de 372 H em 982 é do atlas, por calendário tabular, e pode diferir por alguns dias da data original. (Isa 1981)

Vinte e quatro médicos e suas especialidades

Isa (1981) cita Ubaydallah ibn Jibril: o hospital novo, na ponta da ponte, no lado oeste de Bagdá, reuniu médicos de todos os lugares, e os que recebiam salário fixo eram 24 médicos, entre eles Abu al-Hasan Ali ibn Ibrahim ibn Baks, que dava aulas de medicina ali, e Abu Yaqub al-Ahwazi. Havia também oculistas, cirurgiões e um ortopedista (mujabbir) com fama. Terzioğlu (TDV) confirma o número de 24 e acrescenta que havia especialistas em medicina interna, olhos, cirurgia e ossos, e que um dos médicos, Jibrail ibn Ubaydallah ibn Bukhtishu, recebia 300 dirhams por mês para fazer plantões de duas noites e dois dias por semana. A grafia dos nomes vem do texto árabe e do turco e deve ser conferida. (Isa 1981; Terzioğlu 1992)

Água do Tigre e o hospital como clínica

Terzioğlu (TDV) descreve o hospital como uma clínica confortável, à margem do Tigre, que recebia a água do rio por um sistema especial. Diz também que alguns afirmam ter o prédio sido antes o palácio de Khuld, construído pelo califa al-Mansur. A obra de Isa (1981), nas páginas lidas, enumera estoques do hospital, com drogas e aromas como ruibarbo chinês, almíscar e âmbar, caixas de mortalhas, caldeirões grandes e pequenos, instrumentos e 24 leitos, e acrescenta que Ibn Sabi registrou coisas que nem as casas dos califas tinham. As páginas lidas não deixam claro a que momento a lista se refere. (Terzioğlu 1992; Isa 1981)

Depois do séc. X: ensino, declínio e o fim

Segundo Terzioğlu (TDV), o hospital foi reorganizado na época seljúcida, por ordem do sultão Tugrul Bey (1040–1063), e passou a ter 28 médicos e ensino intenso de medicina, tornando-se o maior centro médico do período; o verbete cita uma tese médica de 1178, escrita por um aluno do hospital sobre a higiene de Galeno, como a mais antiga conhecida. O viajante Ibn Jubayr o visitou em 1184 e escreveu que os médicos examinavam os pacientes às segundas e quintas-feiras. Isa (1981) cita al-Ayni para dizer que, em 449 H (1057), o hospital estava sem remédios, com doentes no chão. Terzioğlu conta que ele funcionou até a tomada de Bagdá pelos mongóis em 1258, depois da qual não ficou nenhum vestígio. (Terzioğlu 1992; Isa 1981)

Fontes

  1. Isa, Ahmad (1981). تاريخ البيمارستانات في الإسلام (Tarikh al-bimaristanat fi al-Islam). 2ª ed. Beirute: Dar al-Raid al-Arabi, p. 187-190. https://shamela.ws/book/36083/179 (baixado em 30/10/2026). Acessar
  2. Terzioğlu, Arslan (1992). “Bîmâristan”. TDV İslâm Ansiklopedisi, vol. 6, p. 163-178. İstanbul: TDV İslâm Araştırmaları Merkezi. https://islamansiklopedisi.org.tr/bimaristan (baixado em 30/10/2026). Acessar

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