Mesopotâmia e Levante: linha do tempo
105 registros do Atlas da História nesta região, do mais antigo ao mais recente.
- Caverna de Misliya: Homo sapiens fora da África pelo menos 177 mil anos atrás (idade mínima provável do fóssil)
- Bovinos de porte reduzido no alto Eufrates e no alto Tigre (oitavo milênio a.C.): o fenótipo doméstico e o manejo anterior Início a meados do oitavo milênio a.C. (PPNB Médio, 8000–7500 a.C. cal na tabela do artigo), em Mezraa-Teleilat; a data tradicional de c. 8500 a.C. (PPNB Antigo) para o gado doméstico no Eufrates é a que os autores contestam
- Basta (sul da Jordânia): megassítio do Neolítico Pré-Cerâmico B tardio (c. 7540–7040 a.C. cal.) e o sinal de casamento dentro do grupo c. 7540–7040 a.C. calibrados (seis amostras de radiocarbono, segundo Alt et al. 2013)
- Rebanhos de ovinos e caprinos em Abu Hureyra (fase 2B, c. 9300–8000 cal BP) e o indício das esférulas de esterco c. 9300–8000 cal BP (1950 − AP = c. 7350–6050 a.C.): fase Neolítica 2B de Abu Hureyra, segundo a cronologia do artigo de Smith e colegas (2022)
- Ba'ja (sul da Jordânia): o sepultamento C10:408, com maça quebrada e ornamentos importados, e o debate sobre liderança no PPNB tardio (c. 7071–6684 a.C. cal.) c. 7071–6684 a.C. cal. (95,4%) para o uso da área como local de sepultamento; o enterro C10:408, por carvão, 7071–6830 a.C. cal. (Benz et al. 2019)
- Cultura Halaf (c. 6100–5300 a.C.): aldeias do norte da Mesopotâmia e suas cenas figuradas c. 6100 a 5300/5100 a.C., segundo İpek, Şan e Eksik (2024) citando Akkermans e Schwartz (2003); o artigo não diz se as datas são calibradas
- Edifício queimado V6 de Tell Sabi Abyad (c. 6050 a.C.): um incêndio proposital e o sepultamento de uma jovem c. 6050–6020 a.C. calibrados (melhor data, segundo Akkermans e outros 2012); as datas de radiocarbono do edifício vão de c. 6230 a 5880 a.C. a 2 sigma
- Fibras de algodão e fibras vegetais tingidas em Tel Tsaf (vale do Jordão), c. 5200–4700 a.C. cal. c. 5200–4700 a.C. cal. (o artigo diz "ca. 5,200–4,700 cal BC"; "7.200 anos atrás" no resumo); ano astronômico −5199 para o início
- Furador de cobre de Tel Tsaf (vale do Jordão): o mais antigo objeto de metal do Levante meridional (c. 5100–4600 a.C. cal.) c. 5100–4600 a.C. cal. (datação radiométrica dos níveis do Calcolítico Médio de Tel Tsaf, segundo Garfinkel et al. 2014); o título do artigo diz "final do sexto milênio cal. a.C."
- Tigelas de borda chanfrada do período Uruk: produção em série em molde portátil (c. 3600–3000 a.C.) c. 3600–3000 a.C. (Uruk Médio e Recente, segundo Montero Fenollós e Sanjurjo Sánchez 2021); datas de carvão de Tell Humeida, calibradas pelos autores: 3780–3640 e 3660–3520 a.C. cal.
- Expansão de Uruk (segunda metade do IV milênio a.C.): colônias, rede de trocas ou emulação local segunda metade do IV milênio a.C., c. 3500-3000 a.C. (formulação de Frangipane; as fases Uruk Médio e Tardo e as datas absolutas variam entre autores e não foram lidas em tabela)
- Tesouro de Nahal Mishmar: metalurgia de cera perdida e ligas complexas no Levante (c. 3500 a.C.) c. 3500 a.C. (final do Calcolítico), segundo a página da BAS e a ficha da Universidade de Michigan; datação não declarada como calibrada
- Eanna de Uruk e a "economia sagrada" de Inana: religião, trabalho e poder num só sistema, segundo Potts c. 3400 a.C. (segundo Potts 2021, para os textos arcaicos de Eanna; data não identificada como calibrada)
- Contabilidade em argila: das fichas e bulas às tabuletas numéricas (c. 3400–3200 a.C., Uruk e Susa) c. 3400–3200 a.C., segundo a sequência que Englund (2001) adota de Schmandt-Besserat; datas convencionais, que o texto não declara calibradas
- Kushim nome lido em tabuleta de Uruk III, c. 3200–3000 a.C. (datação do CDLI); nascimento e morte desconhecidos
- Código de Hamurabi reinado de Hamurabi, 1792–1750 a.C. (Museu do Louvre, ficha Sb 8)
- Tiglat-Pileser I (c. 1100 a.C.): a perseguição aos arameus Ahlamu pelo Eufrates, a viagem ao Líbano e os incêndios nos palácios da Babilônia, nas inscrições reais assírias Primeiros cinco anos de reinado de Tiglat-Pileser I, 'ca. 1100 a.C.' (Luckenbill, § 267); ano 4 contra os arameus e o Líbano em data não dada
- Ahiram, rei de Biblos c. 1000 a.C. (Albright e Moscati; DEAPS: de 1000 a 975 a.C. pela paleografia da inscrição); nascimento e morte não constam nas fontes lidas
- Cobre do Wadi Arabah (Faynan e Timna): produção industrial e o salto técnico do fim do séc. X a.C. séc. X a.C., dentro de uma produção contínua de c. 1300 a c. 800 a.C.; salto técnico na segunda metade do séc. X, com a fase pós-salto em c. 925-830 a.C., segundo Ben-Yosef et al. 2019
- Debate sobre a cronologia do Ferro I-IIA no Levante: monarquia unida de Davi e Salomão, cronologia alta e baixa c. 1000-930 a.C. (intervalo em disputa; Gil Orduña 2024 situa a passagem do Ferro I para o Ferro II entre c. 1050 e 930 a.C., conforme o sítio)
- Apiário de Tel Rehov: as colmeias de barro mais antigas achadas no lugar, no vale do Jordão (séc. X a início do IX a.C.) séc. X a início do séc. IX a.C.; destruição do conjunto datada por radiocarbono em 970-840 a.C. (2σ, calibrada), segundo Bloch et al. 2010
- A visita da rainha de Sabá a Salomão: 1 Reis 10, Alcorão 27 e o que se sabe da Saba arábica séc. X a.C. como tempo narrado (reinado de Salomão), sem datação independente; a data de composição de 1 Reis e do Alcorão não foi lida
- Calendário de Gezer: o ano agrícola de doze meses numa tabuleta de calcário (séc. X a.C.) séc. X a.C. (escrita provavelmente entre a reconstrução de Gezer por Salomão e a destruição por Shishak, c. 925 a.C., segundo a página BiblicalHebrew.com, que cita Aḥituv 2008; achada em 1908 numa escavação antiga cujos métodos, segundo o COJS, limitam a reinterpretação)
- Cobre do Arabá (Faynan e Timna): o debate sobre a organização política do deserto no Ferro I-IIA e a origem de Edom c. 950-850 a.C. (Ferro IIA, 'atividade plena', da segunda metade do séc. X até o fim do séc. IX a.C., segundo Finkelstein 2020; a produção começou antes, no Ferro I)
- Tiro sob Hiram I: aterros, templos e relações com Salomão, segundo os anais de Tiro citados por Josefo e segundo 1 Reis séc. X a.C. (sem data absoluta nas fontes lidas: Josefo/Menandro dão ao rei 34 anos de reinado e põem o Templo de Jerusalém no 12º ano dele)
- Yehimilk, rei de Biblos c. 950-920 a.C. (DEAPS, paleografia da inscrição; Albright dá c. 950 e Moscati c. 920); nascimento e morte não constam nas fontes lidas
- Camelo doméstico como animal de carga no Arabah: os primeiros registros no sul do Levante (último terço do séc. X a.C.) não antes do último terço do séc. X a.C. (c. 933 a.C. em diante, calculado pelo atlas), segundo a equipe do Projeto do Vale Central de Timna
- Recuperação assíria nas inscrições de Aššur-dān II (934-912 a.C.): campanhas contra arameus, retorno dos desalojados e arados 934-912 a.C. (reinado de Aššur-dān II, segundo a lista do RIAo, edição digital de RIMA 2)
- Campanha do faraó Shoshenq I ao Levante (c. 926 a.C.) e as leituras da lista de Karnak c. 926 a.C. (5º ano de Roboão, segundo 1 Reis 14:25; c. 926 segundo Wilson 2004; c. 930 segundo Gil Orduña 2024, que descreve essa data como a da baixa cronologia)
- Estela do Banquete de Assurnasirpal II: a refundação de Kalhu e o banquete de dez dias reinado de Assurnasirpal II, 883–859 a.C. (RIAo e Lendering); o texto lido não data a consagração do palácio
- Marfins de Nimrud: móveis e placas entalhados por oficinas do Mediterrâneo e da Síria chegada a Kalhu de Assurnasirpal II (883 a.C.) a Sargão II (705 a.C.), segundo Herrmann; a data de fabricação de cada peça não se deduz do local do achado
- Mullissu-mukannišat-Ninua, rainha de Assurnasirpal II (Túmulo III de Nimrud) rainha no reinado de Assurnasirpal II (883-859 a.C., segundo Hussein); nascimento e morte não constam nas fontes lidas; túmulo achado em julho de 1989
- Conquista de Bīt-Adini e de Tīl-Barsip por Salmanasar III, segundo as inscrições assírias (c. 858–856 a.C.) c. 858–856 a.C. (1º ao 3º ano de reinado de Salmanasar III, com reinado iniciado em 858 a.C. segundo a RIAo; Kurkh e o obelisco divergem na ordem dos anos)
- Marcas alfabéticas de montagem em Kalhu: os exemplos mais antigos de escrita alfabética na Assíria (reinado de Salmanasar III) reinado de Salmanasar III (858-824 a.C., segundo Herrmann e Hussein); a fonte lida não data cada marca
- Obelisco Negro de Salmanasar III e o pagamento de Jeú, "filho de Omri" c. 858–824 a.C. (período de composição, segundo a RIAo; a legenda de Jeú não traz ano no trecho lido)
- Batalha de Qarqar (853 a.C.), segundo o Monólito de Kurkh e o Obelisco Negro 853 a.C. (6º ano de reinado de Salmanasar III, segundo o Obelisco Negro; reinado iniciado em 858 a.C. segundo a RIAo; Wikidata: 853 a.C.)
- Estela de Mesha (Pedra Moabita): o rei de Moab conta a retomada de terras de Israel c. 840 a.C. (Wikidata); a Universidade Yarmouk a data de meados do séc. IX a.C. e Brown (2019) do fim do séc. IX a.C.
- Sammu-ramat, rainha da Assíria c. 811 a.C. (morte do marido, Shamshi-Adad V, e subida do filho ao trono, segundo a National Geographic); nascimento e morte não constam nas fontes lidas
- Hadad-yith'i (Hadad-yis'i), governante de Guzan fim do séc. IX a.C. (segundo o Museu Nacional de Damasco); nascimento e morte não constam na fonte lida
- Eclipse solar de 15 de junho de 763 a.C. na lista de epônimos (limmu) assíria, no ano de Bur-Saggile, governador de Guzana: a anotação que ancora a cronologia assíria 15 de junho de 763 a.C. (mês Simanu do ano de epônimo 763/762), data juliana dada entre colchetes por Livius.org; ano astronômico −762
- Cerco de Laquis e campanha de Senaqueribe contra Judá (701 a.C.): o Prisma assírio, a legenda do relevo de Nínive, 2 Reis 18–19 e Miqueias 701 a.C. (Livius, artigo sobre Nínive: o relevo mostra a captura de Laquis 'em 701'; Luckenbill: o Cilindro Rassam, que já traz a 3ª campanha, é datado em 700)
- Diários Astronômicos da Babilônia: observações do céu, preços e acontecimentos, de 652 a 61 a.C. 652/651 a.C. (tabuleta mais antiga) a 61/60 a.C. (a mais recente), segundo Livius; a prática de observar o céu é provavelmente anterior. O recorte do séc. III a.C. é só um trecho da série
- O dilúvio na Epopeia de Gilgamesh cópias do séc. VII a.C. na biblioteca de Assurbanípal, em Nínive (Jastrow 1898); composição anterior, a confirmar
- Cerco e queda de Jerusalém diante de Nabucodonosor II (598–587 a.C.): a Crônica Babilônica, Reis, Jeremias e Lamentações 598/597 a.C. (Kislimu do 7º ano de Nabucodonosor II, quando o exército parte) a c. 587 a.C. (queda e incêndio da cidade): conversão de ano de Livius sobre a Crônica ABC 5
- Ciro toma a Babilônia (539 a.C.): Opis, Sipar e a entrada sem batalha segundo a Crônica de Nabonido e o Cilindro de Ciro, e as leituras judaica e grega outubro de 539 a.C. (batalha de Opis, tomada de Sipar e entrada na Babilônia, 16º dia e, para Ciro, 3º de Arahsamna) a fevereiro/março de 538 a.C. (retorno dos deuses a seus santuários até Addaru): ano 17 de Nabonido, conversão de Livius
- Beroso: sacerdote do Esagila, de Babilônia, que escreveu em grego a história de sua terra nascido no reinado de Alexandre Magno (segundo Tatiano, citado por Livius); šatammu do Esagila entre 258 e 253 a.C.; morte sem data nos textos lidos. O fim do registro é o último ano documentado, não a morte
- Estratonice: filha de Demétrio, rainha de Seleuco I e depois de Antíoco I c. 318 – c. 268 a.C. (Wikidata); Plutarco e Apiano não dão datas de nascimento, de casamento ou de morte
- Erasístrato: o médico da corte de Seleuco I que leu o amor de Antíoco no corpo do rapaz c. 305 – c. 250 a.C. (Wikidata, que dá dois valores para cada data); uma nota de Bostock e Riley a Plínio diz que ele floresceu por volta do ano 450 de Roma (c. 304 a.C.)
- Selêucia do Tigre (c. 300 a.C.): a fundação e a transferência dos macedônios de Babilônia, segundo a crônica BCHP 5 Fundação c. 305–300 a.C. (o Wikidata dá as duas datas); a transferência dos macedônios, em ano perdido na tábua, é anterior a 281 a.C., porque a crônica fala de Antíoco como príncipe herdeiro
- Cilindro de Antíoco I de Borsipa (268 a.C.): um rei macedônio fala em acadiano como rei da Babilônia 20 de adaru do ano 43 da Era Selêucida = 27 de março de 268 a.C., data da pedra fundamental de Ezida, segundo a nota de Van der Spek ao texto
- Invasão de Ptolomeu III na Babilônia (246–245 a.C.): o que conta a crônica babilônica BCHP 11 Do fim de 246 a.C. (mês IX do ano 66 da Era Selêucida) a pelo menos o início de 245 a.C. (meses X e XI), segundo Van der Spek; o número do ano se perdeu na tábua e é inferência dele
- Cerco de Jerusalém por Pompeu (63 a.C.): os irmãos Hircano e Aristóbulo, o Templo e a Judeia sob Roma, segundo Josefo e Dião Cássio 63 a.C.: Josefo põe a tomada da cidade na 179ª olimpíada, no consulado de Caio Antônio e Marco Túlio Cícero; a margem da edição Loeb de Dião (Cary) marca B.C. 63 no ano de Cícero e Antônio
- Batalha de Carras (53 a.C.): a derrota de Crasso diante dos partas na Mesopotâmia, segundo Plutarco e Dião Cássio 53 a.C.: a margem da edição Loeb de Dião Cássio (Cary) marca B.C. 53 nas páginas da batalha e B.C. 54 na da invasão da Mesopotâmia; Dião põe o inverno anterior no ano dos cônsules Domício Calvino e Valério Messala
- Concreto hidráulico do porto de Sebastos, em Cesareia Marítima (c. 23–10 a.C.): pozolana do golfo de Nápoles lançada no mar em fôrmas de madeira cerca de 23 a 10/9 a.C. segundo a página da equipe ROMACONS; o rascunho do artigo da mesma equipe fala em c. 23–15 a.C.; Josefo diz que a cidade ficou pronta em doze anos
- Primeira Guerra Judaico-Romana (66–70): a revolta, a queda de Jerusalém e Massada, segundo Josefo 66 a 70: Josefo põe o início no 12º ano de Nero e a tomada de Jerusalém no 2º ano de Vespasiano; Massada vem depois, sem ano na tradução lida
- Via Nova Traiana (c. 106–114): a estrada militar de Bostra ao mar Vermelho e seus marcos miliários c. 106–114 d.C. Segundo o Karak Resources Project, a obra começou logo após a anexação do reino nabateu em 106, os marcos mais antigos identificados são de 111–114 e a via ficou pronta por volta de 114; o marco de Khirbet al-Kithara é de 112
- Campanha de Trajano contra os partas: a Armênia, a Mesopotâmia e Ctesifonte (114–117) primavera de 114 (ofensiva na Armênia) a 117; Ctesifonte tomada em 116 (maio–junho, segundo Kalaycı). O Wikidata dá 115–117 e o rótulo em português diz 113–117
- Revolta de Bar Kokhba na Judeia: as cartas do deserto, o cerco de Bethar e a fundação de Aelia (132–136) 132 a c. 136 (Wikidata: 132–136; Eusebio diz que a guerra foi mais feroz no 18º ano de Adriano, em Bethar)
- Guerra romano-parta de Lúcio Vero: Avídio Cássio em Selêucia e Ctesifonte e a origem da peste antonina (161–166) 161 a 166 (Wikidata); Selêucia tomada no fim de 165, segundo Kalaycı
- Mitreu de Dura-Europos (c. 168): santuário de Mitra construído acima do solo por arqueiros palmirenos c. 168–169 d.C. A inscrição de dedicação do santuário é de cerca de 168–169, segundo o Yale; o relevo de culto traz o mês de Adar do ano 480, convertido pelo museu em 168
- Diatessarão de Taciano (c. 172): a harmonia dos quatro evangelhos que se tornou o evangelho da Igreja siríaca c. 172 d.C. (pouco depois de 172, segundo Petersen, a partir da data que Eusébio dá para a expulsão de Taciano da comunidade de Roma)
- Zenóbia de Palmira século III – depois de 274 (Breytenbach 2012; Andrade 2018)
- Império de Palmira (Zenóbia) 270–273 (Wikidata); governo de Zenóbia 268–272 (Andrade 2018)
- Inscrições georgianas do mosteiro de São Teodoro em Bir el-Qutt, perto de Jerusalém: datação em debate entre os séculos IV e VI c. 388–392 para a inscrição mais antiga, a nº 3, segundo Khurtsilava (2017); ele data a nº 2 do fim dos anos 430 (c. 437–444) e as nº 1 e 4 da primeira metade do século VI. Estudos anteriores citados por ele punham o conjunto entre os séculos V e VI
- Jacó de Serugh (c. 451–521): poeta e bispo siríaco de Batnan, autor de homilias em verso Nasceu c. 451 em Kurtam, às margens do Eufrates (Brock, no dicionário GEDSH; Hyvernat dá 451). Morreu em 29 de novembro de 521, segundo a notícia publicada na Bibliotheca Orientalis, que Brock cita, embora outras fontes deem 520. O registro começa no nascimento
- Tomada de Jerusalém pelos sassânidas (614): Antíoco Estratego, Sebeos e os sepultamentos coletivos de Mamilla 614 (ano do tratado de Antíoco Estratego e de Avni); Sebeos, na tradução de Bedrosian, dá junho do 25º ano de Cosroes II, que o tradutor anota como 615
- Batalha de Qādisiyya (636): o exército sassânida diante dos árabes e o fim lento do Império Persa 636 (Rezakhani e Wikidata, que dá 16 a 19 de novembro); Balādhurī a situa no fim do ano 16 da Hégira, que começa em 637
- Cúpula da Rocha, em Jerusalém: o edifício de ʿAbd al-Malik e a inscrição de 72 H que al-Maʾmūn alterou Obras iniciadas em 65 H (684/5) segundo Eutíquio e outros autores citados por Creswell (66 ou 69 H para outros); concluídas em 72 H (691/2), data da inscrição em mosaico
- Apocalipse de Pseudo-Metódio (c. 692): a conquista árabe lida como profecia em siríaco c. 692, no reinado de ʿAbd al-Malik (685-705), segundo o verbete de Brock; antes se datava mais cedo no século VII
- Rabia de Basra: escravizada na juventude segundo a tradição, mestra sufi do amor desinteressado c. 717 – 801 (Smith 1928: nascida provavelmente por volta de 717; morta em 185 da Hégira = 801); o Wikidata dá o nascimento na década de 710
- Jabir ibn Hayyan e o corpus de alquimia a ele atribuído: o que o Fihrist e Berthelot permitem dizer séc. VIII ou IX; o Wikidata dá c. 721 – c. 815 e a Britannica de 1911 diz apenas "século VIII ou IX"
- Ibn al-Muqaffa': o secretário persa que verteu o Kalila wa Dimna do pálavi para o árabe c. 725 – c. 760 (Keith-Falconer 1885); o Wikidata dá nascimento em 721 ou 724 e morte em 840
- Mutazilismo: a origem da teologia racional em Basra primeira metade do séc. II da hégira / séc. VIII d.C. (Ayub 2021); sem ano preciso
- Mshatta (Jordânia): palácio omíada de 743–744 ou obra abássida? A datação em debate segundo Grabar c. 743–744 (datação tradicional, califa al-Walid ibn Yazid) ou depois de 750, até o fim do séc. VIII (hipótese abássida de Grabar, 1987)
- Cidade Redonda de Bagdá (Madinat al-Salam), construída entre 762 e 766 762 a 766 (obras de al-Mansur, segundo Oleschuk; Wikidata: 762)
- Debate do patriarca Timóteo I com o califa al-Mahdi (781) 781 (dois dias de audiência, segundo Rendel Harris; o texto foi escrito depois, em data desconhecida)
- Execução de al-Hallaj em Bagdá (922): o processo do místico acusado de reivindicar a divindade, segundo Miskawayh terça-feira, 6 de Dhu al-Qa'da de 309 H. (26 de março de 922, na conversão de Margoliouth)
- Al-Muqaddasi (Muhammad ibn Ahmad al-Maqdisi): geógrafo nascido em Jerusalém, autor de Aḥsan al-taqāsīm fī maʿrifat al-aqālīm (985, revisto em 997) nascido c. 335 H (946–47), em Jerusalém (Tolmacheva, TDV, 2003; conversão H–gregoriano dada pela própria fonte); morto c. 390 H (c. 1000)
- Entrada dos buídas em Bagdá e deposição do califa al-Mustakfi (janeiro de 946): Ahmad ibn Buwayh vira Mu'izz al-dawla Jumada II de 334 H.: chegada e juramentos no sábado, dia 11 (17 de janeiro de 946), e deposição na quinta-feira, dia 8 (29 de janeiro de 946), segundo Margoliouth; os dois dias do mês não são compatíveis entre si
- Tomada bizantina de Antioquia (28 de outubro de 969): o fim do domínio muçulmano na cidade e o tributo imposto a Alepo, segundo Yahya de Antioquia quinta-feira, 13 de Dhu al-Hijja de 358 H. (28 de outubro de 969, na conversão dos editores); o Wikidata dá a ofensiva de novembro de 968 até 28 de outubro de 969
- Hospital (bimaristan) al-Adudi de Bagdá: aberto por ʿAḍud al-Dawla em 372 H (982), com 24 médicos de várias especialidades aberto em safar de 372 H (c. ago. 982), segundo Isa (1981); 981 segundo Terzioğlu (TDV, 1992); em funcionamento até a tomada de Bagdá pelos mongóis em 1258
- Observatório de Bagdá do emir buída Sharaf al-Dawla (inaugurado em junho de 988): al-Kuhi, as observações dos sete planetas e o documento assinado por dez estudiosos inaugurado em jun. 988 (MacTutor); observações atestadas no fim de safar de 378 H = jun. 988 (Bozhüyük, TDV); atividade encerrada em 989, com a morte de Sharaf al-Dawla
- Al-Khatib al-Baghdadi, hafiz de hadith e historiador nascido em 1002, autor do Tarikh Baghdad, biografias de 7.831 pessoas ligadas a Bagdá 23 de jumada II de 392 da hégira = 9 de maio de 1002 (nascimento) a 7 de zilhija de 463 = 5 de setembro de 1071 (morte em Bagdá), segundo Kandemir (TDV, 1997)
- Nizamiyya de Bagdá (1065-1067): a madraça de Nizam al-Mulk como projeto político e doutrinário obra iniciada em Dhu l-Hijja de 457 (novembro de 1065) e aberta em 10 de Dhu l-Qa'da de 459 (22 de setembro de 1067), segundo Özaydın
- Ibn al-Qalanisi, cronista e funcionário de Damasco nascido entre 1073 e 1082, autor da crônica de Damasco que cobre o tempo dos primeiros Estados cruzados nascimento estimado entre 1073 e 1082 em Damasco; morte em 17 de rabi I de 555 da hégira = 27 de março de 1160, segundo Özaydın (TDV, 2000)
- Cerco e tomada de Jerusalém (1099): a Primeira Cruzada e a memória do massacre 7 de junho a 15 de julho de 1099 (Wikidata); a cidade caiu na sexta-feira, 15 de julho, segundo os latinos e Ibn al-Athir (22 de Sha'ban de 492); a nota do tradutor de Ibn al-Qalanisi converte a mesma data para 14 de julho
- Nur al-Din Mahmud Zengi, emir de Alepo e de Damasco, nascido em Alepo em 1118, que reuniu a Síria e o Egito sob o califa abássida e fundou madrasas e hospitais 17 de chawwal de 511 da hégira = 11 de fevereiro de 1118 (nascimento, em Alepo) a 11 de chawwal de 569 = 15 de maio de 1174 (morte, em Damasco), segundo Kök (TDV, 2007)
- Saladino (Salah al-Din Yusuf ibn Ayyub), nascido em Tikrit em 1138, vizir do Egito, fundador do sultanato aiúbida e de uma rede de madrasas e hospitais nasceu em 532 da hégira = 1138, em Tikrit; morreu em 27 de safar de 589 = 4 de março de 1193, em Damasco, segundo Şeşen (TDV, 2009)
- Bimaristan de Nur al-Din em Damasco: o hospital de planta com quatro iwans, fundado em 1154 e modelo de outros hospitais da região 549 da hégira = 1154, segundo a inscrição em mármore do iwan leste, citada por Beksaç (TDV, 2007)
- Terremoto de Hama e do norte da Síria (1157) 12 de agosto de 1157 (4 de rajab de 552 da Hégira), segundo Sbeinati e colegas; Ibn al-Athir fala apenas em rajab, o mês entre 9 de agosto e 7 de setembro, e a série de abalos se estendeu de 1156 a 1159
- Terremoto da Síria de 1170 29 de junho de 1170 (12 de chawwal de 565 da Hégira), segundo Ibn al-Athir citado por Sbeinati e colegas; um catálogo moderno dá 30 de junho
- Batalha de Hattin (1187): o exército do reino de Jerusalém cercado nos Cornos de Hattin 3 a 4 de julho de 1187 (calendário juliano; o Wikidata dá de 3 a 4 de julho, a Carta a Archumbald põe o primeiro combate na sexta, 3 de julho, e Dajani-Shakeel data a batalha decisiva no sábado, 24 Rabi' II de 583 = 4 de julho)
- Cerco e rendição de Jerusalém a Saladino (setembro-outubro de 1187): o resgate por pessoa e os relatos muçulmano e latino 20 de setembro a 2 de outubro de 1187 (calendário juliano; o Wikidata dá 20 de setembro a 2 de outubro; segundo Dajani-Shakeel, a rendição foi na sexta-feira, 27 Rajab de 583 = 2 de outubro, e a Crônica latina lida a põe em 3 de outubro)
- Massacre dos prisioneiros muçulmanos de Acre (1191) terça-feira, 27 de rajab de 587 (20 de agosto de 1191, data convertida por colchete do editor da tradução do Itinerarium e conferida por cálculo próprio com o dia da semana de Baha al-Din)
- Cerco de Bagdá 29 jan. a 10 fev. 1258 (calendário juliano)
- Invasão de Timur à Síria mameluca e cerco e saque de Damasco (1400-1401) Do fim de 1400 a março-abril de 1401 (803 da hégira). Wikidata P580/P582 dá o cerco de Damasco de dez. 1400 a mar. 1401; segundo Jackson, o sultão Faraj recuou ao Egito em jumada I de 803 (jan. 1401) e Timur se retirou para além do Eufrates em sha'ban de 803 (mar.-abr. 1401). A carta de vitória de Timur sobre a Síria, de 27 out. 1400, só vai até a queda de Alepo.
- Batalha de Marj Dabiq 24 ago. 1516 (Wikidata)
- Retomada otomana de Bagdá (1638) e Tratado de Zuhab (Kasr-ı Şirin, 1639) 24 de dezembro de 1638 (rendição de Bagdá) a 17 de maio de 1639 (assinatura em Zuhab); ratificação otomana no fim de 1639
- Muhammad Amin al-Muhibbi (1651–1699): erudito, poeta e biógrafo de Damasco, autor de Khulasat al-athar nasceu em Damasco em 1061 da Hégira (1651) e morreu em 18 jumada I de 1111 (11 nov. 1699), segundo Durmuş (TDV)
- Peste persa ou de Abu Chafchir (1772–1773) 1772–1773 (anos dados por Karami e pelo Wikidata; meses não conferidos)
- Butrus al-Bustani 1819 – 1 mai. 1883 (Ergin, TDV İslâm Ansiklopedisi)
- Hormuzd Rassam c. 1826 – 16 set. 1910 (Grutz 2018; Linda Hall Library)
- Acordo Sykes-Picot 16 maio 1916 (Wikidata)
- Nakba 1948
- OPEP: fundação em Bagdá 14 set. 1960 (Wikidata; Wälde 2010)