Tomada bizantina de Antioquia (28 de outubro de 969): o fim do domínio muçulmano na cidade e o tributo imposto a Alepo, segundo Yahya de Antioquia
quinta-feira, 13 de Dhu al-Hijja de 358 H. (28 de outubro de 969, na conversão dos editores); o Wikidata dá a ofensiva de novembro de 968 até 28 de outubro de 969 · Mesopotâmia e Levante, Anatólia e Cáucaso
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Segundo Yahya de Antioquia, historiador cristão de língua árabe do século XI, o estratopedarca Pedro e Miguel Bourtzes tomaram Antioquia em 13 de Dhu al-Hijja de 358 H. (28 de outubro de 969) quando soldados subiram a uma muralha deixada sem guarda, num momento em que a cidade vivia sob bando armado. Os muçulmanos incendiaram parte da cidade e abriram a porta do mar para fugir; os bizantinos prenderam os que ficaram e deixaram em paz os cristãos. Depois, o estratopedarca sitiou Alepo e impôs, em 359 H. (dezembro de 969 a janeiro de 970), um armistício perpétuo com tributo anual de Alepo e Homs ao imperador.
Antioquia nas mãos de bandos e a escalada da muralha
Pela narração de Yahya na tradução francesa, antes da queda um homem chamado az-Zughayli, que chegara a Antioquia com uma pequena tropa para fazer incursões nas fronteiras gregas, matou um curdo que governava Antioquia e tomou a cidade. Pedro, o estratopedarca, chegou com um grande exército e acampou perto da cidade; Miguel Bourtzes, que estava em Baghras, juntou-se a ele. Segundo o cronista, Antioquia estava enfraquecida pelas incursões vizinhas e os moradores negligenciaram a guarda; sem homens suficientes para a muralha da montanha, ela ficou vazia. Os gregos subiram por lá: entre os primeiros estavam Miguel Bourtzes, Isaac, filho de Bahram, e um servo de Bourtzes. (Yahya ibn Sa'id al-Antaki (Yahya de Antioquia) e texto árabe e tradução francesa de I. Kratchkovsky e A. Vasiliev 1924)
A cidade tomada e o destino do assassino do patriarca
A cidade foi ocupada na quinta-feira de 13 de Dhu al-Hijja de 358 H. (28 de outubro de 969, pelos editores). Os muçulmanos atearam fogo a uma parte da cidade para barrar o caminho entre eles e os gregos, abriram a porta do mar e muitos habitantes saíram; os gregos prenderam quem acharam, soltaram os cristãos e os deixaram em paz. Ibn Maniq fugiu e foi capturado por bandos sírios; depois de alguns dias preso foi levado à ponte da porta do mar, onde jogaram o corpo do patriarca Cristóvão, e mandado cortar a golpes de espada. Segundo o texto, outros que haviam participado do assassinato do patriarca foram presos em Tarso e, depois da chegada de Bourtzes, um deles foi amarrado a uma pedra e lançado ao rio. (Yahya ibn Sa'id al-Antaki (Yahya de Antioquia) e texto árabe e tradução francesa de I. Kratchkovsky e A. Vasiliev 1924)
O cerco de Alepo e o tributo
Ao saber da queda, Abu'l-Ma'ali deixou Alepo para se fixar em Homs. O estratopedarca marchou para Alepo, cujos habitantes se refugiaram na cidadela, e a sitiou por vinte e sete dias. Depois de muita correspondência chegou-se a um armistício perpétuo, em Safar de 359 H. (de 14 de dezembro de 969 a 11 de janeiro de 970, pelos editores): Alepo, Homs e toda a sua província pagariam todos os anos ao imperador três quintais de ouro pelo direito sobre a terra e sete pelo imposto fundiário, e um dinar por homem adulto, exceto os inválidos. O imperador teria em Alepo um homem de confiança para cobrar o dízimo das mercadorias vindas das terras gregas e enviá-lo ao imperador. Foi escrita uma carta e os alepinos deram garantias de que o dinheiro seria enviado. (Yahya ibn Sa'id al-Antaki (Yahya de Antioquia) e texto árabe e tradução francesa de I. Kratchkovsky e A. Vasiliev 1924)
Alepo em dezembro de 962: o antecedente sob Sayf al-Dawla
Yahya também descreve o ataque anterior de Nicéforo, então doméstico do Ocidente, a Alepo, onde governava Sayf al-Dawla, da dinastia hamdânida. O doméstico chegou de surpresa e Sayf al-Dawla, que convocou os moradores para o combate diante da porta dos Judeus, viu João Tzimisces atacar e fugiu para Balis; a debandada matou muitos na porta. Em dezembro de 962, segundo os editores, Nicéforo demoliu uma casa nova que Sayf al-Dawla construíra fora da cidade e negociou com os anciãos; à noite os gregos viram a muralha quase sem guarda e subiram, e ao amanhecer entraram pela praça e atacaram a fortaleza, onde um grupo de daylamitas os repeliu. Nicéforo ficou oito dias e saiu em 30 de dezembro de 962 com muito dinheiro, armas e bagagem. Sayf al-Dawla morreu numa sexta-feira de Safar de 356 H. (Yahya ibn Sa'id al-Antaki (Yahya de Antioquia) e texto árabe e tradução francesa de I. Kratchkovsky e A. Vasiliev 1924)
Fontes
- Yahya ibn Sa'id al-Antaki (Yahya de Antioquia), continuação dos Anais de Eutíquio (cobre 937 a 1034); texto árabe e tradução francesa de I. Kratchkovsky e A. Vasiliev, Patrologia Orientalis 18 (1924) e 23 (1932), exemplar digitalizado em https://archive.org/download/HistoireDeYahyaDAntioche1Et2/Histoire%20de%20Yahya%20d%27Antioche%201%20et%202_djvu.txt (texto bruto com OCR lido em 30/10/2026). A introdução do arquivo o descreve como historiador de língua árabe e religião cristã melquita, nascido por volta de 980. Acessar
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