Atlas da História

Mihrî Hatun (poeta de Amasya)

nascimento sem data nas fontes lidas (c. 1460 é a estimativa corrente do Wikidata, não confirmada); viva em 16 mar. 1512, quando a corte registra um poema seu; morte depois disso, em data desconhecida · Anatólia e Cáucaso

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Mihrî Hatun nasceu em Amasya, filha de um cádi que também escrevia versos, e entrou no círculo literário que se formou em torno dos príncipes Bayezid e, depois, Ahmed na cidade. Segundo Batislam, é a primeira poeta cujo divã (coleção de poemas) chegou até nós, e enviou odes a Bayezid II, que lhe pagou recompensas registradas. Sua data de nascimento não consta nas fontes lidas, e a de morte é discutida.

Família e formação em Amasya

Segundo a TDV, Mihrî Hatun nasceu em Amasya e ali passou a vida; no divã, ela mesma lamenta ter gasto seus dias em Amasya. O pai, o cádi Hasan Amasyevi, também escrevia versos, com o pseudônimo Belâyî, e o avô, Pîr İlyas, era xeque da ordem Halvetî. Batislam acrescenta que ela cresceu num meio culto, aprendeu árabe e persa e, por ser filha de cádi, adquiriu instrução religiosa. Entrou depois no círculo literário que se formou em torno do palácio dos príncipes, primeiro de Bayezid (futuro Bayezid II) e depois do filho dele, Ahmed, governadores de Amasya. (Erünsal 2020; Batislam)

O nome e a reputação nas tezkires

Âşık Çelebi diz que seu nome e seu pseudônimo eram Mihrî; Evliya Çelebi registra Mihrimah como nome; as formas Fahrünnisâ e Mihrünnisâ, repetidas em estudos recentes, não têm base em fonte, segundo a TDV. Os tezkireciler contemporâneos, Sehî, Latîfî e Kınalızâde, nada informam sobre o nome. Âşık Çelebi, Latîfî e Hasan Çelebi insinuam uma afeição por İskender Çelebi, filho de Sinan Paşa, e Âşık Çelebi cita outra por Müeyyedzâde Abdurrahman Efendi, ao mesmo tempo que afirmam não haver dúvida sobre a castidade dela. (Erünsal 2020)

O divã e as recompensas de Bayezid II

Segundo a TDV, um registro de recompensas da corte de Bayezid II, cobrindo 1503 a 1511 (909-917 da hégira), mostra que ela lhe enviava odes com regularidade e que o sultão a recompensou em 26 jan. 1505, 12 fev. 1510, 10 jan. 1511 e 16 mar. 1512. Em 29 ago. 1508 consta o envio do divã, com 3.000 akçes de recompensa. O manuscrito da Biblioteca Süleymaniye (Ayasofya 3974) traz o selo de Bayezid II e uma única ode a ele. Abdülkadir Karahan, citado na TDV, afirma que quase todas as odes do divã foram dirigidas ao príncipe Ahmed, sobretudo em felicitações de festa. (Erünsal 2020)

Estilo, modelos e edições

Segundo a TDV, Mihrî Hatun escreveu em língua simples, mais voltada à expressão de sentimentos, com estilo natural e sincero. Tomou Necâtî como modelo e compôs nazires a seus poemas, que lhe enviava; Latîfî conta que Necâtî não se agradou e respondeu com uma quadra de sentido velado. O divã tem edição crítica da turcóloga russa Maştakova (Moscou, 1967), feita a partir de quatro manuscritos, e outra de Sabiha Gemici. Batislam analisa dois gazéis dela em forma de müracaa, diálogo no padrão 'eu disse, ele disse'. A TDV observa que a notícia de Evliya Çelebi sobre tratados jurídicos de sua autoria não tem fonte nem obra conservada. (Erünsal 2020; Batislam)

Fontes

  1. Erünsal, İsmail E. (2020). "Mihrî Hatun". TDV İslâm Ansiklopedisi, vol. 30, p. 37-38. TDV İslâm Araştırmaları Merkezi, Ankara. https://islamansiklopedisi.org.tr/mihri-hatun (consultado em 30/10/2026). Acessar
  2. Batislam, H. Dilek. "Mihri Hatun'un İki Müraca’ası". Çukurova Üniversitesi, Fen Edebiyat Fakültesi, Türk Dili ve Edebiyatı Bölümü (texto de simpósio; o ano de publicação não consta do PDF lido). https://turkoloji.cu.edu.tr/mine_mengi_sempozyum/dilek_batislam_mihri_hatun_iki_muracaa.pdf Acessar

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