Muralhas terrestres de Teodósio II em Constantinopla (413–447): a muralha de Anthemius e o reforço de Constantino
413 (muralha de Anthemius) a 447 (reconstrução e acréscimo do muro externo e do fosso, depois do terremoto) · Europa Oriental
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Em 413, o prefeito do pretório Anthemius, que governava em nome do jovem Teodósio II, mandou erguer em Constantinopla uma nova muralha terrestre, a uns 1,5 a 2 km a oeste da de Constantino, segundo os autores lidos. Em 447, um terremoto derrubou grande parte dela, com 57 torres, quando Átila ameaçava a cidade; o prefeito do pretório do Oriente, Constantino, mandou refazê-la e acrescentou um segundo muro com fosso, de modo que a cidade ficou atrás de três linhas de defesa. Inscrições em grego e em latim na atual Porta Yeni Mevlevihane falam em sessenta dias, ou menos de dois meses, de obra.
A muralha de 413
Van Millingen data a muralha de Anthemius de 413, quinto ano de Teodósio II, então com uns doze anos, e a identifica com o muro interno da linha atual, do mar de Mármara às ruínas do palácio de Tekfur Sarayı. Os limites da cidade passaram para uma milha a uma milha e meia a oeste da muralha de Constantino. Schweinfurth diz que Anthemius, que governava em nome do imperador, começou a obra por causa dos hunos e dos godos que atuavam na Trácia, e que o novo recinto ficou a 2 km do anterior, com torres e fosso na frente. Não se sabe quanto durou a obra, mas ela estaria pronta bem antes de 447. Segundo Van Millingen, o litoral da cidade só foi fortificado em 439, sob o prefeito Ciro. (Van Millingen; Schweinfurth)
O terremoto de 447 e as inscrições
Van Millingen escreve que, em 447, uma série de terremotos derrubou a maior parte do muro novo, com 57 torres, quando Átila já tinha vencido os exércitos de Teodósio em três batalhas e chegado a Athyras. Sob Constantino, prefeito do pretório do Oriente, a muralha foi restaurada em menos de três meses, segundo Marcelino Comes, e ganhou um muro externo com fosso, o que a deixou com três linhas de defesa. Segundo o mesmo autor, as facções dos Azuis e dos Verdes forneceram 16.000 trabalhadores. Na Porta Yeni Mevlevihane, a inscrição em latim diz que Constantino ergueu os muros em menos de dois meses e que Palas mal faria cidadela tão forte tão depressa, e a grega fala em sessenta dias. (Van Millingen; Schweinfurth)
Materiais e construção
Van Millingen descreve calcário terciário trazido da região de Makrikeui e tijolos de cerca de 33 cm de lado e 5 cm de espessura, às vezes com a marca do fabricante ou o nome do imperador do momento. A argamassa levava tijolo moído, para firmar sem secar depressa, e unia a alvenaria numa massa dura como rocha. Schweinfurth, que cita Lietzmann, dá à muralha 5.650 m e 96 torres e destaca a alternância entre o calcário claro e as faixas de tijolo. Güler (2022) fala em 6,5 km, número que difere do anterior. (Van Millingen; Schweinfurth; Güler)
Fontes
- Van Millingen, Alexander. Byzantine Constantinople: The Walls of the City and Adjoining Historical Sites. Londres: John Murray, 1899. Edição digital do Projeto Gutenberg, https://www.gutenberg.org/files/61475/61475-h/61475-h.htm . Capítulo sobre as muralhas lido em texto bruto em 30/10/2026; o autor consta na folha de rosto como professor de história do Robert College, Constantinopla. Acessar
- Schweinfurth, Ph. "İstanbul Suru ve Yaldızlı Kapı". Belleten, cilt XVI, sayı 62, nisan 1952, p. 261-267. https://belleten.gov.tr/tam-metin-pdf/1076/tur . Lido em PDF, texto bruto, em 30/10/2026; a assinatura traz "Prof. Dr. Ph. Schweinfurth (İstanbul)"; o texto do PDF tem falhas de reconhecimento de caracteres turcos. Acessar
- Güler, Önder. "İstanbul'un En Eski Tarihi Duvarları; Kara Surlarının Tarihi Süreç İçerisinde Değerlendirilmesi". Ortaçağ Araştırmaları Dergisi, V/II, dezembro de 2022, p. 440-447. https://dergipark.org.tr/en/download/article-file/2473181 . Lido em PDF, texto bruto, em 30/10/2026; trechos da seção histórica reproduzem quase literalmente o texto de Schweinfurth. Acessar
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- Úlfilas e o alfabeto gótico c. 311 – c. 383 (Wikidata); a Catholic Encyclopedia dá a morte em 380 ou 381
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