Atlas da História

Roonka, no rio Murray (Austrália do Sul): cemitério usado desde cerca de 8.500 anos atrás

c. 8.500 cal AP (c. 6550 a.C.) para os sepultamentos mais antigos, segundo Littleton et al. 2024, citados por McVicar, Floyd e Littleton 2025; uso até o início do período pós-contato (c. 1840 a 1860 d.C.), com descontinuidade entre 4.290 e 1.920 cal AP · Austrália / Sahul

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Roonka é um grande cemitério aborígene junto ao rio Murray, na Austrália do Sul, escavado nos anos 1960 e 1970 por Graeme Pretty e voluntários do Museu da Austrália do Sul depois que a erosão expôs restos humanos. Cerca de 216 sepultamentos datam de c. 8.500 anos atrás até o início do período pós-contato, e o uso do local para enterros cresce a partir de c. 5.000 anos atrás. Desde 2014 os restos são estudados em parceria com a River Murray and Mallee Aboriginal Corporation.

O cemitério e as escavações

Segundo o artigo, Roonka é um grande cemitério aborígene ao lado do rio Murray, o mais longo da Austrália (2.500 km). Em resposta à erosão e à exposição de restos humanos, foi escavado nos anos 1960 e 1970 por Graeme Pretty e voluntários do Museu da Austrália do Sul, que guarda os registros e os restos. Cerca de 216 sepultamentos datam de c. 8.500 cal AP até o início do período pós-contato, c. 1840 a 1860 d.C. Os autores descrevem o rio como região que sustentou população relativamente densa e grande diversidade linguística. (McVicar et al. 2025)

Ritmo de uso: intermitente, depois mais frequente

De acordo com McVicar e colegas, o uso inicial do local para sepultamento foi muito intermitente, embora com padrão consistente de estilos de enterro, e aumentou a partir de c. 5.000 AP. Há uma descontinuidade na formação do sítio entre 4.290 e 1.920 cal AP, mas o uso persiste até a ocupação europeia e a posterior dizimação das populações aborígenes. No estudo da osteoartrite, as fases A e B, de c. 8.000 a 5.000 cal AP, reúnem 18 indivíduos; a fase tardia, de c. 1.920 cal AP a c. 1840 d.C., reúne 45. (McVicar et al. 2025)

O que a osteoartrite mostra

Foram analisados 83 adultos, com os critérios de Waldron e Rogers. Poucas articulações tinham osteoartrite, exceto a articulação temporomandibular (28,8%); o desgaste se concentrava na parte superior do corpo, e na parte inferior só aparecia em pessoas com lesão ou doença prévia. Os autores leem esse padrão como "biologia local" e dizem que ele não corresponde ao que se esperava de outros dados. A pesquisa seguiu aprovação ética da Universidade de Auckland e o acordo com a corporação aborígene. (McVicar et al. 2025)

Fontes

  1. McVicar, Matilda; Floyd, Bruce; Littleton, Judith (2025). "Osteoarthritis at Roonka, Australia: A Local Biology". American Journal of Biological Anthropology 188(1): e70122. DOI 10.1002/ajpa.70122. Texto completo lido em 31/10/2026 via Europe PMC (PMC12439870). Acessar

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