Atlas da História

Akademgorodok de Novosibirsk

desde 1957 · Sibéria e Norte da Ásia

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Cidade da ciência erguida perto de Novosibirsk para sediar a Seção Siberiana da Academia de Ciências da URSS, criada por resolução de 14 de maio de 1957; as obras começaram em dezembro daquele ano. O plano urbano de 1957–1958 adotou microdistritos de traçado livre, e o lema de unir ciência, ensino e produção ficou conhecido como 'triângulo de Lavrentiev'.

Um plano de traçado livre discutido em 1957–1958

Dukhanov (2024) reconstitui a história do plano. O primeiro esboço do instituto Novosibproekt saiu entre julho e setembro de 1957 e foi mostrado ao público em 3 de outubro. Exposto no Presidium da Academia de Ciências, recebeu a visita de Khruschov em 25 de novembro de 1957, e o Gosstroi deu parecer preliminar dois dias depois. O segundo projeto, concluído no fim de dezembro, preservava a floresta, previa uma via de contorno em U e microdistritos livres. Foi discutido no IV plenário da União dos Arquitetos, em Novosibirsk, de 27 a 31 de janeiro de 1958, e numa reunião de 19 de fevereiro com 210 pessoas. Os autores incluíam A. S. Mikhailov, A. V. Baransky, I. G. Leberfarb e V. I. Zaretsky. Esse plano difere bastante do que foi executado a partir de 1960. (Dukhanov 2024)

Quem construiu a cidade da ciência

Segundo Kuznetsov (2022), a resolução de 1957 previa usar os construtores da usina hidrelétrica de Novosibirsk, cuja primeira turbina entrou em operação em 1957. De dezembro de 1957 a maio de 1959, a obra coube ao truste Novosibirskgesstroi-2, que entregou em junho de 1959 o primeiro prédio de instituto, o de Hidrodinâmica. A partir de maio de 1959, o trabalho passou ao Sibakademstroi, ligado ao Ministério de Construção de Máquinas Médias, dirigido por L. I. Gubanov e, desde fevereiro de 1960, por N. M. Ivanov. O ritmo só mudou entre o fim de 1960 e 1961, quando, terminada a usina de Irkutsk, começou o fornecimento em massa de estruturas de concreto armado para a obra. (Kuznetsov 2022)

Pressões, saídas e projetos interrompidos

Kuznetsov (2022) reúne o que memorialistas como Burshtein, Kachan, Trus e Shlyapentokh dizem sobre o antissemitismo, que teria se intensificado no fim dos anos 1960, e sobre a pressão contra a cidade, vista pelo poder como ninho de sedição. A historiadora Kraineva atribui ao antissemitismo entre matemáticos a saída do físico Rumer do Instituto de Matemática para o de Física Nuclear; Kuznetsov sugere que pesou também a posição de certos chefes. O matemático Lyapunov deixou o Instituto de Matemática em 1970, e o instituto de cibernética planejado não foi criado. S. A. Khristianovich foi afastado em 1961, Kantorovich partiu em 1971 e Sobolev em 1985. A associação Fakel, criada em 27 de dezembro de 1966 a partir de um escritório de projetos da juventude comunista, foi atacada e fechada no fim da década. (Kuznetsov 2022)

Uma história ainda pouco escrita

Kuznetsov (2022) observa que a historiografia trata sobretudo da Seção Siberiana da Academia de Ciências e que a história própria do Akademgorodok continua pouco pesquisada; ele aponta o livro de Josephson (1997) como o único estudo de fundo e as memórias de Kachan, em 22 volumes, como fonte importante. O autor discute a tese de Vishnevsky (2019), para quem a Seção Siberiana foi criada sobretudo para servir ao complexo militar-industrial, e a considera não comprovada, já que toda a ciência soviética era militarizada. Ele também cita projetos barrados, como a usina a vapor e gás de Khristianovich e o plano de Struminsky para um segundo instituto de aerodinâmica. (Kuznetsov 2022)

Fontes

  1. Kuznetsov, I. S. (2022). "Ученые об ученых: миры и мифы Новосибирского Академгородка" [The Scientists about the Scientists: Worlds and Myths of Novosibirsk Akademgorodok]. Исторический курьер (Historical Courier) n. 6: 292–304. DOI 10.31518/2618-9100-2022-6-21. Acessar
  2. Dukhanov, S. (2024). "Проект планировки новосибирского Академгородка 1958 года: место в истории советской архитектуры". Academia. Архитектура и строительство n. 4: 81–90. DOI 10.22337/2077-9038-2024-4-81-90. Acessar
  3. Josephson, P. R. (1997). New Atlantis Revisited: Akademgorodok, the Siberian City of Science. Princeton University Press. ISBN 9780691044545.

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