Atlas da História

Alþingi (c. 930): a assembleia geral da Islândia em Þingvellir, segundo Ari fróði

c. 930 (data convencional; Ari fróði não dá o ano, só o situa pela sucessão dos porta-vozes da lei) · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Segundo Ari fróði, na Íslendingabók, o Alþingi foi instalado em Þingvellir por conselho de Úlfljótr e de todos os habitantes da ilha, onde antes havia um þing em Kjalarnes. As leis de Úlfljótr, trazidas da Noruega, seguiam em boa parte as do Gulaþing. O ano 930 é a data convencional dos textos de divulgação; Ari mesmo só ancora a sequência dos porta-vozes da lei.

A instalação segundo Ari

Ari conta que, quando a ilha já estava bastante povoada, um homem 'do leste', Úlfljótr, trouxe da Noruega as primeiras leis, chamadas leis de Úlfljótr; segundo o texto, elas seguiam sobretudo as do Gulaþing e o conselho de Þorleifr, o Sábio, com acréscimos e cortes. Em seguida o Alþingi foi instalado no atual local, enquanto antes havia um þing em Kjalarnes, reunido por Þorsteinn Ingólfsson e os chefes que o seguiam. O porta-voz da lei seguinte a Úlfljótr foi Hrafn, que, segundo a contagem dos sábios, assumiu sessenta invernos depois da morte do rei Edmundo. (Ari fróði Þorgilsson)

A terra do local e um homem morto

Ari explica por que o terreno do Alþingi era de todos. Um homem que possuía terra em Bláskógar fora condenado ao exílio por ter matado um escravizado ou um liberto (o texto usa 'þræls morð eða leysings'); chamava-se Þórir kroppinskeggi. O texto diz que o morto se chamava Kolr e que a ravina Kolsgjá, onde os corpos foram achados, leva seu nome. A terra tornou-se bem de toda a comunidade (allsherjarfé), dada pelos habitantes para o uso do Alþingi, com pasto e lenha em comum. (Ari fróði Þorgilsson)

Como funcionava e o que se sabe

O texto de divulgação diz que os chefes se reuniam em junho, em Lögberg, para fazer leis e julgar, e que o porta-voz da lei devia decorar e recitar um terço do direito por ano. Gunnar Karlsson alerta que pouco se sabe do funcionamento nos primeiros tempos. Depois que há fontes razoáveis, descreve sete instituições: o Lögrétta (legislativo), quatro tribunais de quarto, o Fimmtardómur (corte superior) e o Lögberg, tribuna de avisos públicos. Até o século XIII o Alþingi foi a assembleia do estado islandês; depois da submissão ao rei da Noruega, perdeu a função legislativa e ficou como tribunal. (Páll Emil Emilsson e Heiða María Sigurðardóttir; Gunnar Karlsson)

Fontes

  1. Ari fróði Þorgilsson, Íslendingabók, texto em norreno islandês na edição de Guðni Jónsson (Íslendinga sögur), reproduzida em heimskringla.no: https://www.heimskringla.no/wiki/%C3%8Dslendingab%C3%B3k (texto bruto lido em 30/10/2026; capítulos 2 e 3 conferidos também em https://is.wikisource.org/wiki/%C3%8Dslendingab%C3%B3k) Acessar
  2. Gunnar Karlsson, 'Af hverju var Alþingi stofnað?', Vísindavefurinn, 14 de junho de 2013 (atualizado em 3/2/2021). https://visindavefur.is/svar.php?id=59883 (texto bruto lido em 30/10/2026) Acessar
  3. Gunnar Karlsson, 'Hverjir voru starfshættir Alþingis til forna og hvert var gildi þess fyrir þjóðina?', Vísindavefurinn. https://visindavefur.is/svar.php?id=4395 (texto bruto lido em 30/10/2026) Acessar
  4. Páll Emil Emilsson e Heiða María Sigurðardóttir, 'Hvenær var Alþingi stofnað?', Vísindavefurinn, 15 de setembro de 2005 (resposta de estudantes do curso Háskóli unga fólksins). https://visindavefur.is/svar.php?id=5268 (texto bruto lido em 30/10/2026) Acessar

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