Atlas da História

Ataque a Lindisfarne (793): o saque do mosteiro da Ilha Santa e o começo dos registros de incursões escandinavas nas ilhas britânicas

793 (a Crônica anglo-saxônica, na tradução lida, dá o dia como o sexto antes dos idos de janeiro) · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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A Crônica anglo-saxônica, na tradução inglesa de Ingram e Giles, conta que em 793 vieram sinais terríveis sobre a Nortúmbria e que, pouco depois, a 'incursão devastadora de homens pagãos' fez 'lamentável destruição' na igreja de Deus em Holy-island, 'por rapina e morte'. Nas fontes lidas não há número de mortos, de cativos ou de bens levados. Os Anais de Ulster registram, no ano que a edição de CELT converte em 793, a 'devastação de todas as ilhas da Britânia por pagãos'.

A entrada de 793 na Crônica anglo-saxônica

Na tradução lida, a entrada de 793 abre com 'terríveis presságios sobre a terra dos nortumbrianos': 'imensas faixas de luz cruzando o ar', redemoinhos e 'dragões de fogo' voando no firmamento. Esses sinais foram 'logo seguidos por grande fome' e, 'no sexto dia antes dos idos de janeiro do mesmo ano', as 'incursões devastadoras de homens pagãos fizeram lamentável destruição na igreja de Deus em Holy-island, por rapina e morte'. A entrada não diz quantos morreram nem o que se perdeu. O dia em janeiro está na tradução de Ingram; outras datas propostas para o ataque não foram checadas nas fontes lidas. (The Anglo-Saxon Chronicle)

De onde vem a entrada: uma crônica nortumbriana perdida

Ó Ríagáin lembra que as incursões de 793 e 794 faltam nos manuscritos A, B e C da Crônica e em Æthelweard e João de Worcester; o item teria vindo de uma 'Crônica Nortumbriana' e/ou 'Anais de York' hoje perdidos, a base também do material dos manuscritos D-F e da Historia Regum. Para 793, a Historia Regum e o Libellus de Exordio chamam os agressores de 'pagãos vindos do clima do norte, com um exército de navios'; para 794, o Libellus usa 'bárbaros'. O autor não discute o ataque em detalhe; apenas usa as descrições para estudar o vocabulário. (Ó Ríagáin)

Vozes irlandesas e dados dos anais

Os Anais de Ulster, na edição do CELT, trazem sob o ano 794 (AD 793 para o editor) a frase 'Devastação de todas as ilhas da Britânia por pagãos' e, sob 795 (AD 794), um ataque de pagãos a Rechru com a queima do lugar e a devastação de Scí. A edição eletrônica é de acesso restrito a uso acadêmico e de ensino, por isso citam-se só frases curtas. Ó Ríagáin nota que, nos primeiros cinquenta anos, a documentação irlandesa descreve os agressores só como 'gentios' e informa pouco além disso. (The Annals of Ulster (to AD 1131) 1983; Ó Ríagáin)

Fontes

  1. The Anglo-Saxon Chronicle, trad. J. Ingram e J. A. Giles, ano 793; Project Gutenberg eBook #657, publicado em 1 set. 1996 e atualizado em 1 jan. 2021. https://www.gutenberg.org/cache/epub/657/pg657.txt Acessar
  2. The Annals of Ulster (to AD 1131), edição e tradução de Seán Mac Airt e Gearóid Mac Niocaill (1983), edição eletrônica do CELT (University College Cork), texto T100001A, entradas U794.0-U794.8 (AD 793 na numeração do CELT). https://celt.ucc.ie/published/T100001A.html Acessar
  3. Ó Ríagáin, Russell. "Narrating and Negotiating Difference in the Insular Viking Age". Viking Special Volume 3: Telling different stories: Combining perspectives on the Viking Age, p. 75-104 (ano 2025 conforme o índice OpenAlex; o PDF lido não traz a data). DOI 10.5617/vikingsv.12199. Acessar

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