Atlas da História

Carlos Magno (Karl der Große), rei dos francos e imperador, e a reforma escolar e litúrgica de seu reino, 747–814

nasceu em 2 de abril de 747 (o verbete admite 742); morreu em Aachen em 28 de janeiro de 814 · Europa Ocidental e do Norte, Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo Theodor Schieffer (Neue Deutsche Biographie, 1977), Carlos Magno nasceu em 747, filho do rei Pepino, o Breve, e foi rei dos francos desde 768 e imperador a partir do Natal de 800. Schieffer destaca também a reforma de escolas, textos e liturgia, com a carta sobre o cultivo das letras (c. 784/85) e a corte que reuniu letrados de Itália, Inglaterra e Espanha, da qual saiu a minúscula carolina. Morreu em Aachen em 814, e a historiografia crítica vê, segundo o autor, tanto a singularidade quanto os limites de seu governo.

Rei dos francos e imperador

Schieffer conta que Carlos, filho mais velho de Pepino, o Breve, foi ungido em 754 em Saint-Denis pelo papa Estêvão II e que em 9 de outubro de 768 foi elevado em Noyon, enquanto o irmão Carlomano o foi em Soissons. Reinou sozinho depois de 771, quando Carlomano morreu. O verbete observa que Carlos recebeu uma educação religiosa decerto, mas que notícias explícitas dela não existem. A primeira iniciativa do rei foi contra os saxões, em 772; a intervenção na Itália contra Desidério, em 773/74, nasceu mais da ação do rei lombardo contra Roma do que de plano de Carlos. (Schieffer 1977)

Escolas, letras e livros

Schieffer liga uma reforma de escolas e de estudos ao projeto de renovação da Igreja. A carta ao abade Baugulfo de Fulda sobre o cuidado com as letras (provavelmente 784/85) testemunha a iniciativa pessoal do rei. Da reforma saiu a minúscula carolina, de traço regular e pauta de quatro linhas, base de nossa escrita, segundo o autor, e um latim escrito deliberadamente separado das línguas românicas. Carlos também mandou copiar em Montecassino, em 787, o texto autêntico da Regra de São Bento e pediu a Adriano I um sacramentário, vindo por volta de 785/86. (Schieffer 1977)

A corte de letrados

O rei cuidou da escola palatina, reuniu uma biblioteca e atraiu estudiosos. Schieffer nomeia o gramático Pedro de Pisa, Paulino, o historiador lombardo Paulo Diácono (cerca de 782–86 na corte), o visigodo Teodulfo, vindo da Espanha, e, a figura de maior vulto, Alcuíno de York, desde 781/82. Eginhardo o sucedeu na escola e vigiou as obras do palácio de Aachen, cujo octógono é o monumento mais famoso dessa renovação das artes. Carlos também mostrou, segundo Eginhardo, interesse pela própria língua germânico-franca, pelos cantos heroicos e por um projeto de gramática. (Schieffer 1977; Löwe 1953)

Imagens, adocionismo e império

Quando a imperatriz Irene reuniu em Niceia, em 787, o concílio que fixou a veneração das imagens, os francos se sentiram ignorados; em 791 elaboraram, em nome de Carlos, os Libri Carolini, que a pesquisa atual atribui a Teodulfo, e o sínodo de Frankfurt de 794 rejeitou de novo o culto das imagens. O mesmo sínodo condenou o adocionismo do bispo Félix de Urgel. Em 800, Carlos foi a Roma e foi coroado imperador no Natal; em 812 Bizâncio reconheceu seu império, e em 813 ele coroou o filho Luís em Aachen como co-imperador, sem passar pelo papa. (Schieffer 1977)

Fontes

  1. Schieffer, Theodor (1977). "Karl I. der Große". Neue Deutsche Biographie 11, p. 157-174. https://www.deutsche-biographie.de/gnd118560034.html#ndbcontent (baixado em 30/10/2026). Acessar
  2. Löwe, Heinz (1953). "Alkuin (Alchvine, latinisiert Albinus, Beiname Flaccus)". Neue Deutsche Biographie 1, p. 201. https://www.deutsche-biographie.de/gnd118502026.html#ndbcontent (baixado em 30/10/2026). Acessar

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