Calendário de Gezer: o ano agrícola de doze meses numa tabuleta de calcário (séc. X a.C.)
séc. X a.C. (escrita provavelmente entre a reconstrução de Gezer por Salomão e a destruição por Shishak, c. 925 a.C., segundo a página BiblicalHebrew.com, que cita Aḥituv 2008; achada em 1908 numa escavação antiga cujos métodos, segundo o COJS, limitam a reinterpretação) · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Pequena tabuleta de calcário achada em Gezer em 1908, o Calendário de Gezer lista, em alfabeto antigo, as atividades agrícolas que marcam doze meses, da colheita das frutas ao verão. Não se sabe se a língua é hebraico antigo ou fenício, nem se era almanaque, exercício de escrita, poema ou bênção para as colheitas. A margem traz um nome, Aviyah, que a página do COJS lê como o escriba.
O que a tabuleta lista
Segundo a transcrição de BiblicalHebrew.com, a inscrição tem oito linhas de meses: 'seus dois meses de recolher', 'seus dois meses de semear', 'seus dois meses de semeadura tardia', 'seu mês de cortar o linho', 'seu mês de colher a cevada', 'seu mês de colher e medir', 'seus dois meses de [vinha]' e 'seu mês de colheita de verão', mais o nome 'Abiyah' na margem. A soma dá os doze meses de um ano. A página nota que o texto foi achado no material despejado da camada israelita de Gezer. (Benjamin (BiblicalHebrew.com) 2022)
Começo do ano e ciclo agrícola
A página do COJS observa que a lista começa num ponto incomum do ciclo agrícola, o da colheita das frutas, e que isso parece coincidir com o ano novo hebraico do outono, a Festa da Colheita (da azeitona) e o equinócio de outono. A página descreve o texto como uma lista de meses segundo as atividades agrícolas de cada um; o texto lido não mostra contagem de dias nem festas. (Center for Online Judaic Studies (sem autor identificado na página). Gezer Calendar)
Hebraico ou fenício?
A língua e a escrita da tabuleta estão em disputa. Segundo o COJS, análises de ortografia e de língua a colocam entre o fenício de Biblos e o hebraico arcaico, e bons argumentos existem nos dois sentidos. Se o texto for hebraico, seu dialeto seria anterior à difusão completa do dialeto de Jerusalém. O COJS lembra que o nome do escriba, Aviyah, significa 'Yah é meu pai' e sugere um autor israelita. A questão faz do calendário uma das mais antigas inscrições alfabéticas da região, sem filiação cultural resolvida. (Center for Online Judaic Studies (sem autor identificado na página). Gezer Calendar)
Para que servia?
A página do COJS reúne as hipóteses: almanaque de camponês, exercício de aluno (a pedra de calcário é fácil de raspar e tem furo e reentrância para os dedos), poema para decorar os meses (Albright e Ian Young) ou bênção deixada em templo para pedir boas colheitas. A página diz que a objeção de que isso exigiria alfabetização difundida cedo não basta para descartar a hipótese do aluno, que pode ter sido um escriba em formação. Não há na fonte lida uma resposta definitiva. A tabuleta foi achada em 1908, segundo o COJS, por R. A. S. Macalister em Gezer. (Center for Online Judaic Studies (sem autor identificado na página). Gezer Calendar)
Fontes
- Benjamin (BiblicalHebrew.com) (2022). The Gezer Calendar Inscription (10th c. BCE). 22 ago. 2022. https://biblicalhebrew.com/the-gezer-calendar-inscription-10th-c-bce/, consultado em out. 2026. A página cita Aḥituv 2008, p. 252. Acessar
- Center for Online Judaic Studies (sem autor identificado na página). Gezer Calendar, 10th century BCE. https://cojs.org/gezer_calendar-_10th_century_bce/, consultado em out. 2026. Acessar
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