Centro cerimonial indígena de Caguana
c. 1200–1500 d.C. (OECH) · Caribe
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Conjunto de praças cerimoniais (bateyes) delimitadas por pedras em Utuado, Porto Rico, do período da cerâmica Capá (1200–1500 d.C.), usado por taínos mesmo depois da chegada dos espanhóis. Em 2005, ativistas taínos ocuparam o sítio por 17 dias, com greve de fome, contra restrições ao uso ritual impostas pelo Instituto de Cultura Porto-Riquenha.
Dez bateyes sobre um terraço
Segundo a OECH, o Parque Cerimonial Indígena de Caguana (UA-10) fica num terraço triangular a leste do rio Tanamá, no bairro de Caguana, em Utuado. Pertence ao período IV, cerâmica Capá (1200–1500 d.C.), e tem dez bateyes cercados por pedras. Foi construído no fim do período pré-hispânico e ocupado pelos taínos mesmo depois da chegada dos espanhóis. A OECH o chama de maior centro cerimonial de Porto Rico e das Antilhas, superlativo do órgão que o registro não adotou. (Oficina Estatal de Conservación Histórica de Puerto Rico)
Um século de escavações
As primeiras pesquisas foram dirigidas por Franz Boas em 1915, com Robert Aitken e J. Alden Mason, que encontrou catorze alinhamentos de pedra formando bateyes e concluiu que era um centro cerimonial dominante na região. Irving Rouse descreveu os artefatos e escavou de novo em 1938; em 1949 Ricardo Alegría recuperou mais de mil vasilhas, além de cerâmica colonial espanhola, colares de pedra e pequenos cemís. Em 1955 o Instituto de Cultura Puertorriqueña adquiriu e restaurou o lugar, sem reconstruir todos os bateyes. Entrou no Registro Nacional de Lugares Históricos em 1992. (Oficina Estatal de Conservación Histórica de Puerto Rico)
Poder dos caciques e visão de mundo
Oliver (1998) combina arqueologia, etno-história, linguística, antropologia e história da arte para estudar a natureza do poder político e religioso taíno a partir do espaço cerimonial e da iconografia de Caguana, e o que isso diz sobre sociedades de chefia em Porto Rico. Esta leitura vem da descrição da obra; o conteúdo do livro não foi lido. (Oliver 1998)
O Grito de Caguana, 2005
Em 25 de julho de 2005, um pequeno grupo de "taínos" retomou o centro cerimonial em nome dos ancestrais, exigindo o fim da destruição e profanação de santuários, sítios e cemitérios. Segundo Diaz (2019), os taínos usavam o lugar havia anos para rituais, mas mudanças nas normas do Instituto de Cultura Puertorriqueña, encarregado do sítio desde 1955, passaram a restringir o uso em certos horários. Seguiram-se 17 dias de ocupação e greve de fome, que trouxeram à tona questões sobre identidade porto-riquenha até então pouco discutidas. (Diaz 2019)
Fontes
- Oficina Estatal de Conservación Histórica de Puerto Rico, "Sitios Arqueológicos de Utuado" (PDF). https://docs.pr.gov/files/OECH/Informaci%C3%B3n%20Arqueol%C3%B3gica%20por%20Municipio/Informacio%CC%81n%20Arqueolo%CC%81gica%20del%20Municipio%20de%20Utuado.pdf (consultado em 07/10/2026). Acessar
- Oliver, J. R. (1998). El centro ceremonial de Caguana, Puerto Rico: Simbolismo iconográfico, cosmovisión y el poderío caciquil taíno de Boriquén. Archaeopress. DOI 10.30861/9780860549154; ISBN 9780860549154. Acessar
- Diaz, R. (2019). "El Grito de Caguana". In: Archaeology of Identity and Dissonance. University Press of Florida: 229–250. DOI 10.5744/florida/9780813056197.003.0011. Acessar
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