Atlas da História

Estando no rio Ugra (1480): Moscou e a Grande Horda

Outono de 1480: segundo as notas da edição lida, Akhmat chegou ao baixo Ugra em 8 de outubro (Crônica de Vologda-Perm) e a retirada dele é datada de 11 de novembro de 1480 (Crônica Tipográfica e outras). · Europa Oriental

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Em 1480, o khan Akhmat da Grande Horda, esperando o apoio do rei Casimiro, levou suas tropas ao rio Ugra, onde as forças do grão-príncipe de Moscou Ivan III tomaram os vaus; tiros de flecha e de pishchal foram trocados, e quando o rio congelou o exército russo recuou para Kremenets, enquanto Akhmat também se retirou, em 11 de novembro, sem que ninguém o perseguisse. Segundo a Crônica Tipográfica, a ajuda do rei não veio. Segundo os editores da edição lida, os acontecimentos do Ugra puseram fim ao jugo da Horda, que durava quase trezentos anos.

O estando segundo a Crônica Tipográfica

No relato lido, Akhmat marchou com a horda e príncipes, de acordo com o rei Casimiro, e, não conseguindo cruzar o Oka, seguiu por terras lituanas até o Ugra à espera de ajuda do rei, que não veio por ter conflitos próprios; o khan da Crimeia, Mengli-Girei, atacava então a Podólia do rei, em auxílio de Ivan III. Ivan mandou o filho, o irmão e os voivodas ocuparem os vaus e foi a Moscou aconselhar-se, voltando a Kremenets. Os tártaros atacaram com flechas, e os russos responderam com flechas e pishchals. Com o frio, o rio gelou e o exército recuou para Kremenets; Akhmat fugiu à Horda em 11 de novembro e foi morto pelo khan nogai Ivak, diz o texto. ("Повесть о стоянии на Угре". Подготовка текста Е. И. Ванеевой)

Versões, silêncios e interpretação

Segundo Lurie, o relato rostoviano era extraoficial e foi depois usado pela crônica oficial do grão-príncipe: o Moscow svod e a crônica Simeonov cortaram as palavras de que os russos não livraram a terra "com as próprias armas" e destacaram o papel traidor dos irmãos de Ivan, Andrei Bolshoi e Boris, o que Lurie liga às repressões posteriores contra eles e contra a grã-princesa Sofia. Lurie observa ainda que, segundo várias crônicas, Ivan não queria batalha decisiva e negociou com Akhmat por seu embaixador, e que a retirada ao Kremenets pode ter sido causada pelo congelamento do rio. Os editores dizem que o episódio pôs fim ao jugo da Horda, e as notas falam de um fim sem glória, que marcou o enfraquecimento da Horda. ("Повесть о стоянии на Угре". Подготовка текста Е. И. Ванеевой; "Послание на Угру Вассиана Рыло". Подготовка текста Е. И. Ванеевой)

Fontes

  1. "Повесть о стоянии на Угре". Подготовка текста Е. И. Ванеевой, перевод и комментарии Я. С. Лурье. Em: Библиотека литературы Древней Руси, т. 7: Вторая половина XV века. РАН, Институт русской литературы (Пушкинский Дом); ред. Д. С. Лихачев и др. Санкт-Петербург: Наука, 1999. Texto bruto de https://azbyka.ru/otechnik/Istorija_Tserkvi/biblioteka-literatury-drevnej-rusi-tom-7/12, consultado em 30/10/2026. Texto bruto lido em 30/10/2026. Acessar
  2. "Послание на Угру Вассиана Рыло". Подготовка текста Е. И. Ванеевой, перевод О. П. Лихачевой, комментарии Я. С. Лурье. Em: Библиотека литературы Древней Руси, т. 7: Вторая половина XV века. Санкт-Петербург: Наука, 1999. Texto bruto de https://azbyka.ru/otechnik/Istorija_Tserkvi/biblioteka-literatury-drevnej-rusi-tom-7/13, consultado em 30/10/2026. Texto bruto lido em 30/10/2026. Acessar

Na mesma região