Atlas da História

Invasão mongol do nordeste da Rus' (1237-1238): Riazan, Vladimir e Torjok

dezembro de 1237 (cerco de Riazan, 16 a 21 dez., Wikidata P580 e P582) a março de 1238 (Torjok); a tradução da Crônica de Novgorod enquadra tudo sob "1238", ano que ali começa em março · Europa Oriental

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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No inverno de 1237-1238, o exército que a Crônica de Novgorod chama de "tártaros" tomou Riazan, Vladimir e outras cidades do nordeste da Rus' e, em Torjok, a duas semanas de assédio, chegou a cerca de cem verstas de Novgorod, que não foi atacada. A crônica, escrita por um cronista de Novgorod, mistura relato e sermão: atribui o desastre aos pecados dos cristãos e à discórdia entre os príncipes, e descreve a morte de príncipes, clérigos e civis em termos totalizantes, sem dar números. O que ela diz sobre vítimas não é uma contagem.

Riazan: o pedido do décimo e a recusa

Segundo a Crônica de Novgorod, os invasores chegaram à terra de Riazan, acamparam no rio Nukhla e enviaram uma feiticeira e dois homens exigindo um décimo de tudo. Os príncipes de Riazan, de Murom e de Pronsk saíram a recebê-los em Voronezh sem abrir as cidades e disseram que só com a morte de todos os príncipes seriam deles. Os príncipes pediram ajuda a Iúri de Vladimir, que não foi nem atendeu. Os invasores cercaram Riazan com uma paliçada. Um destacamento enviado por Iúri se juntou ao príncipe Roman em Kolomna, onde ambos morreram. A cidade foi tomada em 21 de dezembro, cinco dias depois de sitiada. (The Chronicle of Novgorod)

Vladimir, Torjok e o limite perto de Novgorod

Em seguida, diz a crônica, os invasores cercaram Vladimir; o príncipe Vsevolod, a princesa e o bispo Mitrofan fizeram votos monásticos na igreja da Mãe de Deus e morreram quando os invasores incendiaram o templo. O príncipe Iúri fugiu para Iaroslavl e foi alcançado e morto no rio Sit; o cronista diz que "só Deus sabe como morreu" e que se diz muita coisa sobre isso. Foram tomadas, ainda segundo a crônica, Moscou, Pereiaslavl, Iurev, Dmítrov, Volok e Tver. Torjok resistiu por duas semanas, sem ajuda de Novgorod, e caiu em 5 de março. Os invasores chegaram a cerca de cem verstas de Novgorod, e não avançaram além. (The Chronicle of Novgorod)

Depois: tributo e submissão a Batu

A mesma crônica, sob 1245, narra que os "tártaros" contaram os sobreviventes, que haviam voltado às cidades, e começaram a cobrar tributo, e que convocavam os príncipes à corte de Batu, onde eram levados a passar pelo fogo e se curvar diante de um arbusto. Mikhail de Chernigov, em sua versão cristã de mártir, é morto na Horda em 18 de setembro por se recusar. A entrada é uma hagiografia, não um relato neutro; mostra como a Igreja do século XIII na Rus' interpretou a submissão ao poder mongol, e não deve ser lida como descrição do que Batu exigia. (The Chronicle of Novgorod)

Fontes

  1. The Chronicle of Novgorod, 1016-1471. Tradução do russo por Robert Michell e Nevill Forbes, com introdução de C. Raymond Beazley e nota sobre o texto de A. A. Shakhmatov. Camden Third Series, vol. XXV. Londres: Offices of the Society, 1914, pp. 81-89 (entradas de 1237 a 1245). Texto bruto lido em https://archive.org/download/chronicleofnovgo00michrich/chronicleofnovgo00michrich_djvu.txt (OCR, com algumas falhas), baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar

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