Atlas da História

Batalha de Mohi, no rio Sajó (11 de abril de 1241)

11 abr. 1241 (Wikidata P585); o texto de Rogério lido não traz a data · Europa Oriental

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Em abril de 1241, o exército de Bela IV da Hungria foi derrotado pelos mongóis no rio Sajó, perto de Mohi. O principal relato lido é o Carmen miserabile de Rogério de Apúlia, cronista que viveu a invasão e a descreve em latim: o rei é cercado em acampamento, os húngaros em parte se negam a lutar, e os mortos são "tantos milhares que não é possível estimar". A cifra de vítimas, portanto, não existe em nenhuma fonte lida.

A aproximação e o cerco no Sajó

Rogério (cap. XXVIII) conta que o rei, saindo de Peste com muitos homens armados, avançou contra os "tártaros", que se retiravam fingindo fugir pelo caminho por onde vieram. No rio Sajó, que corre perto de Eger e entra no Tisza, os húngaros acamparam depois de atravessar a ponte e puseram guardas nela. Segundo ele, mil cavaleiros por noite faziam a guarda do exército. Os mongóis acharam um vau longe do campo, atravessaram à noite e, ao amanhecer, cercaram o exército do rei e despejaram flechas "como granizo", tão densas que quase faziam sombra. (Rogerius de Apulia (c. 1201/05-1266). Carmen miserabile super destructione regni Hungariae per Tartaros)

A debandada e as mortes

Rogério diz que o rei e o arcebispo de Kalocsa não conseguiram levar ninguém à luta, do amanhecer ao meio-dia. Colomano resistiu duramente de um lado; do outro, os que deviam ajudá-lo se retiraram pela passagem que os mongóis abriram. O rei fugiu com poucos para o bosque e Colomano correu a cavalo até o Danúbio, sem esperar os barcos para as damas, segundo o cronista. No capítulo XXX Rogério afirma que foram mortos "tantos milhares que não há como estimar" e lista clérigos de alto nível, entre eles os arcebispos de Esztergom e de Kalocsa e o bispo de Győr. É uma narrativa de lamento, não de contagem. (Rogerius de Apulia (c. 1201/05-1266). Carmen miserabile super destructione regni Hungariae per Tartaros)

Depois de Mohi, segundo Rogério

No capítulo XX, Rogério resume a invasão: os mongóis, depois de destruir a Rus' e a Cumânia, teriam deixado intactas as fronteiras húngaras para achar alimento ao voltar. Cita o rei Peta, que passou pela Polônia, matou um dos duques e destruiu Breslávia (Vratislavia no original, hoje Wrocław), e Cadan, que tomou Rudana, vila de alemães com mina de prata do rei, depois de a população sair para enfrentá-lo. No capítulo XL, ele diz que, ao voltar para a Cumânia, os mongóis tomaram a terra "dos dois lados do Danúbio"; só três lugares (um castelo com besteiros, Alba Regia, protegida por pântanos, e São Martinho da Panônia) não foram tomados. Rogério conta ainda que escapou da caravana, escondeu-se na mata e passou dois dias sem erguer a cabeça. (Rogerius de Apulia (c. 1201/05-1266). Carmen miserabile super destructione regni Hungariae per Tartaros)

Fontes

  1. Rogerius de Apulia (c. 1201/05-1266). Carmen miserabile super destructione regni Hungariae per Tartaros, caps. XX, XXVIII, XXX e XL (De fugientibus... De episcopis et aliis clericis in dicto bello interfectis). Texto latino na Bibliotheca Augustana, Hochschule Augsburg: https://www.hs-augsburg.de/~harsch/Chronologia/Lspost13/RogeriusApulus/rog_caco.html (índice) e rog_ca20.html, rog_ca28.html, rog_ca30.html, rog_ca40.html (capítulos). Texto bruto lido, baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar

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