Atlas da História

Revoltas prussianas contra a Ordem Teutônica (século XIII), com o levante de 1260

primeira revolta c. 1242 a 1249-1252; levante geral de setembro de 1260; fim da guerra na Natângia em 1273 (Urban); o Wikidata dá 1242 a 1295 para o conjunto · Europa Oriental

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Entre o início da década de 1240 e 1273, nobres natângios e outros povos prussianos se levantaram contra a Ordem Teutônica e os cruzados alemães e poloneses que lhes impunham conversão e novos modos de trabalho e de tributo. Para o historiador William Urban (1978), cujo texto se baseia em crônicas ocidentais "uniformemente hostis", o levante geral de setembro de 1260, com cercos como o de Kreuzberg e Königsberg, teve como líder Henrique Monte, nobre natângio. Os prussianos não deixaram escrita própria; o que se sabe vem de cronistas do lado da Ordem, e as cifras de mortos citadas são as deles.

A Ordem chega à costa e a primeira revolta

Segundo Urban, os cavaleiros teutônicos desceram o Vístula de Thorn a Elbing entre 1235 e 1238 e se fixaram em Balga, perto da Natângia, que até então ficara à parte. Em 1240, o duque Otto de Braunschweig chegou com um grande exército, tomou as principais fortalezas natângias, impôs o batismo e levou reféns, entre eles Henrique Monte, para Magdeburgo. Pouco depois, diz Urban, os natângios se rebelaram e a luta durou uma década. Em fins de 1249, segundo ele, cercaram uma força da Ordem e mataram cinquenta cavaleiros e centenas de soldados depois de aceitarem uma rendição. Expedições alemãs de 1251 e 1252 os submeteram. Os números vêm do relato que Urban resume, não de contagem. (Urban 1978)

O levante geral de 1260

Urban liga o levante de 1260 à derrota de um exército cruzado da Livônia e da Prússia diante dos samogícios, na qual nobres nativos fiéis à Ordem morreram quando os curlandeses se retiraram, e à fuga de outros nobres, entre eles Henrique Monte. Em setembro de 1260, ainda segundo ele, a conspiração explodiu de forma coordenada na Sambia, na Natângia, na Bartia e na Varmia: padres, mercadores e outros alemães foram mortos, nativos suspeitos de lealdade foram massacrados, e mulheres e crianças foram levadas como escravizadas. Cada povo sitiou os castelos de sua área; Henrique Monte cercou Kreuzberg, que o relato diz ter sido abandonado em 1263 por uma guarnição faminta. A narrativa é do cronista, e Urban não oferece um número de mortos. (Urban 1978)

Culm, 1263, e o fim da guerra em 1273

Urban cita um cronista alemão para a incursão natângia a Culm, em 1263, que "coloriu de sangue a terra cristã" e terminou, em Lubow, na morte do mestre da Ordem, do marechal e de quarenta cavaleiros, e no que o cronista considerou perda maior que a de Curlândia. Em 1272, segundo Urban, um exército cruzado de Dietrich de Meissen e da Ordem tomou uma fortaleza, matou cento e cinquenta defensores e saqueou e queimou por três dias, o que quebrou a resistência natângia; os sobreviventes foram reassentados e Henrique Monte, achado sozinho numa tenda em 1273, foi amarrado a uma árvore e morto. A Ordem não confiou mais nos nobres prussianos nem enviou jovens a educar-se na Alemanha. (Urban 1978)

Fontes

  1. Urban, William (1978). "Henry Monte and the Prussian Rising of 1260". Lituanus: Lithuanian Quarterly Journal of Arts and Sciences, 24:2 (verão de 1978), ISSN 0024-5089. Texto bruto lido em https://old.lituanus.org/1978/78_2_01.htm (HTML), baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar

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