Atlas da História

Massacre de Koszyce (c. 2880–2776 a.C., sul da Polônia): quinze pessoas da cultura das Ânforas Globulares mortas a golpes na cabeça e sepultadas por parentes

2880–2776 a.C. (faixa de 16 datações por radiocarbono, segundo Schroeder et al. 2019); o massacre cai em algum ponto dessa janela · Europa Oriental

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Em Koszyce, no sul da Polônia, uma vala de c. 2880–2776 a.C. guardava 15 homens, mulheres e crianças da cultura das Ânforas Globulares, todos mortos por golpes na cabeça e depois enterrados com cuidado e com objetos ricos. O DNA mostra quatro famílias nucleares dentro de uma família extensa, com poucos pais adultos entre os mortos. Os autores do estudo de 2019 leem a violência como execução de cativos, talvez ligada à expansão da Cerâmica Cordada, e dizem que não podem ter certeza disso.

A vala e a datação

A escavação de 2011 perto da aldeia de Koszyce, no sul da Polônia, encontrou uma vala coletiva associada à cultura das Ânforas Globulares, com 15 pessoas enterradas com cuidado e com objetos de grande valor (Schroeder et al. 2019, citando o estudo anterior da escavação, não lido). O estudo sequenciou genomas com cobertura de 1,1 a 3,9 vezes e obteve 16 datações por radiocarbono, que fixam o massacre entre 2880 e 2776 a.C. Os autores também analisaram nove indivíduos de quatro sítios vizinhos da mesma cultura e do grupo Złota para comparar a ancestralidade. (Schroeder)

Quem estava na cova

A Tabela 1 do artigo lista 15 indivíduos, de 1,5–2 anos até 50–60 anos: oito do sexo cromossômico masculino e sete do feminino. A análise genética corrigiu a identificação por esqueleto de um jovem (indivíduo 4), tido antes como provável mulher, e sexou cinco crianças que não tinham sexo definido. Os dados de fenótipo imputados indicam olhos castanhos, cabelo escuro ou castanho-escuro e pele de intermediária a escura. As lesões mais comuns são fraturas de crânio, e todos os 15 têm ferimentos perimortem. (Schroeder)

Parentesco e organização social

Os autores identificam quatro famílias nucleares, em geral mães e filhos, dentro de uma grande família extensa ligada por parentescos de primeiro e segundo grau. Os oito homens têm a mesma linhagem Y (I2a-L801), enquanto o mtDNA mostra seis linhagens maternas distintas, padrão que os autores dizem ser coerente com residência patrilocal e descendência patrilinear. Quatro homens (5, 10, 11 e 15) parecem irmãos, mas só 5 e 15 têm a mesma mãe, o que sugere meios-irmãos. O estrôncio do esmalte não separa homens e mulheres como locais ou não locais; os autores ligam a variação à mobilidade pastoril. (Schroeder)

Ancestralidade, contexto e limites

Os 24 indivíduos das Ânforas Globulares e do grupo Złota se agrupam com outros grupos neolíticos e, segundo a mistura supervisionada, têm cerca de 30% de ancestralidade de caçadores-coletores ocidentais e 70% de fazendeiros neolíticos, sem ancestralidade da estepe; o qpAdm dá 17% e 83%. Para os autores, essa população fazia parte do conjunto genético neolítico da Europa. Eles dizem que o massacre pode ter sido comum nos séculos ‘unstable, tumultuous’ do início do terceiro milênio a.C. e que a cova também mostra forte coesão familiar. (Schroeder)

Fontes

  1. Schroeder, Hannes; Margaryan, Ashot; Szmyt, Marzena; et al. Unraveling ancestry, kinship, and violence in a Late Neolithic mass grave. Proceedings of the National Academy of Sciences, 116(22), 2019, p. 10705–10710, doi:10.1073/pnas.1820210116, texto completo em pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6561172. Lido em 02/11/2026 o texto bruto (XML do Europe PMC); o Apêndice SI não foi lido. Acessar

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