Atlas da História

Pedro II do Brasil

2 dez. 1825 – 5 dez. 1891 (Wikidata) · Terras baixas da América do Sul, Europa Ocidental e do Norte, América do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Imperador do Brasil durante o Segundo Reinado, Pedro II fez três longas viagens ao exterior, que apresentava como pessoais, e depois da queda da monarquia, em 1889, viveu o exílio em Paris, onde morreu em 1891. O itinerário aqui segue um estudo sobre essas viagens.

Dom Pedro II
Retrato fotográfico do imperador feito por Insley Pacheco, fotógrafo da Casa Imperial. Pedro II foi um dos primeiros governantes a usar a fotografia para construir sua imagem pública. Dom Pedro II, Joaquim Insley Pacheco, c. 1865. Domínio público. Ver no acervo

Viagens "pessoais" de um monarca

Segundo Bezerra (2009), o imperador deixou o país três vezes (25 de maio de 1871 a 5 de janeiro de 1873; 26 de março de 1876 a 26 de setembro de 1877; 30 de junho de 1887 a 22 de agosto de 1888), sempre por motivos que ele apresentava como pessoais. Em Paris, gostava de ser chamado de "Monsieur d'Alcantara" e de andar de ônibus com a população, e recusou usar navio oficial na ida a Lisboa, em 1871. O autor usa a Escola Inglesa de relações internacionais para argumentar que, mesmo assim, as viagens funcionaram como diplomacia informal. (Alvim de Góes Bezerra 2009)

Os itinerários de 1871, 1876 e 1887

A primeira viagem passou por Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Ásia Menor, Palestina e Egito, e voltou por Itália, França, Espanha e Portugal. A segunda começou nos Estados Unidos, com a presença na Exposição Universal da Filadélfia, de 1876, e seguiu por Canadá, países europeus, Turquia, Palestina e Egito. A terceira, motivada pela saúde do próprio imperador, foi mais curta: Portugal, França, Alemanha, Bélgica e Itália, com tratamento em Baden-Baden. Bezerra apoia esse roteiro em Danese (1999). (Alvim de Góes Bezerra 2009)

Exílio em Paris e morte

Bezerra (2009) escreve que Paris foi a cidade escolhida por Pedro II para passar o exílio e os dois últimos anos de vida, apesar de ele achar Moscou a mais bela que vira. O autor relata, a partir de Besouchet (1975), que o imperador contraiu em Paris, já no exílio, a pneumonia que o levaria à morte, e que o cortejo fúnebre foi comparado pelo Daily Telegraph, de 9 de dezembro de 1891, ao de Victor Hugo. Rebouças, segundo Soares (2017), deixou o Brasil em 16 de novembro de 1889 para acompanhá-lo. (Alvim de Góes Bezerra 2009; Soares 2017)

Limites deste registro

As fontes lidas tratam das viagens, não do governo. O artigo de Bezerra é uma leitura de relações internacionais, não uma biografia, e por isso o registro não cobre a política interna do Segundo Reinado, as relações do imperador com a escravidão ou a Guerra do Paraguai além do encontro em Uruguaiana. A pessoa deve ser complementada por uma fonte biográfica acadêmica na revisão. (Alvim de Góes Bezerra 2009)

Fontes

  1. Alvim de Góes Bezerra, G. (2009). "As viagens do imperador: uma abordagem inglesa para uma atuação internacional não oficial". Cadernos de Relações Internacionais 2(2). DOI 10.17771/pucrio.cadri.13547. Acessar
  2. Soares, A. M. P. (2017). "“O Negro André”: a questão racial na vida e no pensamento do abolicionista André Rebouças". Plural 24(1): 242–269. DOI 10.11606/issn.2176-8099.pcso.2017.114973. Acessar

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