Atlas da História

Batalha de Avarair (451): a revolta armênia contra a imposição do masdeísmo, segundo Elishe

primavera de 451 (sábado, 26 de Mareri no calendário armênio, que o editor Langlois converte em 2 de junho; o Wikidata dá 26 de maio) · Anatólia e Cáucaso

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Na primavera de 451, no campo de Avarair, o exército armênio comandado por Vardan Mamikonian enfrentou as tropas persas sassânidas depois que o governo de Mihr-Nerseh, em nome do rei, mandou os armênios adotarem o masdeísmo. Segundo o cronista Elishe, que diz ter presenciado os fatos, Vardan e seus companheiros morreram em combate, e a Igreja armênia os trata como mártires. A data exata diverge entre as fontes lidas.

As medidas antes do édito

Elishe descreve cinco expedientes anteriores ao édito. Um enviado do rei chegou à Armênia em tom brando para contar todos os bens e, assim, reduzir tributos e cavalaria; o resultado, segundo ele, foi taxar a liberdade da Igreja e os monges, aumentar os tributos e semear divisão entre os príncipes. O intendente do país, visto como pai pelos cristãos, foi acusado e destituído, e no lugar entraram um governador persa e um chefe dos magos como juiz. Para Elishe, ninguém atacava a Igreja abertamente, por isso não houve oposição até então. (Élisée (Elishe))

O édito e a resposta dos bispos

O édito começa com Mihr-Nerseh como governador supremo do Irã e do Aniran, dirigindo-se aos habitantes da Grande Armênia. Segundo Elishe, expõe o mito de Zurvan, afirma que quem não segue o masdeísmo é enganado pelos dev de Ahriman e termina com duas alternativas: refutar o édito ou comparecer à Porta. A resposta é feita por um grupo de bispos, com Joseph, bispo de Ararat (para Langlois, o católico da Armênia), à frente, em nome de todos os fiéis. Eles recordam um mago que teria se convertido e sido apedrejado por ordem do rei Ormisdas, definem a fé cristã como universal e afirmam que, se Cristo se submeteu à morte por eles, também escolhem morrer por seu amor. (Élisée (Elishe))

O combate e as listas de mortos

Elishe narra que, na planície, o exército armênio cruzou o rio a cavalo e que Vardan, vendo a ala esquerda em desordem, lançou-se contra a direita persa até os elefantes. O general persa Mushkan Niusalavurd reagrupou os seus e reservou os elefantes, e Vardan morreu no choque seguinte; os sobreviventes armênios se dispersaram por lugares de difícil acesso. O cronista lista 287 'heróis' com seus homens e mais 840 mortos de casas reais e príncipes, e diz que do lado persa caíram 3.544. Esses números são dele, e a soma final impressa na tradução está ilegível. O editor anota que Lazar de Pharbe acrescenta a ferida de Mushkan, que Elishe não menciona. (Élisée (Elishe); Lazare de Pharbe (Ghazar Parpetsi))

Fontes

  1. Élisée (Elishe), Histoire de Vartan et de la guerre des Arméniens, in Victor Langlois (ed.), Collection des historiens anciens et modernes de l'Arménie, t. II. Paris: Firmin Didot Frères, 1869 (tradução francesa; domínio público). https://archive.org/download/collectiondeshi02langgoog/collectiondeshi02langgoog_djvu.txt (texto bruto lido em 30/10/2026) Acessar
  2. Lazare de Pharbe (Ghazar Parpetsi), Histoire d'Arménie, in Victor Langlois (ed.), Collection des historiens anciens et modernes de l'Arménie, t. II. Paris: Firmin Didot Frères, 1869. Mesmo arquivo: https://archive.org/download/collectiondeshi02langgoog/collectiondeshi02langgoog_djvu.txt (apenas as notas do editor e o relato da batalha foram consultados) Acessar

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