Atlas da História

Criação do alfabeto armênio por Mashtots (tradicionalmente 405) e início da tradução da Bíblia em Samósata

405 d.C., data tradicional dada pelo site Krapar e pelo Wikidata (Q11932, que a registra com precisão de década); Koriun, o biógrafo e discípulo de Mashtots, não dá ano, só o 'quinto ano do reinado de Vramshapuh'. O registro começa em c. 405 · Anatólia e Cáucaso

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Segundo Koriun, discípulo e biógrafo de Mashtots, o rei Vramshapuh, o catolicós Sahak e Mashtots obtiveram letras armênias de um bispo sírio chamado Daniel, mas as acharam insuficientes para as sílabas do armênio. Mashtots foi com discípulos a Edessa e Amida e, em Samósata, trabalhou com um escriba grego chamado Ropanos nas formas das letras; ali começou a traduzir a Bíblia, pelos Provérbios de Salomão. O site Krapar dá 405 como data da criação do alfabeto, de 36 letras.

O relato de Koriun: as letras de Daniel

Koriun conta que, depois de muitos dias de busca, Mashtots procurou o catolicós Sahak, que compartilhava a preocupação, e juntos reuniram um conselho de monges para conseguir letras para a nação armênia. O rei Vramshapuh falou de um bispo sírio, Daniel, que 'por acaso' possuía letras de um alfabeto armênio; um sacerdote, Habel, obteve-as e as enviou ao rei. Mashtots ensinou com elas por dois anos, mas, ao perceber que as letras não davam conta de todas as sílabas do armênio, procurou um novo caminho. (Koriun (Koriwn). Patmutiwn varuc ew mahuan aṙn eranelwoy srboyn Mashtoci vardapeti meroy t'argmanchi / History of the Life and Death of our Venerable and Blessed Vardapet Mashtots)

Edessa, Amida e Samósata

Segundo Koriun, Mashtots partiu com um grupo de jovens à região de Aram, às cidades sírias de Edessa e Amida, e apresentou-se aos bispos Babilas e Akakios, dividindo os discípulos entre a escola síria de Edessa e a escola grega de Samósata. Depois de desenhar as letras, nomeá-las e ordená-las em sílabas, foi a Samósata, onde um escriba grego, Ropanos, ajudou a fixar as formas finas e grossas, longas e curtas, simples e ditongos. Com dois discípulos, Hovhan e Hovsep, começou a tradução da Bíblia pelos Provérbios de Salomão, e passou a formar escribas para a tarefa. (Koriun (Koriwn). Patmutiwn varuc ew mahuan aṙn eranelwoy srboyn Mashtoci vardapeti meroy t'argmanchi / History of the Life and Death of our Venerable and Blessed Vardapet Mashtots)

As 36 letras e a Bíblia armênia

O site Krapar diz que Mashtots foi à Síria com discípulos, onde encontrou religiosos e estudiosos da escola síria de Edessa e da escola grega de Samósata, e voltou à Armênia com 36 letras, a que se acrescentaram, no fim do século XI ou no XII, as letras օ e ֆ. A mesma página afirma que a Bíblia armênia foi traduzida primeiro do siríaco e depois retraduzida do grego, e que por isso contém elementos da primeira tradução. ("Armenian Alphabet". Krapar (krapar.org))

Fontes

  1. Koriun (Koriwn). Patmutiwn varuc ew mahuan aṙn eranelwoy srboyn Mashtoci vardapeti meroy t'argmanchi / History of the Life and Death of our Venerable and Blessed Vardapet Mashtots, caps. 6–8 (§ 6:1–8:5). Edição bilíngue armênio–inglês em 12 Armenian Historians, Armenian Cathedral. https://12historians.armeniancathedral.org/book/t01Kor1_6.htm (e t01Kor1_7.htm, t01Kor1_8.htm). A página lida não informa o tradutor inglês. Lido em texto bruto em 30/10/2026. Acessar
  2. "Armenian Alphabet". Krapar (krapar.org), página sem autor identificado no texto lido. https://www.krapar.org/alphabet.html . Consultado em 30/10/2026. Lido em texto bruto. Acessar

Na mesma região