Batalha do rio Hong (c. 637 a.C.), entre o duque Xiang de Song e Chu, segundo o Zuozhuan
primeiro dia do 11º mês (dia jisi) do 22º ano do duque Xi de Lu, que as tabelas de Legge convertem em c. 637 a.C. · Leste Asiático
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Segundo o Zuozhuan, no 11º mês de Xi 22 o duque Xiang de Song enfrentou no rio Hong o exército de Chu, que invadira Song para socorrer Zheng. Seu ministro da Guerra lhe pediu duas vezes que atacasse, primeiro antes de os de Chu terminarem de atravessar, depois antes de se formarem, e o duque recusou, por entender que o homem superior não fere duas vezes nem ataca tropa não formada. Song foi derrotada, o duque ferido na coxa e os guardas de seu séquito mortos; o Chunqiu diz só que o exército de Song foi 'vergonhosamente derrotado'.
Zheng, Chu e Song no 22º ano de Xi
O Chunqiu registra, no verão de Xi 22, que os senhores de Song, Wei, Xu e Teng invadiram Zheng. Pelo Zuozhuan, o conde de Zheng fora a Chu no terceiro mês, e no verão o duque de Song invadiu Zheng; um ministro avisou que a expedição traria a calamidade. Legge acrescenta que a prisão do duque de Song por Chu no ano anterior não o ensinara a não se medir com Chu. No inverno, diz o Zuozhuan, um exército de Chu invadiu Song para socorrer Zheng. O ministro da Guerra aconselhou o duque a não fazê-lo, pois 'o Céu há muito abandonou a casa de Shang'; o duque não ouviu. (Legge)
O dia do Hong: duas recusas
Segundo o Zuozhuan, no 11º mês, no primeiro dia, o exército de Song estava formado antes de os de Chu terminarem de atravessar o rio. O ministro da Guerra disse: eles são muitos e nós poucos, ataquemos antes que terminem. O duque recusou. Depois que atravessaram e ainda não estavam formados, o ministro pediu de novo, e o duque esperou que se alinhassem. O exército de Song foi derrotado. O duque foi ferido na coxa e os guardas do portão do palácio que o seguiam morreram. O povo de Song culpou o duque, e ele respondeu que o homem superior não fere de novo, não prende o de cabelo grisalho e não ataca em desfiladeiro. Não há número de mortos no texto lido. (Legge)
O argumento do ministro da Guerra
A réplica do ministro, no Zuozhuan lido por Legge, vai ponto a ponto. Se o inimigo é forte e está em desfiladeiro ou desordenado, é o Céu que nos ajuda, e atacar com tambores é o certo. Os fortes de agora são nossos adversários, e mesmo os velhos devem ser tomados, se possível. Ensina-se a vergonha para que se mate o inimigo, e se há receio de ferir duas vezes é melhor não ferir. As armas cortantes servem contra quem está preso em desfiladeiro, e os tambores servem para levantar o ânimo e se tocam quando o barulho do inimigo é maior e a tropa dele em desordem. (Legge)
Depois: as esposas do conde de Zheng e o rei de Chu
O Zuozhuan anexa uma cena que vem a seguir. Duas mulheres de Zheng, Mi e Jiang, esposas do conde Wen, foram felicitar o visconde de Chu e festejar seu exército no pântano de Ko, onde ele mandou o mestre da banda mostrar-lhes os cativos e as orelhas dos mortos. O 'homem superior' do texto declara isso contrário ao rito: a mulher não sai do portão ao receber convidado, e a guerra não é assunto de mulheres. O visconde entrou na cidade, foi festejado com nove taças, e à noite saiu, com Mi a acompanhá-lo até o exército, levando consigo as duas filhas do conde. Shuzhan prevê que o rei de Chu não morrerá de morte natural, por ter quebrado a separação dos sexos. (Legge)
Fontes
- Legge, James (trad.). The Chinese Classics, vol. 5, parte 1: The Ch'un Ts'ew with the Tso Chuen (duques Yin, Hwan, Chwang, Min, He, Wan, Seuen e Ching). Hong Kong: Lane, Crawford & Co.; Londres: Trübner & Co., 1872. Texto do OCR do Internet Archive (identificador chineseclassics51legg), https://archive.org/download/chineseclassics51legg/chineseclassics51legg_djvu.txt (baixado e lido em 30/10/2026; OCR com muitos erros, em especial nos trechos em chinês). Acessar
Na mesma região
- Batalha de Chengpu (632 a.C.), entre Jin e Chu, segundo o Zuozhuan quarto mês do 28º ano do duque Xi de Lu (dia jisi), 632 a.C. no Wikidata e 631 a.C. nas tabelas de Legge
- Expedição de Qi e aliados contra Cai e Chu e pacto de Shaoling (655 a.C., tradicional) do primeiro mês ao verão do 4º ano do duque Xi de Lu, que o comentarista chinês lido e Legge convertem em 655 a.C.
- Reunião de Juan (679 a.C., tradicional), em que o Zuozhuan diz que Qi 'começou a ser hegemônico' primavera do 15º ano do duque Zhuang de Lu, que o comentarista chinês lido converte em 679 a.C.
- Guan Zhong (Guan Yiwu), ministro do Estado de Qi sob o duque Huan, m. c. 645 a.C. c. 685–645 a.C. como ministro de Qi: do início do reinado do duque Huan (685 a.C. na cronologia convencional) até a morte de Guan Zhong, no 41.º ano desse reinado, que o Wikidata dá como 645 a.C.; em ano astronômico, c. −684 a −644. O Shiji só conta anos de reinado: a conversão para o calendário a.C. não foi conferida em tabela cronológica. O Wikidata dá nascimento em c. 720 a.C., que nenhuma fonte lida confirma
- Chunqiu, a crônica do Estado de Lu que começa no primeiro ano do duque Yin (722 a.C.): o registro em notas curtas e a questão do que se escrevia a partir de 722 a.C. (1º ano do duque Yin de Lu, primeiro ano coberto pela crônica); a data de redação não consta dos textos lidos
- Confúcio (Kong Qiu, Kongzi) tradicionalmente 551–479 a.C. (551 pelo Comentário Gongyang; Shiji 47: 22º ano do duque Xiang de Lu até o 16º do duque Ai)