Atlas da História

Guan Zhong (Guan Yiwu), ministro do Estado de Qi sob o duque Huan, m. c. 645 a.C.

c. 685–645 a.C. como ministro de Qi: do início do reinado do duque Huan (685 a.C. na cronologia convencional) até a morte de Guan Zhong, no 41.º ano desse reinado, que o Wikidata dá como 645 a.C.; em ano astronômico, c. −684 a −644. O Shiji só conta anos de reinado: a conversão para o calendário a.C. não foi conferida em tabela cronológica. O Wikidata dá nascimento em c. 720 a.C., que nenhuma fonte lida confirma · Leste Asiático

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo o historiador Sima Qian (Shiji, cap. 62), Guan Zhong, de nome Yiwu, serviu primeiro o príncipe Jiu e foi preso depois que o rival deste, o príncipe Xiaobai, subiu ao trono de Qi como duque Huan; o amigo Bao Shu o recomendou ao duque, que lhe deu o governo do Estado. Sima Qian lhe atribui a política de enriquecer Qi, situado no litoral, pelo comércio e pelo acúmulo de bens, o que teria feito o duque se tornar hegemon e reunir os senhores em assembleias. O Shiji (cap. 32) diz que ele morreu no 41.º ano do reinado de Huan, e que o duque ignorou seu conselho sobre quem não nomear em seguida.

Do cativeiro ao governo de Qi

Segundo o Shiji (caps. 62 e 32), quando o duque Xiang de Qi foi morto e seu sucessor Wuzhi também, Guan Zhong e Zhao Hu acompanhavam o príncipe Jiu em Lu, e Bao Shuya acompanhava o príncipe Xiaobai em Ju. Xiaobai chegou antes a Qi e foi posto no trono como duque Huan; Lu foi derrotada em Ganshi e, por pressão de Qi, matou Jiu. Zhao Hu se matou e Guan Zhong pediu a prisão. Bao Shuya disse ao duque que, para governar só Qi, bastariam ele e Gao Xi, mas que quem quisesse a hegemonia precisava de Guan Yiwu. O duque fingiu querer vingança, soltou Guan Zhong em Tangfu e, depois de ele se purificar, deu-lhe cargo e o governo. Sima Qian conta que Bao Shu passou a se colocar abaixo dele. (Sima Qian)

O que o Shiji atribui a ele no governo

No cap. 32, o duque Huan, "tendo obtido Guan Zhong", reformou o governo de Qi com Bao Shu, Xi Peng e Gao Xi: ligaram as tropas de cinco famílias (a expressão do original, 連五家之兵, tem sentido a conferir), estabeleceram o qingzhong ("leve e pesado") e os ganhos do peixe e do sal, ajudaram os pobres e pagaram os capazes, e o povo de Qi aprovou. O cap. 62 diz que Guan Zhong, por Qi ser pequeno e à beira-mar, facilitou o comércio e o acúmulo de bens e assim enriqueceu o país e fortaleceu o exército, citando como dele ditos como "quando os celeiros estão cheios, sabe-se de ritos". Diz ainda que ele "prezava o leve e o pesado e cuidava da balança". Sima Qian afirma que ele sabia "transformar a desgraça em felicidade". (Sima Qian)

Guerra e diplomacia com os vizinhos

O Shiji (cap. 32) coloca Guan Zhong em episódios de política externa do duque Huan. No 30.º ano de reinado, após atacar Cai, o exército de Qi avançou sobre Chu; Guan Zhong justificou a campanha dizendo que Chu não enviava o tributo de feixes de junco (包茅) que faltava ao sacrifício do rei Zhou e que o rei Zhao não voltara de uma expedição ao sul. O rei de Chu admitiu a falta do tributo, e a campanha acabou em aliança com o enviado Qu Wan, em Zhaoling. No 35.º ano, numa reunião em Kuiqiu, Guan Zhong disse ao duque que não aceitasse a dispensa de reverência ao receber presentes do enviado de Zhou, e o duque se curvou. No 38.º ano, enviado a Zhou para pacificar os rong, recusou o rito de ministro superior e aceitou o de ministro inferior. (Sima Qian)

A morte e o conselho ignorado

O Shiji (cap. 32) registra que, no 41.º ano do reinado de Huan, Guan Zhong e Xi Peng morreram. Doente, Guan Zhong foi perguntado pelo duque sobre quem poderia ser ministro e respondeu que ninguém conhece os ministros melhor que o senhor. Ao ser sondado sobre Yi Ya, Kai Fang e Shu Diao, rejeitou os três por atos que, no seu entender, contrariavam o sentimento humano (matar o filho, abandonar os pais, castrar-se para servir). Depois da sua morte, o duque não seguiu o conselho e aproximou os três, que passaram a mandar. O mesmo capítulo conta que, quando Huan morreu, no 43.º ano, seus filhos disputaram o trono e o corpo ficou 67 dias sem ser encerrado no caixão. (Sima Qian)

Fontes

  1. Sima Qian, Shiji, cap. 62, "Guan Yan liezhuan" (管晏列傳) e cap. 32, "Qi Taigong shijia" (齊太公世家). Texto baixado de https://zh.wikisource.org/wiki/史記/卷062 e https://zh.wikisource.org/wiki/史記/卷032 em 30/10/2026; é transcrição digital, não comparada com edição crítica impressa. Acessar
  2. Mengzi (Mêncio), livro 2A "Gongsun Chou shang" (公孫丑上), cap. 1. Texto baixado de https://zh.wikisource.org/wiki/孟子/公孫丑上 em 30/10/2026; transcrição digital, não comparada com edição crítica. Acessar

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