Batalha do vale do Tollense, no norte da Alemanha (c. 1300–1250 a.C.)
c. 1300–1250 a.C. (faixa dada pela datação por AMS de ossos e hastes de flechas; segundo Lidke e Lorenz, tudo indica um só conflito, na primeira metade do séc. XIII a.C., e não se sabe em que ano) · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
No vale do rio Tollense (Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental), arqueólogos acharam, desde 1996, restos de uma batalha de c. 1300–1250 a.C.: ossos de mais de 130 indivíduos, provavelmente todos homens, com marcas de ferimentos de flechas, armas cortantes e clavas, além de pontas de flecha de bronze e sílex, lanças, uma espada e clavas de madeira. Segundo Lidke e Lorenz (2019), o conjunto aponta um conflito com ao menos centenas, talvez milhares de participantes, escala inesperada para a Idade do Bronze europeia, e os participantes não eram só da população local.
O achado e a pesquisa
Segundo Lidke e Lorenz, achados casuais de um arqueólogo amador na margem do rio, em 1996, entre eles um úmero com ponta de flecha de sílex cravada e uma clava de madeira, levaram a escavação de teste no mesmo ano; havia uma camada de ossos desarticulados, quase todos humanos e alguns de cavalo, sem estruturas nem bens funerários, o que descarta um cemitério, e um crânio com fratura por afundamento. A pesquisa multidisciplinar intensiva começa em 2009. Os achados se espalham por mais de 3 km do rio, entre Weltzin 13–Kessin 12, ao sul, e Weltzin 20, ao norte. (Lidke e Lorenz 2019)
Quantos morreram: a faixa das fontes
O artigo diz que há restos de mais de 130 indivíduos, provavelmente todos homens, e, na seção sobre os ossos, que mais de 140 indivíduos podem ser reconstruídos, a maioria homens jovens adultos; dos mais de 12.000 restos esqueléticos conhecidos, a maioria vem de Weltzin 20, onde há mais de 10.000 restos em cerca de 460 m² escavados até 2015. Os autores calculam que a conta dos mortos do vale implica "ao menos centenas" de participantes e afirmam que o confronto teve ao menos centenas, possivelmente milhares, de combatentes. A cifra é uma estimativa por reconstrução de indivíduos, não uma contagem de baixas, e o texto não dá o número de sobreviventes. (Lidke e Lorenz 2019)
As lesões e a origem dos combatentes
Segundo Lidke e Lorenz, muitos ossos têm lesões perimortais, em sua maioria por golpes cortantes, entre elas ferimentos de flecha e cortes e perfurações talvez de espadas, facas ou lanças; as lesões por golpes contundentes, de clavas, são menos numerosas. Há também lesões já cicatrizadas, algumas de uso de armas, o que indica que alguns homens já tinham passado por violência antes. Análises de DNA antigo e de isótopos (estrôncio, carbono, nitrogênio) apontam um grupo heterogêneo e, segundo eles, não só local. O artigo não diz de onde vinham os dois lados, nem quem eram. (Lidke e Lorenz 2019)
O rio e a paisagem
O artigo reconstrói o vale na Idade do Bronze como um brejo sem árvores nem arbustos, de juncos e carriços, com um rio Tollense raso e largo que serpenteava perto do leito atual; o curso exato não se reconstrói, mas os depósitos fluviais mostram um corredor estreito. No sítio Weltzin 32, a camada de achados fica de 2 a 3 m abaixo da superfície, em sedimentos fluviais, e foi acompanhada por mergulho em mais de 60 m da margem oeste; em Weltzin 20, fica a 0,8–1,7 m, sobre um leque aluvial. (Lidke e Lorenz 2019)
Fontes
- Lidke, G.; Lorenz, S. (2019). The Bronze Age battlefield in the Tollense Valley – conflict archaeology and Holocene landscape reconstruction. DEUQUA Special Publications 2: 69–75, publicado em 15/08/2019. https://doi.org/10.5194/deuquasp-2-69-2019 (baixado e lido em texto bruto em 30/10/2026). Acessar
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