Moça de Egtved (Egtvedpigen), jovem de 16 a 18 anos sepultada vestida num caixão de carvalho na Jutlândia, c. 1370 a.C., e o debate sobre a origem dela
Sepultamento c. 1370 a.C., segundo Thomsen e Andreasen (2019); Panagiotakopulu e colegas (2018) escrevem c. 1390–1370 a.C. para o enterro de Egtved; Frei e colegas (2015) dizem que a dendrocronologia a coloca há cerca de 3.400 anos. Data de nascimento desconhecida; o ano do registro é o do enterro · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Segundo Frei e colegas (2015), a moça de Egtved era uma jovem de 16 a 18 anos, encontrada em 1921 perto da aldeia de Egtved, na Dinamarca, vestida e deitada num caixão de carvalho sob um túmulo monumental que a dendrocronologia data de cerca de 3.400 anos atrás; Thomsen e Andreasen (2019) escrevem que ela foi sepultada em 1370 a.C. Frei e colegas leram nos isótopos de estrôncio do cabelo, do esmalte e da lã uma origem fora da Dinamarca, talvez a Floresta Negra, mas Thomsen e Andreasen mostram que valores iguais podem vir de água e solo a até 10 km do túmulo.
O achado de 1921 e o caixão de carvalho
Segundo Frei e colegas (2015), as escavações de 1921 perto da aldeia de Egtved revelaram os restos parcialmente conservados de uma mulher de alto status, vestida, com cerca de 16 a 18 anos. Cabelo, esmalte dentário, unhas e partes do cérebro e da pele sobreviveram, mas nenhum osso, provavelmente dissolvido no ambiente ácido e alagado dentro do caixão de carvalho. Perto da cabeça havia um pequeno recipiente com ossos cremados de uma criança de 5 a 6 anos. O túmulo pertence a um grupo de enterros em caixão de carvalho sob grandes montes, datados de 1500 a 1100 a.C., e a dendrocronologia a coloca há cerca de 3.400 anos. (Frei et al. 2015)
Roupa, lã e um disco de bronze
A roupa descrita por Frei e colegas (2015) tem uma saia curta de cordões, uma blusa curta e uma placa de cinto de bronze em forma de disco, que simboliza o sol e que a literatura que eles citam liga a uma sacerdotisa do culto solar nórdico. As medidas das fibras de lã indicam, para os autores, seleção e processamento extensos, sinal de têxteis de alta qualidade. Panagiotakopulu e colegas (2018) registram, de passagem, que uma única flor de mil-folhas foi achada no enterro de Egtved, de c. 1390–1370 a.C. (Frei et al. 2015; Panagiotakopulu et al. 2018)
A leitura de 2015: uma jovem em movimento
Frei e colegas (2015) obtêm no esmalte do primeiro molar o valor 0,71187 de 87Sr/86Sr, acima da faixa de 0,708 a 0,711 que adotam para a Dinamarca. O cabelo, dividido em quatro segmentos que cobrem ao menos 23 meses, mostra valores altos nos segmentos mais antigo e mais recente e valores baixos nos dois do meio, o que eles leem como idas e vindas entre um lugar fora da Dinamarca e uma área de estrôncio menos radiogênico, como o norte da Alemanha e a Dinamarca. O DNA humano do cabelo era mínimo e não serviu para analisar a ascendência. (Frei et al. 2015)
A revisão de 2019: a cal muda o mapa
Thomsen e Andreasen (2019) refazem a referência com água de superfície sem cal agrícola. Com ela, a variação da moça cabe na paisagem do próprio túmulo: o planalto ao sul e a oeste do vale de Vejle tem valores altos, e as fontes do vale, que correm a cerca de 1 km do monte, têm valores baixos. Eles escrevem que é muito provável que os têxteis e as peles do caixão também sejam locais, embora dois pedaços de lã fiquem um pouco acima do máximo medido, e chamam a leitura sazonal de potencialmente mais intrigante que a de 2015. O debate segue aberto. (Thomsen e Andreasen 2019; Frei et al. 2015)
Fontes
- Frei, Karin Margarita; Mannering, Ulla; Kristiansen, Kristian; Allentoft, Morten E.; Wilson, Andrew S.; Skals, Irene; Tridico, Silvana; Nosch, Marie Louise; Willerslev, Eske; Clarke, Leon; Frei, Robert (2015). "Tracing the dynamic life story of a Bronze Age Female". Scientific Reports 5: 10431, publicado em 21 maio 2015. DOI 10.1038/srep10431. https://www.nature.com/articles/srep10431 (HTML baixado e lido em texto bruto em 30/10/2026). Acessar
- Thomsen, Erik; Andreasen, Rasmus (2019). "Agricultural lime disturbs natural strontium isotope variations: Implications for provenance and migration studies". Science Advances 5(3): eaav8083, publicado em 13 mar. 2019. DOI 10.1126/sciadv.aav8083. Texto integral via Europe PMC (PMC6415960), lido em 30/10/2026. Acessar
- Panagiotakopulu, Eva; Buckland, Paul C.; Wickler, Stephen (2018). "Is there anybody in there? Entomological evidence from a boat burial at Øksnes in Vesterålen, northern Norway". PLOS ONE 13(7): e0200545, publicado em 27 jul. 2018. DOI 10.1371/journal.pone.0200545. Texto integral via Europe PMC (PMC6063414), lido em 30/10/2026. Acessar
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