Mulher de Skrydstrup (Skrydstruppigen), jovem de 17 a 18 anos sepultada com cabelo penteado, anéis de ouro e pente de chifre na Jutlândia do Sul, no período III do Bronze nórdico (1300–1100 a.C.)
Período III da Idade do Bronze nórdica, 1300–1100 a.C., segundo Frei e colegas (2017), por radiocarbono do cabelo (3009 ± 27 BP, AAR-25433) e da lã (2900 ± 80 BP); a tipologia tradicional a punha no período II (1500–1300 a.C.). O ano exato da morte é desconhecido · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Segundo Frei e colegas (2017), a mulher de Skrydstrup foi achada em 1935 num túmulo do sul da Dinamarca e morreu aos 17–18 anos, com mais de 3.000 anos de idade hoje; o radiocarbono do cabelo e da lã a põe no período III do Bronze nórdico (1300–1100 a.C.). O estrôncio do esmalte e do cabelo indica, para os autores, que ela se mudou de fora da Dinamarca para a área de Skrydstrup 47 a 42 meses antes de morrer, aos 13–14 anos. Thomsen e Andreasen (2019) reavaliam o caso e dizem que os mesmos valores podem ser locais.
O túmulo de 1935 e o que se conservou
Segundo Frei e colegas (2017), a mulher de Skrydstrup foi exumada em 1935 de um monte de turfa no sul da Dinamarca, parte de um grupo de oito montes; era o enterro primário do monte. Dos tecidos moles sobreviveu o cabelo, com mais de 60 cm e preso num penteado muito complexo e raro na região, e boa parte do esqueleto, com dentes bem conservados. Como em outros caixões de carvalho, repousava sobre uma pele de boi. Foi conservada com glicerina, que deixou um revestimento escuro ainda visível, e o DNA antigo não se preservou no ambiente ácido. (Frei et al. 2017)
Roupa, anéis e pente
Frei e colegas (2017) descrevem uma blusa de lã de mangas curtas, com bordado nas mangas e no decote, e uma grande peça quadrada de lã, franzida no alto por um cinto, que a cobria da cintura aos tornozelos. Tinha também um gorro de lã, um pente de chifre preso ao cinto e um jogo grande de anéis espirais de ouro perto das orelhas. Os autores notam que os anéis de ouro podem indicar uma data mais tardia dentro do período III e que os bens do túmulo não apontam, por si, uma origem de fora. (Frei et al. 2017)
Como ela foi datada
Uma análise antiga de radiocarbono em lã sem tratamento, de 1983, deu 2900 ± 80 BP e levou o enterro ao período III do Bronze nórdico, 1300–1100 a.C. O túmulo tinha sido datado, por tipologia, no período II (1500–1300 a.C.), mas, segundo Frei e colegas (2017), é difícil de datar pelo arqueológico, por falta de marcadores típicos. Eles fizeram uma nova análise AMS no cabelo, 3009 ± 27 BP, e chegaram ao mesmo período. Escrevem que a lã deve ser mais velha que a mulher, porque podia ser tosquiada anos antes de ser fiada e tecida. (Frei et al. 2017)
Quatro anos em Skrydstrup, segundo o cabelo
Com tomografia, antropologia física e estrôncio em segmentos do cabelo, Frei e colegas (2017) estimam que ela morreu com 17–18 anos e que se mudou para a área de Skrydstrup 47 a 42 meses antes, aos 13–14 anos. Os isótopos de carbono e de nitrogênio do cabelo indicam dieta terrestre, com sinal de variação sazonal. Em 2019, Thomsen e Andreasen reavaliaram o caso com um mapa feito com água sem cal agrícola e concluíram que os valores de estrôncio das duas mulheres, de Skrydstrup e de Egtved, poderiam ter sido obtidos perto dos túmulos. (Frei et al. 2017; Thomsen e Andreasen 2019)
Fontes
- Frei, Karin Margarita; Villa, Chiara; Jørkov, Marie Louise; Allentoft, Morten E.; Kaul, Flemming; Ethelberg, Per; Reiter, Samantha S.; Wilson, Andrew S.; Taube, Michelle; Olsen, Jesper; Lynnerup, Niels; Willerslev, Eske; Kristiansen, Kristian; Frei, Robert (2017). "A matter of months: High precision migration chronology of a Bronze Age female". PLOS ONE 12(6): e0178834, publicado em 5 jun. 2017. DOI 10.1371/journal.pone.0178834. Texto integral via Europe PMC (PMC5459461), lido em 30/10/2026. Acessar
- Thomsen, Erik; Andreasen, Rasmus (2019). "Agricultural lime disturbs natural strontium isotope variations: Implications for provenance and migration studies". Science Advances 5(3): eaav8083, publicado em 13 mar. 2019. DOI 10.1126/sciadv.aav8083. Texto integral via Europe PMC (PMC6415960), lido em 30/10/2026. Acessar
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