Complexo das espadas em língua de carpa (Bronze Final atlântico): do tipo Huelva, achado em rios, ao tipo Nantes, em depósitos em terra, na segunda metade do séc. X ou início do IX a.C.
segunda metade do séc. X ou início do séc. IX cal a.C. para a sucessão do tipo Huelva ao tipo Nantes (Brandherm e Moskal-del Hoyo 2010, citando Needham et al. 1997 e Brandherm 2007); o tipo Huelva em si pode ser anterior · Europa Ocidental e do Norte, Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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As espadas em língua de carpa estão entre os principais fósseis-guia do Bronze Final atlântico, com achados entre Portugal e Polônia e entre a Sicília e as Ilhas Britânicas. Brandherm e Moskal-del Hoyo distinguem os tipos Huelva, Nantes e Monte Sa Idda e situam a sucessão do primeiro ao segundo na segunda metade do séc. X ou no início do IX cal a.C. As do tipo Huelva vêm sobretudo de ambientes aquáticos e as do tipo Nantes, de depósitos em terra, o chamado complexo da língua de carpa.
Três tipos pela forma do cabo
Brandherm e Moskal-del Hoyo classificam as espadas pela forma do cabo, em três tipos principais: Huelva (nome do depósito da ria), Nantes e Monte Sa Idda. O tipo Nantes tem quatro variantes (Amboise, Challans, Safara e Vénat) e sua área de origem deve estar, quase com certeza, no norte da França ou no sudeste da Inglaterra. A origem do tipo Huelva é difícil de fixar: tudo indica o sul da Península Ibérica, mas os autores não excluem o norte dos Pireneus nem a Sardenha, onde já existem lâminas com fios retos e nervura central antes do nascimento do tipo Huelva. (Brandherm e Moskal-del Hoyo 2010)
Dois padrões de liga, dois mundos metalúrgicos
A análise das composições mostra que os dois tipos principais diferem no teor de chumbo. Segundo os autores, o tipo Huelva usa o bronze binário, mais frequente no âmbito mediterrâneo, e o tipo Nantes reflete o bronze ternário, característico da França atlântica e da Inglaterra. As espadas se inscrevem, assim, no padrão metalúrgico de cada região, e a composição ajuda a atribuir fragmentos indeterminados a um tipo ou outro. (Brandherm e Moskal-del Hoyo 2010)
Onde foram deixadas e como se datam
A maioria das espadas do tipo Huelva provém de ambiente aquático; na Península Ibérica só dois depósitos em terra são conhecidos, Cangas de Morrazo (Pontevedra) e Puertollano (Ciudad Real). A maior parte das do tipo Nantes vem de depósitos em terra, e os autores tabularam 44 conjuntos. Nenhum conjunto fechado com essas espadas tem datação radiométrica; as datas dos astiles dragados na ria de Huelva e as da fase britânica Ewart Park são consistentes com a sucessão do tipo Huelva ao Nantes na segunda metade do séc. X ou no início do IX cal a.C. O depósito de Vénat, antes tido como o mais recente (fim do séc. VIII ou início do VII a.C.), admite hoje data anterior com a mudança na cronologia absoluta do Hallstatt C. (Brandherm e Moskal-del Hoyo 2010)
Fontes
- Brandherm, D.; Moskal-del Hoyo, M. (2010). Las espadas en lengua de carpa - aspectos morfológicos, metalúrgicos y culturales. Trabajos de Prehistoria 67(2), p. 431–456. DOI 10.3989/tp.2010.10049. https://tp.revistas.csic.es/index.php/tp/article/download/338/339/343 (baixado e lido em texto bruto em 29/10/2026). Acessar
- Fernández Rodríguez, J. M. (2014). Los depósitos de la ría de Huelva: en busca del barco perdido. Onoba. Revista de Arqueología y Antigüedad 2, p. 3–26 (publicado em 20/05/2014). ISSN 2340-3047. https://ariasmontano.uhu.es/bitstreams/0041ce11-9c08-4dc9-abdb-9d983bc70dc4/download (baixado e lido em texto bruto em 29/10/2026). Acessar
Na mesma região
- Prigglitz-Gasteil: mina de cobre a céu aberto e cadeia de beneficiamento, fundição e refino nos Alpes orientais (séc. XI–IX a.C.; oficinas do terraço 4 no séc. X a.C.) Sítio todo: c. 1050–780 a.C. (Bronze Final, fase final do Campo de Urnas); terraço 4, segundo a modelagem bayesiana de Heiss e colegas: início em c. 920 a.C. (946–906 a.C., 1σ) e fim em c. 895 a.C. (910–851 a.C., 1σ)
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- Cobre com antimônio e bronze com chumbo: os isótopos de chumbo e as impurezas de mais de 200 objetos mostram de onde vinha o metal do Bronze Final nos Países Baixos (c. 1000–800 a.C.) Bronze Final, c. 1100–800 a.C. segundo Merkel e colegas; o texto fala em 1000–800 a.C. para o uso de metal do vale do Inn e em c. 1020–800 a.C. para a fase Ewart da Grã-Bretanha
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- Bronze nórdico: o início do período V por volta de 820 a.C. e os depósitos de metal quebrado em água e em terra seca c. 820 a.C. (cal.) para o início do período V, segundo Kneisel (2013); no esquema de Baudou o período V costuma ser posto no séc. VIII a.C.