Casas mesolíticas à beira do Lago de Ancylus, em Östergötland (Suécia), de c. 7800 a.C., e a crítica ao modelo de mobilidade sazonal
c. 7800–6000 cal a.C.: a primeira fase de Kränge, com duas construções, é de 7800–7140 cal a.C. segundo Carlsson (2017); o autor diz que a ocupação seguiu quase contínua até c. 6000 cal a.C.; anos astronômicos por −(ano a.C.) + 1 · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Em Östergötland, no leste da Suécia central, escavações recentes revelaram sítios mesolíticos com vestígios de casas junto às margens do antigo Lago de Ancylus, o Báltico quando ainda era água doce. Segundo Carlsson (2017), em Kränge duas construções datam de 7800–7140 cal a.C., e as pessoas voltaram aos mesmos lugares por mais de 2000 anos, mesmo com a elevação da terra e a drenagem do lago. Ele usa isso para questionar o modelo de pequenos grupos que se moviam sazonalmente entre costa e interior.
Os sítios e seus lugares
Segundo Carlsson, vários sítios ficam a menos de 15 km uns dos outros e têm vestígios de casas, lareiras, fossas, artefatos de quartzo e sílex, ossos queimados, carvão e macrofósseis. Como não há sílex natural na região, ele diz que o sílex foi trazido, com procedência no sul e oeste da Escandinávia. Mais de 60 datas de radiocarbono cobrem de 10.400 a 5660 cal a.C. A implantação dos sítios teria ocorrido em c. 8500–7500 cal a.C., seguida de ocupação quase contínua até c. 6000 cal a.C., quando foram abandonados. Entre os três melhor conservados, Kränge fica a cerca de 64 m acima do nível do mar atual, a menos de 200 m do rio Svartån, e Trädgårdstorp ocupa mais de 110.000 m². (Carlsson 2017)
Stora Sjögestad: uma casa e 24 núcleos de quartzo
Em Stora Sjögestad, o autor descreve uma construção de 9,0 por 4,4 m, de extremidade leste arredondada, com dois postes centrais e dez buracos de parede, e uma lareira dentro. Uma casca de avelã da lareira deu 7040–6660 cal a.C., e carvão de buracos de poste deu 7330–7060 e 7310–6830 cal a.C., de modo que ele data a casa 'nos séculos ao redor de 7000 cal a.C.'. Entre os achados, cerca de 1400 artefatos líticos, em sua maioria de quartzo (94%), com microlâminas, e um depósito de 24 núcleos de microlâminas de quartzo empilhados numa fossa. Só há animais terrestres identificados, sem sinal de caça marinha nem de pesca. (Carlsson 2017)
Kränge e Trädgårdstorp
Em Kränge, oito datas mostram duas fases de uso: a primeira, de 7800 a 7140 cal a.C., com duas construções, e a segunda, de 5930 a 5660 cal a.C., mais de mil anos depois. A casa I data de 7480–7140 cal a.C. (por ossos de castor) e a casa II, de 8,0 por 3,4 m, de 7940–7600 a.C., por um osso queimado de alce. Uma fazenda do Neolítico inicial foi depois erguida no mesmo lugar. Em Trädgårdstorp, 19 amostras cobrem quase 2000 anos, de 7580 a 5720 cal a.C.; a data mais antiga é 7580–7310 cal a.C., e o escavador, segundo Carlsson, estima o lago de Ancylus a apenas 30 a 40 m da parte mais antiga do sítio. (Carlsson 2017)
Fontes
- Carlsson, Tom (2017). "Mobility Memories and Space: Mesolithic Living Close to the Ancylus Lake in Eastern Middle Sweden, 8000–6000 cal BC". Sociology and Anthropology 5(4): 332–342. DOI 10.13189/sa.2017.050407. Texto bruto lido no PDF de hrpub.org, baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. O autor está vinculado à Foundation Cultural Heritage, Suécia (cabeçalho do artigo). Acessar
- Apel, Jan; Storå, Jan (2020). "Dynamic adaptations of the Mesolithic pioneers of Gotland in the Baltic Sea". Documenta Praehistorica 47: 6–26. DOI 10.4312/dp.47.1. Texto bruto lido no PDF de revije.ff.uni-lj.si, baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Os autores são da Universidade de Estocolmo (cabeçalho do artigo). Acessar
Na mesma região
- Pontas de osso de farpas grandes do Maglemosiano tardio (Dinamarca e Escânia), c. 7700–6500 a.C.: costelas de uro e lâminas por pressão Pontas de farpas grandes datadas em 9658–8413 cal. AP (95,4%), isto é, 7708–6463 a.C. (ano astronômico −7708 a −6463), segundo Jensen et al. (2020); eles situam o reaparecimento das pontas após o hiato em c. 9650 cal. AP. O registro vai do início ao fim dessa faixa. A tradição das pontas farpadas como um todo é mais antiga (pontas de farpas finas, c. 11.200–10.100 cal. AP) e não é o tema deste registro
- Mount Sandel (Irlanda do Norte): as grandes cabanas de c. 7700 a.C. e o povoamento da Irlanda c. 7700 cal a.C. para o uso das grandes cabanas, segundo Bayliss e Woodman (2009) citados por Little e outros (2017); ano astronômico = −7700 + 1 = −7699
- Alcatrão de casca de bétula mascado em Huseby Klev (oeste da Suécia): adesivo de ferramentas e DNA de três pessoas, c. 7930–7590 a.C. Amostras de alcatrão mascado datadas em 9880–9540 cal. AP (Kashuba et al. 2019), isto é, 7930–7590 a.C. (ano astronômico −7930 a −7590); o contexto do poço fundo é datado em 10.040–9610 cal. AP. O registro vai do início ao fim da faixa das amostras
- Alinhamento de fossas de Warren Field, em Crathes (Aberdeenshire, Escócia): um possível medidor luni-solar do tempo, no início do 8º milênio a.C. Início do 8º milênio a.C. (Gaffney et al. 2013): as 12 fossas já estariam cavadas e o monumento teria a forma final "no início do 8º milênio a.C.", em torno de 8000 a.C. (ano astronômico −7999). A faixa de radiocarbono das fossas está em Murray et al. (2009), não lido, e a construção pode ter começado antes
- Blick Mead (Inglaterra): caçadores-coletores junto à nascente do Avon desde c. 8000 a.C. e o debate sobre a paisagem de Stonehenge 8000–3400 a.C. (datas 'BCE' no artigo, para a atividade humana no sítio), segundo Hudson e outros (2022); anos astronômicos por −(ano a.C.) + 1; o próprio artigo diz 'cerca de 4000 anos' de uso
- Indivíduo Hum2 de Hummervikholmen (sudoeste da Noruega): homem mesolítico de c. 7502–7325 a.C., com genoma de 4× de cobertura Restos datados em 9452–9275 cal. AP (2 sigma, probabilidade combinada das amostras de Hummervikholmen, corrigida pelo reservatório marinho), isto é, 7502–7325 a.C. (ano astronômico −7502 a −7325), segundo Günther et al. (2018). A faixa vale também para Hum1; o registro vai do início ao fim dela, e a data de nascimento é desconhecida