Atlas da História

Indivíduo Hum2 de Hummervikholmen (sudoeste da Noruega): homem mesolítico de c. 7502–7325 a.C., com genoma de 4× de cobertura

Restos datados em 9452–9275 cal. AP (2 sigma, probabilidade combinada das amostras de Hummervikholmen, corrigida pelo reservatório marinho), isto é, 7502–7325 a.C. (ano astronômico −7502 a −7325), segundo Günther et al. (2018). A faixa vale também para Hum1; o registro vai do início ao fim dela, e a data de nascimento é desconhecida · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo Günther e colegas (2018), Hum2 é um dos dois indivíduos de Hummervikholmen, no sudoeste da Noruega, sequenciados no estudo; os restos foram datados em 9452–9275 cal. AP. O genoma, de cobertura de cerca de 4×, indica um homem de ancestralidade mista, de caçadores-coletores ocidentais e orientais, com mais componente oriental do que os escandinavos do leste. Para os autores, Hum1 e Hum2 apoiam a hipótese de uma migração do nordeste ao longo da costa atlântica norueguesa.

Os dois de Hummervikholmen

Hum1 e Hum2 foram escavados no sudoeste da Noruega pelo Museu Marítimo Norueguês, segundo os agradecimentos de Günther e colegas (2018), e têm a mesma faixa de datação, de probabilidade combinada: 9452–9275 cal. AP. Hum1 tem sexo genético XX, cobertura de 0,71× e haplogrupo mitocondrial U5a1. Hum2 tem sexo genético XY, cobertura de 4,05×, cobertura mitocondrial de 432×, haplogrupo mitocondrial U5a1d e haplogrupo Y I2-M438, com contaminação estimada de 0,15% (mitocondrial), 0,63% (cromossomo X) e 0,73% (autossomos). O contexto arqueológico do sepultamento está no material suplementar, que não foi lido. (Günther et al. 2018)

Ancestralidade mista, mais oriental no oeste

Os 13 caçadores-coletores escandinavos comparados têm afinidade tanto com os ocidentais quanto com os orientais, mas os do norte e do oeste da Escandinávia, entre eles Hum1 e Hum2, têm afinidade mais forte com os orientais; os do centro e do leste são mais próximos dos ocidentais. Pelo método qpAdm, a parcela oriental foi estimada em 48,9% (± 5%) no oeste e no norte e em 37,8% (± 3,2%) no leste e no centro. Os autores notam que isso é o contrário do padrão visto no resto da Europa mesolítica, em que os ocidentais ficam a oeste e os orientais a leste. (Günther et al. 2018)

Uma rota costeira e uma técnica de pedra

O artigo liga o padrão genético a dois fluxos pós-glaciais para a Escandinávia: um do sul, a partir de cerca de 11.700 cal. AP, e outro do nordeste. Este teria seguido a costa atlântica norueguesa, e os autores sugerem que o percurso pode ter sido facilitado pela técnica de lâminas por pressão, que consideram mais especializada. Notam que os valores de carbono e nitrogênio são compatíveis com uma migração pela costa apoiada em recursos locais, mas avisam que a mobilidade é difícil de rastrear só por isótopos. Kashuba e colegas (2019) completam que, para os indivíduos de Hummervikholmen, não havia artefatos que permitissem ligá-los a uma técnica de lasca. (Günther et al. 2018; Kashuba et al. 2019)

Fontes

  1. Günther, Torsten; Malmström, Helena; Svensson, Emma; Omrak, Ayça; Sánchez-Quinto, Federico; Kılınç, Gülşah Merve; Krzewińska, Maja; Eriksson, Gunilla; Fraser, Magdalena; et al. (2018). "Population genomics of Mesolithic Scandinavia: Investigating early postglacial migration routes and high-latitude adaptation". PLOS Biology 16(1): e2003703, publicado em 9 jan. 2018. DOI 10.1371/journal.pbio.2003703. Texto integral via Europe PMC (PMC5760011), lido em texto bruto em 30/10/2026; o material suplementar (S1 Text, com o contexto arqueológico) não foi lido. Autoria ligada à Universidade de Uppsala e à de Estocolmo (Suécia). Acessar
  2. Kashuba, Natalija; Kırdök, Emrah; Damlien, Hege; Manninen, Mikael A.; Nordqvist, Bengt; Persson, Per; Götherström, Anders (2019). "Ancient DNA from mastics solidifies connection between material culture and genetics of mesolithic hunter–gatherers in Scandinavia". Communications Biology 2: 185, publicado em 15 mai. 2019. DOI 10.1038/s42003-019-0399-1. Texto integral via Europe PMC (PMC6520363), lido em texto bruto em 30/10/2026. Acessar

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