Cemitério mesolítico de Yuzhniy Oleniy Ostrov, no Lago Onega (c. 6250–6000 a.C.): 177 sepultamentos e leituras da organização social
c. 6250–6000 cal a.C. (uso do cemitério por cerca de 100–250 anos, segundo Mannermaa e outros 2021) ou cerca de 200 anos em torno de 8250–8000 cal AP (Eckelmann e outros 2024, que citam Schulting e outros 2022); anos astronômicos por −(ano a.C.) + 1 e 1950 − cal AP · Europa Oriental
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Na ilha de Yuzhniy Oleniy Ostrov, no Lago Onega, escavações de 1936 a 1938 recuperaram 177 sepultamentos, o maior cemitério mesolítico conhecido do nordeste da Europa, usado por cerca de 100 a 250 anos entre c. 6250 e 6000 cal a.C. As covas continham milhares de objetos, sobretudo pingentes de dentes de alce. Autores anteriores leram o cemitério como sinal de uma sociedade complexa de caçadores-coletores, enquanto estudos recentes discutem parentesco e mobilidade dos enterrados.
O cemitério e as escavações
Segundo Mannermaa e colegas, o cemitério fica numa ilha no nordeste do Lago Onega e é o maior cemitério do Mesolítico final conhecido no nordeste da Europa. Em 1936–1938, Ravdonikas e Gurina recuperaram 177 sepultamentos de homens, mulheres e crianças em cerca de 2.350 m², em escavações de resgate; parte da área já fora destruída por extração de areia e por uma pedreira de calcário, e o cemitério era provavelmente maior. Segundo a análise de Jacobs, citada no artigo, cerca de 87% dos mortos são adultos e 13% crianças; entre os adultos, 46,5% foram estimados como homens e 34,7% como mulheres. (Mannermaa et al. 2021)
O que foi posto nas covas
A maior parte das covas tinha bens funerários de pedra e de materiais ósseos, sobretudo dentes de alce, castor ou urso, feitos pingentes por entalhe ou perfuração da ponta da raiz. O total conhecido de pingentes de dente é de cerca de 6.000, e uma só cova pode ter centenas. Os achados somam mais de 7.000, dos quais mais da metade são dentes de alce; há ainda pontas de arpão, flechas de sílex, estatuetas antropomorfas e zoomorfas e, segundo Eckelmann e colegas, bastões com cabeças de alce lidos como insígnias de poder ou proas de barco. Não foram achados ossos de peixe ou conchas nas covas. O ocre vermelho cobria alguns esqueletos. (Mannermaa et al. 2021; Eckelmann et al. 2024)
A cronologia curta e o 8,2 ka
Segundo Mannermaa e colegas, um programa de cronologia da Universidade de Oxford confirmou um período de uso do cemitério de cerca de 100 a 250 anos, em c. 6250–6000 cal a.C., e a janela estreita junto ao grande número de covas permite estudar parentesco e diversidade social em um contexto mesolítico. Eckelmann e colegas dizem que a cronologia esclarecida indica uso de cerca de 200 anos, coincidindo com o resfriamento do evento de 8,2 ka; os autores não explicam, no trecho lido, qual a relação entre os dois fenômenos. (Mannermaa et al. 2021; Eckelmann et al. 2024)
Fontes
- Mannermaa, Kristiina; Rainio, Riitta; Girya, Evgeny Yu.; Gerasimov, Dmitry V. (2021). "Let's groove: attachment techniques of Eurasian elk (Alces alces) tooth pendants at the Late Mesolithic cemetery Yuzhniy Oleniy Ostrov (Lake Onega, Russia)". Archaeological and Anthropological Sciences 13, 2021. DOI 10.1007/s12520-020-01237-5. Texto bruto lido em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7738352/ (Europe PMC, XML)., baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar
- Eckelmann, Rebekka; Arppe, Laura; Tarasov, Alexey; Pospieszny, Łukasz; Ackerman, Lukáš; Heyd, Volker; Gerasimov, Dmitry; Moiseyev, Vyacheslav; Fairbanks, Vanessa; Hyland, Corrie; Mannermaa, Kristiina (2024). "Mobility and community at Mesolithic Lake Onega, Karelia, north-west Russia: insights from strontium isotope analysis". Archaeological and Anthropological Sciences, 2024. DOI 10.1007/s12520-024-02129-8. Texto bruto lido em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11685259/ (Europe PMC, XML)., baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar
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