Cerâmica de impressão basculante, contas de casca de ovo de avestruz e moagem no sítio de Sphinx (Jebel Sabaloka, Sudão), a partir do fim do 9º milênio a.C.
A ocupação de Sphinx (Mesolítico de Cartum, ou Cartum Antigo) é datada de 8750 a 4750 a.C. cal por Brukner Havelková et al. (2022), que citam um trabalho dos escavadores ainda não publicado; Varadzinová e Varadzin (2017) falam do "fim do nono milênio" ao fim do sexto milênio cal a.C. As cinco datas diretas de contas de casca de ovo de avestruz vão de 8276 a 7312 cal a.C. (95,4%). O ano -8749 (8750 a.C. em ano astronômico) é a marca do início da ocupação, não da cerâmica ou das contas, cuja datação específica na camada não foi conferida · África do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Sphinx é um assentamento de caçadores-pescadores-coletores do Mesolítico de Cartum sobre um afloramento de granito em Jebel Sabaloka, a oeste do Nilo, no Sudão central. As escavações da equipe da Universidade Carolina (Praga) acharam ali cerâmica toda decorada, em que 88% dos cacos decorados trazem a técnica de impressão basculante ("rocker") com zigue-zagues pontilhados feitos com um pente, um pente de cerâmica reaproveitado de caco, restos de produção de contas de casca de ovo de avestruz e muitas mós e moletas de granito. Segundo os escavadores, a ocupação vai de 8750 a 4750 a.C. cal.
Um assentamento no alto do granito
Segundo Varadzinová e Varadzin (2017), Sphinx fica no sopé noroeste de Jebel Sabaloka, a uns 3,5 km do Nilo e a cerca de 425 m de altitude, no topo de um afloramento de granito que se ergue uns 15 m sobre o terreno, com uma "muralha" de rochas em volta. A plataforma de moradia, em forma de crescente e com cerca de 940 m², se divide em partes sul, central e norte, e há dois abrigos em língua. A equipe tcheca o encontrou em 2011 e fez ali sondagens e trincheiras, de que as temporadas de 2014 e 2015 foram a continuação. (Varadzinová e Varadzin 2017)
Impressão basculante e pente de cerâmica
Na seção de Garcea (em Varadzinová e Varadzin 2017), dos cacos decorados 88% (235 amostras) foram feitos pela técnica basculante, com um pente que deixa zigue-zagues pontilhados, ou uma borda lisa que deixa zigue-zagues simples, e também linhas onduladas pontilhadas em faixas alternadas. A técnica "simples" aparece em 6,4%, o carimbo pivotante alternado em 1,9% e as incisões em 3,7%. Um caco foi reaproveitado como pente de cerâmica, provavelmente usado para decorar outros potes. Todos os cacos classificáveis eram decorados. (Varadzinová e Varadzin 2017)
Contas de casca de ovo e pedras de moagem
Segundo Varadzinová e Varadzin (2017), as contas de casca de ovo de avestruz, em várias etapas de fabrico, se concentram na parte sul do sítio, e cinco datas diretas de radiocarbono nelas dão 8276 a 7312 cal a.C. Na seção de Řídký, as pedras de moagem formam um grupo grande: há mós de superfície em bacia, finamente picoteadas, e mós planas apenas desbastadas, além de moletas redondas ou ovais e covas de moagem escavadas no granito. O texto diz que a diferenciação funcional das ferramentas só será possível depois da análise de micro-resíduos das superfícies de uso de peças selecionadas. (Varadzinová e Varadzin 2017)
Fontes
- Varadzinová, Lenka; Varadzin, Ladislav (2017). "Sabaloka (West Bank) Research Project: Exploration of the site of Sphinx (SBK.W-60): findings of the 2014 and 2015 field seasons". Sudan & Nubia 21: 23-49 (ano, volume e páginas conforme a referência dada por Brukner Havelková et al. 2022). Com seções de E. A. A. Garcea (cerâmica), K. Kapustka e J. Řídký. Leitura do PDF baixado em 30/10/2026; link exato do download não anotado.
- Brukner Havelková, Petra; Crevecoeur, Isabelle; Villotte, Sébastien; Velemínský, Petr; Varadzin, Ladislav; Varadzinová, Lenka (2022). "Palaeodemography and palaeopathology of Khartoum Mesolithic skeletal remains from Jebel Sabaloka in central Sudan: first insights from the site of Sphinx". Journal of the National Museum (Prague), Natural History Series 191: 65-82. DOI 10.37520/jnmpnhs.2022.006 (resolve em doi.org). Acessar
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