Estrutura de pedra e madeira interpretada como curral de carneiros-da-barbária selvagens no abrigo de Takarkori (Tadrart Acacus, Líbia), fase Acacus Tardio 2, c. 9500–8600 anos atrás
fase Acacus Tardio 2 (LA2) de Takarkori: c. 9500–8600 cal AP (c. 7550–6650 a.C. em ano astronômico), segundo a Tabela 1 de di Lernia et al. (2024); a estrutura em si (F7-180) é atribuída a essa fase, sem data própria no texto lido. Os anos −7550 e −6650 são os limites da fase e valem como marcas no tempo · África do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Di Lernia, Rotunno e colegas (2024) descrevem, no abrigo de Takarkori, no maciço Tadrart Acacus (sudoeste da Líbia), uma estrutura de pedra formal (F7-180), na fase Acacus Tardio 2, de c. 9500 a 8600 anos calibrados antes do presente, interpretada como área de confinamento de carneiros-da-barbária (Ammotragus lervia) selvagens, com base na abundância de forragem e de coprólitos. Segundo eles, cascas e varas concentradas no perímetro sugerem uma cerca de madeira com base de pedra. Os ocupantes eram, pelos autores, caçadores-coletores-pescadores, e o achado figura entre os indícios que eles citam de planejamento no uso de recursos.
O abrigo e as fases de ocupação
Segundo di Lernia e colegas (2024), Takarkori é um abrigo de rocha no sudoeste da Líbia, na vertente oeste do maciço Tadrart Acacus, que se abre para oeste e se estende por cerca de 80 m no sentido norte-sul, sobre um terraço largo, limitado a leste por um penhasco de cerca de 30 m. A região é hoje hiperárida. Os autores dividem a ocupação em fases socioculturais: o Acacus Tardio (LA1, 10170–9400 cal AP; LA2, 9500–8600; LA3, 9000–8000), de caçadores-coletores-pescadores, em savana úmida com reservatórios permanentes de água, seguido do Pastoral Inicial e de fases pastoris posteriores. (di Lernia et al. 2024)
A estrutura F7-180 e o que a cerca
O estudo reúne a distribuição de cascas, varas, galhos e frutos por contextos do sítio e a compara com as estruturas de pedra, buracos de poste, fogueiras e outros elementos. Na zona centro-oeste da fase LA2, a estrutura de pedra formal F7-180 foi interpretada como área de confinamento de carneiros-da-barbária (Ammotragus lervia), com base na abundância de forragem e de coprólitos. Os autores dizem que a abundância de cascas e varas em torno do perímetro da estrutura reforça essa leitura, e que o agrupamento LA2_CL4 pode ser o que restou da parte perecível de uma cerca de madeira reforçada com pedras na base. Ao lado há uma ampla área de fogo ligada à unidade doméstica principal. (di Lernia et al. 2024)
Planejamento de recursos
Para di Lernia e colegas (2024), o recinto para animais selvagens, junto com as estruturas de armazenagem em cestaria e a distribuição desigual dos vestígios de plantas, indica investimento em manejo de recursos e planejamento. Eles ligam essa organização do espaço ao uso repetido de layouts parecidos ao longo do tempo no sítio e em outros da região, como Ti-n-Torha East, Uan Tabu, Uan Afuda e Fozzigiaren, e a veem como indício de uma entidade cultural em alguma medida unitária. O texto dos autores trata o recinto como parte desse quadro, não como um estudo central do artigo. (di Lernia et al. 2024)
Fontes
- di Lernia, Savino; Buldrini, Fabrizio; Florenzano, Assunta; Mercuri, Anna Maria; Nardi, Varinia; Rotunno, Rocco (2024). "Spatial analyses of archaeobotanical record reveal site uses and activities at Early to Middle Holocene Takarkori (Libya, Central Sahara)". PLOS ONE 19(10): e0310739. DOI 10.1371/journal.pone.0310739 (resolve em doi.org). Texto obtido via https://www.ebi.ac.uk/europepmc/webservices/rest/PMC11498675/fullTextXML em 29/10/2026. Acessar
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