Atlas da História

África do Norte: linha do tempo

29 registros do Atlas da História nesta região, do mais antigo ao mais recente.

  1. Extinção do fim do Triássico e a Província Magmática do Atlântico Central c. 201,56 milhões de anos atrás (extinção na bacia de Newark; Davies et al. 2017); limite Triássico–Jurássico em 201,4 ± 0,2 (ICS)
  2. Abertura do Atlântico Central: o início da fragmentação da Pangeia c. 190 milhões de anos atrás (início da crosta oceânica; Labails et al. 2010), com leituras de 195 a 175 milhões
  3. Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), com seção de referência em Dababiya, Egito c. 56 milhões de anos atrás (limite Paleoceno–Eoceno, ICS; estimativas de 55,6 a 55,9 para o início do evento)
  4. Wadi Al-Hitan, o Vale das Baleias c. 37 milhões de anos atrás (início do Priaboniano na carta ICS; Gingerich et al. 2019)
  5. Homo sapiens c. 315 mil anos atrás (± 34 mil) até hoje (Jebel Irhoud, Richter et al. 2017; Hublin et al. 2017)
  6. Jebel Irhoud: os mais antigos Homo sapiens conhecidos c. 315 mil anos atrás (± 34 mil)
  7. Início do Capsiano no Magrebe (c. 9000 a.C.), depois do Iberomaurusiano, e o debate sobre a unidade dessas entidades Capsiano: c. 9000 a 5400 cal a.C. (Perrault 2025); o Iberomaurusiano o precede, de c. 23000 a 10000 cal a.C. segundo a mesma fonte
  8. Cerâmica de impressão basculante, contas de casca de ovo de avestruz e moagem no sítio de Sphinx (Jebel Sabaloka, Sudão), a partir do fim do 9º milênio a.C. A ocupação de Sphinx (Mesolítico de Cartum, ou Cartum Antigo) é datada de 8750 a 4750 a.C. cal por Brukner Havelková et al. (2022), que citam um trabalho dos escavadores ainda não publicado; Varadzinová e Varadzin (2017) falam do "fim do nono milênio" ao fim do sexto milênio cal a.C. As cinco datas diretas de contas de casca de ovo de avestruz vão de 8276 a 7312 cal a.C. (95,4%). O ano -8749 (8750 a.C. em ano astronômico) é a marca do início da ocupação, não da cerâmica ou das contas, cuja datação específica na camada não foi conferida
  9. Recolonização do Saara por caçadores-coletores-pescadores com a umidade do início do Holoceno (c. 10,5 mil anos atrás) c. 10,5 mil anos atrás ("10.5 ka" em Brierley e outros, 2018); em ano astronômico, c. 8550 a.C.
  10. Primeira ocupação do abrigo de Takarkori por caçadores-coletores-pescadores do Acacus Tardio (c. 8250 a.C.) fase Acacus Tardio 1 (LA1): 10 200–9400 anos cal AP (di Lernia e outros, 2024), isto é, c. 8250–7450 cal a.C.; o Acacus Tardio inteiro vai até c. 8000 cal AP
  11. Resíduos de plantas em cerâmica de Takarkori e Uan Afuda (Saara da Líbia): o preparo de gramíneas e plantas aquáticas desde c. 8200 a.C. A partir de c. 10.200 cal AP (ano astronômico −8250, 1950 − cal AP), data calibrada das camadas com cerâmica de Takarkori segundo Rotunno e Crema (2025). O resumo de Dunne et al. dá "8200–6400 bc" para os recipientes analisados, sem dizer se a faixa é calibrada; por isso ela não é usada como ano de calendário.
  12. Arte rupestre das "Cabeças Redondas" do Saara central: a cronologia em disputa e a leitura ritual das pinturas datação em debate: entre o 10º milênio BP (segundo Mori e Jelínek) e o 8º milênio BP (segundo Muzzolini); as datas BP citadas não foram dadas como calibradas, então o intervalo aqui é só uma ordem de grandeza
  13. Estrutura de pedra e madeira interpretada como curral de carneiros-da-barbária selvagens no abrigo de Takarkori (Tadrart Acacus, Líbia), fase Acacus Tardio 2, c. 9500–8600 anos atrás fase Acacus Tardio 2 (LA2) de Takarkori: c. 9500–8600 cal AP (c. 7550–6650 a.C. em ano astronômico), segundo a Tabela 1 de di Lernia et al. (2024); a estrutura em si (F7-180) é atribuída a essa fase, sem data própria no texto lido. Os anos −7550 e −6650 são os limites da fase e valem como marcas no tempo
  14. Capsiano antigo no Magrebe: sepultamentos desarticulados de Aïoun Berriche (c. 7100–6500 a.C.) e o debate sobre as fácies dois sepultamentos de Aïoun Berriche datados de c. 7100–6500 cal a.C. (Jackes e Lubell, segundo Perrault 2025); a tradição capsiana inteira vai de c. 9000 a 5400 cal a.C.
  15. Nabta Playa: centro cerimonial megalítico c. 7,5 a 5,4 mil anos atrás (Neolítico Tardio e Terminal; Malville 2015)
  16. Trigo e cevada do Oriente Próximo no cemitério R12 (Núbia, norte do Sudão), c. 5311–5066 cal a.C.: fitólitos datados sob o crânio de uma sepultura e amidos no cálculo dentário de Ghaba fitólitos da sepultura 46 de R12 datados diretamente em 6240 ± 40 BP, ou 5311–5066 cal a.C. (95%; Beta-351736), segundo Madella e colegas (2014). Ano astronômico −5310 a −5065. Os outros dois depósitos datados, de Ghaba, dão 5620–5480 e 4730–4540 cal a.C., e são de gramíneas silvestres
  17. Ritual de abate e deposição de gado em monumentos de pedra do Messak (sudoeste da Líbia, c. 5200–3800 a.C.): restos de bovinos e de ovelhas ou cabras, muitas vezes queimados, guardados em ‘corbeilles’ c. 5200–3800 a.C. (6080–5120 BP não calibrado, segundo di Lernia et al. 2013); a estrutura datada mais antiga, 00/301, dá 5216–4796 cal a.C. (95,4%)
  18. Mulher de Takarkori (TK RS H1, ou TKH001), de 30 a 40 anos, naturalmente mumificada e sepultada no abrigo líbio entre c. 5209 e 4846 a.C.: seu DNA mostra uma linhagem norte-africana antes desconhecida datada diretamente em 6090 ± 60 anos BP, ou 7159–6797 cal BP (95,4%), segundo Vai e colegas (2019); Salem e colegas (2025) dão 7158–6796 cal BP para o mesmo indivíduo. Ano astronômico −5209 a −4846 (1950 − cal BP). A faixa vale para a morte e o sepultamento; nascimento desconhecido (tinha 30 a 40 anos ao morrer)
  19. Cerâmica do Neolítico de Shaheinab (Esh-Shaheinab, Sudão central), c. 4774–4171 cal a.C.: decoração com pente e carimbo, pastas de quartzo e leite em três vasos datas de concha da ocupação neolítica, reescavada em 1979–1980: 4774–4363, 4656–4352 e 4611–4171 cal a.C. (OxCal 4.4, 95,4%), segundo D'Ercole e colegas (2024), que situam o Neolítico de Shaheinab em 4700–4200 a.C. Ano astronômico −4773 a −4170
  20. Início da cultura badariana no Alto Egito (modelo bayesiano: 4489–4266 a.C.): pastores do Neolítico final sepultados em covas, com corpos envoltos em linho e resinas início em 4489–4266 a.C. e fim em 3896–3616 a.C. (faixas de 95% de densidade posterior do modelo de Dee et al. 2013, com 20 datações); na faixa de 68%, 4407–4308 e 3800–3667 a.C.
  21. Pirâmide de Quéops c. 2560 a.C. (Wikidata)
  22. Sítios arqueológicos da Ilha de Meroé (Reino de Kush) séc. VIII a.C. a séc. IV d.C. (UNESCO)
  23. Mesquita de al-Azhar (Cairo fatímida) fundada em 970 (UNESCO) ou 971 (Wikidata)
  24. Rotas transaarianas: caravanas de ouro, sal, livros e pessoas entre o Magrebe e o Sahel séc. XII ao séc. XIX (UNESCO; Ngom, 2018); antecedentes desde o séc. VIII
  25. Ibn Battuta 24 fev. 1304 – c. 1368/69 (Gibb 1929)
  26. Sultanato de Senar (Funj) c. 1500/1505–1821
  27. Canal de Suez: construção 1859–1869 (inauguração em 17 nov. 1869)
  28. Guerra de Independência da Argélia 1º nov. 1954 a 1962 (Wikidata)
  29. Alta Barragem de Assuã 1960–1970