Reconstrução da abadia de Saint-Denis sob o abade Suger
1137 – 1144 (introdução de Burr à tradução de Suger); coro consagrado em 1144 segundo o próprio Suger · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Em 1137 o abade Suger começou a refazer a fachada da abadia real de Saint-Denis, perto de Paris, com duas torres e três portas, e em 1140 passou ao novo coro, concluído e consagrado em 1144 diante de cinco arcebispos e treze bispos. O próprio Suger descreve o edifício "da cripta ao alto das abóbadas", com muitos arcos e colunas, e vitrais pintados por mestres de várias nações. Segundo o tradutor David Burr, ali nasceu o gótico.
As fases da obra
Segundo a introdução de Burr, a igreja velha de Saint-Denis, concluída em 775, estava em ruínas em 1137. Nesse ano Suger começou a nova fachada oeste, com duas torres e três portas. Em 1140 passou ao outro extremo, o coro, concluído em 1144. Na consagração do coro estiveram cinco arcebispos franceses e treze bispos. O próprio Suger afirma que o edifício inteiro, da cripta ao alto das abóbadas, "variado pela divisão de numerosos arcos e colunas", e até o telhado, ficou pronto em três anos e três meses. Registra ainda a inscrição que dá o ano da consagração como 1144. (Suger. "On What Was Done in his Administration" (De administratione))
Os vitrais
Suger conta que mandou pintar, por mestres de várias nações, uma grande variedade de vitrais, do primeiro, na abside, com a árvore de Jessé, até o da porta principal. Um deles mostra o apóstolo Paulo girando um moinho enquanto os profetas levam sacos ao moinho, com um verso que fala de separar a farinha do farelo. Pelo valor da obra e do vidro safira, nomeou um mestre artesão para guardá-los e conservá-los, com uma ração de farinha do armazém dos irmãos, como fez com um ourives para os objetos de ouro e prata. (Suger. "On What Was Done in his Administration" (De administratione))
Uma obra política e religiosa
Burr lembra que Saint-Denis era a abadia real, onde reis eram educados e enterrados, e que em 1137 a monarquia francesa começava a ganhar força. Para ele, a reforma foi ao mesmo tempo política, arquitetônica e religiosa. O abade teria sido um dos homens mais poderosos da França e governou praticamente o reino enquanto Luís VII estava na cruzada. A Burr atribui ainda a ligação entre o interesse da igreja pela luz e os tratados do pseudo-Dionísio, atribuídos na Idade Média ao santo padroeiro. São leituras do tradutor, não de Suger. (Suger. "On What Was Done in his Administration" (De administratione))
Fontes
- Suger. "On What Was Done in his Administration" (De administratione), c. 1144–1148. Tradução de David Burr, com introdução do tradutor. Internet Medieval Sourcebook (org. Paul Halsall), Fordham University, atualização de 20 jul. 2024. https://sourcebooks.web.fordham.edu/source/sugar.asp Acessar
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