Atlas da História

Domesday Book: inquérito sobre as terras da Inglaterra, ordenado no Natal de 1085, e seu registro escrito (1086–1089)

ordenado no Natal de 1085 e realizado em 1086 (The National Archives); os dois volumes são datados de 1086–1089 · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

O Domesday Book é o registro em latim do inquérito que Guilherme, o Conquistador, ordenou no Natal de 1085 sobre as terras da Inglaterra e que foi feito em 1086, segundo o The National Archives. Comissários colheram, sob juramento, em tribunais locais, as respostas de homens da região a perguntas fixas, feitas três vezes por propriedade (no fim do reinado de Eduardo, o Confessor, quando Guilherme concedeu a terra e em 1086). O resultado, nos dois volumes Great e Little Domesday, lista quem tinha cada terra, o uso, a mão de obra e o valor, e não é um censo da população.

Ordem e método do inquérito

O guia do National Archives diz que o Domesday é um levantamento e uma avaliação detalhados das propriedades fundiárias da Inglaterra no fim do séc. XI, ordenado por Guilherme, o Conquistador, no Natal de 1085 e realizado no ano seguinte. Comissários mantiveram inquéritos sob juramento em tribunais locais e fizeram perguntas fixas a homens da região. Para cada propriedade, cada pergunta era feita três vezes, para cobrir mudanças no tempo: como a terra era no último dia do reinado de Eduardo, o Confessor (5 de janeiro de 1066, abreviado TRE), como era quando Guilherme a concedeu e como era em 1086. (The National Archives (Reino Unido). "Domesday Book" (guia de pesquisa; The National Archives (Reino Unido). "Domesday" (Explore the collection)

O que o livro registra

As perguntas incluíam o nome do domínio, quem o tinha no tempo de Eduardo e quem o tem agora, quantas hides, quantos arados, quantos homens livres, sokemen, villani, cottars e servi, quanto de bosque, prado e pasto, quantos moinhos e pesqueiros, e o valor em 1066 e em 1086. Nem toda informação aparece em toda entrada. No trecho sobre Patcham, em Preston Hundred (Sussex), lido na tradução do arquivo, a propriedade de Patcham, de William, tem 163 aldeões, 45 pequenos proprietários, uma igreja, 6 pessoas escravizadas (servi) e o valor de £100 antes de 1066, £50 depois e £80 em 1086. O arquivo informa que o livro traz 270.000 habitantes livres e não livres e 13.000 povoados. (The National Archives (Reino Unido). "Domesday Book" (guia de pesquisa; The National Archives (Reino Unido). "Domesday" (Explore the collection; The National Archives (Reino Unido). "What does Domesday Book tell us?" (recurso de ensino)

Great Domesday e Little Domesday

A maior parte dos relatórios foi copiada no Great Domesday, de mais de 800 páginas, em pergaminho; Norfolk, Suffolk e Essex estão num volume à parte, o Little Domesday. Segundo o guia, o Little Domesday parece ser a sobrevivência de um rascunho anterior e mais completo, compilado a partir dos relatórios originais. Ambos são organizados por condado e, dentro dele, por proprietário, cada um com um número em romanos vermelhos. O inquérito não abrange Londres, Winchester, Northumberland, Durham nem boa parte do noroeste da Inglaterra, e do País de Gales entram só áreas de fronteira. (The National Archives (Reino Unido). "Domesday Book" (guia de pesquisa; The National Archives (Reino Unido). "Domesday" (Explore the collection)

Rascunhos, guarda e uso posterior

O guia aponta documentos que sobrevivem em outros acervos: o Liber Exoniensis (Somerset, Cornualha e quase todo Devon, na catedral de Exeter), a Inquisitio Eliensis (propriedades da abadia de Ely, no Trinity College, Cambridge) e a Inquisitio Comitatus Cantabrigiensis (British Library). A página de coleção diz que o livro foi guardado primeiro no tesouro régio de Winchester e depois em Westminster, e que administradores recorriam a ele para estabelecer direitos e privilégios. Por volta de 1241 foi copiado em forma abreviada, a Abbreviatio, no escritório de Westminster; a partir de c. 1600 ficou numa arca de madeira reforçada com ferro, com três fechaduras e três guardiões. (The National Archives (Reino Unido). "Domesday Book" (guia de pesquisa; The National Archives (Reino Unido). "Domesday" (Explore the collection)

Fontes

  1. The National Archives (Reino Unido). "Domesday Book" (guia de pesquisa, seções 2 a 5 e 9). https://www.nationalarchives.gov.uk/help-with-your-research/research-guides/domesday-book/ (baixado em 30/10/2026). Acessar
  2. The National Archives (Reino Unido). "Domesday" (Explore the collection, Medieval 974–1485). https://www.nationalarchives.gov.uk/explore-the-collection/explore-by-time-period/medieval/domesday/ (baixado em 30/10/2026). Acessar
  3. The National Archives (Reino Unido). "What does Domesday Book tell us?" (recurso de ensino, fonte 1: trecho de Great Domesday sobre Preston Hundred, Sussex). https://www.nationalarchives.gov.uk/education/resources/domesday-book/ (baixado em 30/10/2026). Acessar

Na mesma região