Cultura de Cishan
c. 10.300 a 7500 anos cal. AP, isto é, c. 8350 a 5550 a.C.; em ano astronômico, −8350 a −5550 (início em debate) · Leste Asiático
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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A cultura de Cishan, no sul de Hebei, é uma das primeiras do norte da China com cultivo de painço e armazenamento em grande escala. Lu e outros (2009) acharam, em fossas datadas de c. 10.300 a 8.700 anos cal. AP, fitólitos e biomoléculas de painço-comum, que seria o cereal de sequeiro mais antigo do leste da Ásia. A data do sítio é disputada: Yang e outros (2018) propõem c. 8000–7500 anos cal. AP e leem as centenas de fossas e as mós como sinal de agricultura já bem estabelecida.
O sítio e seu armazenamento
Segundo Yang e outros (2018), Cishan é um sítio de cerca de 8 hectares da esfera cultural Cishan-Peiligang-Houli, que talvez date de c. 8000 a 7500 anos cal. AP. Tinha cabanas redondas ou ovais, mós e pilões mais numerosos do que em assentamentos domésticos contemporâneos e 474 fossas de armazenamento, algumas de até 5 metros de profundidade. Os autores estimam em cerca de 50.000 kg o painço guardado, quase todo painço-comum, com o painço-italiano só em contextos tardios. (Yang)
As datas mais antigas do painço
Lu e outros (2009) analisaram fitólitos de casca e biomoléculas das fossas e acharam apenas painço-comum, em depósitos datados de c. 10.300 a 8.700 anos cal. AP. Depois de 8.700 anos cal. AP o painço-italiano passou a aparecer em pequena quantidade. Para os autores, o painço-comum é o cultivo de sequeiro mais antigo do leste da Ásia, e a resistência à seca pode ter pesado em sua escolha. Isso foi lido no resumo; o texto completo não foi acessado. (Lu)
O que as mós guardavam
Yang e outros (2018) analisaram 24 amostras de resíduos de 3 mós e 7 pilões. Encontraram 10 grãos de amido (6,7%) de Triticeae e 116 (77,9%) de prováveis painços. Os autores leem esse conjunto como prova de que o moer de plantas amiláceas, e não apenas o painço, sustentava a vida em Cishan. A grande reserva é vista por eles como parte de uma ordem social em que o armazenamento tinha natureza cerimonial, hipótese que depende de mais estudo. (Yang)
Datas em disputa
As duas fontes lidas dão faixas diferentes para o sítio. Lu e outros datam as fossas de c. 10.300 a 8.700 anos cal. AP, ou seja, de 8350 a 6750 a.C. Yang e outros escrevem que Cishan talvez date de c. 8000 a 7500 anos cal. AP, ou seja, de 6050 a 5550 a.C. Há também uma questão de escopo: o ponto do registro é a cultura, e o período inclui mais de um sítio. O registro começa na data mais antiga e a diferença fica sinalizada para o revisor. (Lu; Yang)
Fontes
- Lu, Houyuan; Zhang, Jianping; Liu, Kam-biu; Wu, Naiqin; Li, Yimin; Zhou, Kunshu; Ye, Maolin; Zhang, Tianyu; Zhang, Haijiang; Yang, Xiaoyan; Shen, Licheng; Xu, Deke; Li, Quan. "Earliest domestication of common millet (Panicum miliaceum) in East Asia extended to 10,000 years ago". PNAS 106(18): 7367–7372, 21 abr. 2009. DOI 10.1073/pnas.0900158106. Só o resumo foi lido, via API do Europe PMC; o texto completo ficou atrás de captcha e não foi contornado. Acesso em 30/10/2026. Acessar
- Yang, Xiaoyan; Wu, Wenxiang; Perry, Linda; Ma, Zhikun; Bar-Yosef, Ofer; Cohen, David J.; Zheng, Hongbo; Ge, Quansheng. "Critical role of grinding implements and starchy plants in the Cishan culture subsistence". Scientific Reports 8: 7855, 18 maio 2018. DOI 10.1038/s41598-018-26218-6. Texto lido em XML aberto do Europe PMC (PMC5959876), acesso em 30/10/2026. Acessar
- Stevens, Chris J.; Zhuang, Yijie; Fuller, Dorian Q. "Millets, dogs, pigs and permanent settlement: productivity transitions in Neolithic northern China". Evolutionary Human Sciences 6: e44, 11 nov. 2024. DOI 10.1017/ehs.2024.31. Texto lido em XML aberto do Europe PMC (PMC11658956), acesso em 30/10/2026. Acessar
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