Atlas da História

Donghulin M2 (Mentougou, Pequim): esqueleto flexionado de c. 7250 a.C., com genoma de cobertura de 2,2× e a variante EGLN1 de adaptação à altitude

c. 9200 anos AP ("∼9200 yr B.P.", Yang et al. 2026), isto é, c. 7250 a.C. (ano astronômico −7250). O texto lido dá a data arredondada, sem a faixa calibrada; a conversão é 1950 − 9200 · Leste Asiático

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

DHL-M2 é um dos esqueletos mais completos do sítio de Donghulin, em Pequim, enterrado em posição flexionada e datado em cerca de 9200 anos AP. Yang e colegas (2026) leram seu genoma com cobertura de 2,24× e o ligaram ao dos caçadores-coletores da bacia do rio Amur e ao dos primeiros cultivadores de milhete de Zhangjiakou. Ele é o mais antigo dos indivíduos antigos reportados a portar a variante EGLN1-Asp4Glu, hoje frequente entre povos tibetanos.

O sítio e os sepultamentos

Donghulin fica no terceiro terraço do rio Qingshui, no noroeste da planície do norte da China, e remonta a cerca de 11 mil anos. Segundo Yang e colegas (2026), a escavação trouxe sementes carbonizadas de milhete (14 grãos analisados em flotação), muitas fogueiras, ferramentas de moagem em pedra e restos de abrigos. Havia pelo menos sete restos humanos; quatro estavam disponíveis para DNA antigo, entre eles dois esqueletos relativamente completos, M1 e M2, e dois parciais. M2 aparece em posição flexionada, deitado de costas. (Yang et al. 2026)

Datação

As datações diretas por radiocarbono dos indivíduos de Donghulin vão de 11 mil a 9200 anos AP: M1 tem cerca de 11 mil, M3 cerca de 10,7 mil e M2, o mais recente, cerca de 9200. As medidas foram feitas por espectrometria de massa com acelerador no Centro de AMS da Escola de Física da Universidade de Pequim e calibradas no OxCal 4.4.4 com a curva IntCal20. A faixa calibrada de M2 consta de tabela de dados suplementares que não foi lida; por isso o registro usa o valor arredondado. (Yang et al. 2026)

O que o genoma mostra

Os três indivíduos de Donghulin com dados suficientes (M1, M2, M3) formam um grupo coeso e têm afinidade com os caçadores-coletores do rio Amur (AR14K e AR13-10K), mais do que com os Paleossiberianos Antigos. O DNA mitocondrial indica parentesco materno próximo com os do Amur há mais de 11 mil anos, mas os cromossomos Y diferem: N1a1a-F2209 em M2 e M3, e haplogrupo C no Amur. Segundo os autores, Donghulin e os cultivadores de milhete de Dengcaogouliang e Sitai (7900–7300 anos AP) pertencem à mesma ramificação genética, o que sustenta uma origem local da agricultura do milhete na região. (Yang et al. 2026)

Variante de altitude, aparência e dieta

Com os dados de alta cobertura de M2, os autores seguem a variante EGLN1-Asp4Glu (rs186996510), associada à adaptação à hipóxia e frequente hoje entre povos de língua tibeto-birmanesa: M2 é o mais antigo indivíduo reportado a portá-la, que reaparece em Dengcaogouliang e em indivíduos de Shamanka (c. 7500 anos). Pelo HIrisPlex-S, M2 tem olhos castanhos e cabelo escuro com alta probabilidade, e pele escura; os autores avisam que o resultado é exploratório. Os valores de δ13C dos indivíduos de Donghulin (−19,95 a −18,88‰) indicam dieta sobretudo de plantas C3, com algum consumo de C4. (Yang et al. 2026)

Fontes

  1. Yang, Tingyu; Jia, Xiaowen; Wang, Jincheng; Wang, Tao; Cui, Tianxing; et al. (2026). "Early Neolithic genomes suggest a local origin for millet farmers in East Asia". Science Advances 12 (42): eaef9182, publicado em 16 out. 2026. DOI 10.1126/sciadv.aef9182. Texto integral via Europe PMC (PMC13674475), lido em texto bruto em 30/10/2026. Primeiras filiações: Universidade de Pequim (Pequim). Acessar

Na mesma região