Atlas da História

Deslizamento submarino e tsunami de Storegga (c. 6190 a.C.)

c. 8140 ± 55 cal AP (8080–8180 cal AP), em datação de musgo verde morto pelo tsunami, segundo Bondevik e outros (2024); 8100 ± 100 cal AP (95%) em Weninger e outros (2008), isto é, c. 6150 a.C.; anos astronômicos por 1950 − cal AP · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

O deslizamento submarino de Storegga, na margem da plataforma continental norueguesa, gerou um tsunami cujos depósitos foram mapeados na Noruega, na Escócia, nas Ilhas Shetland e nas Ilhas Faroe. Bondevik e colegas (2024) datam musgo morto pelo tsunami em 8080–8180 cal AP, na parte mais fria do evento climático de 8,2 ka; Weninger e colegas (2008) chegaram a 8100 ± 100 cal AP. Nyland, Walker e Warren (2021) concluem que ainda não se entende o impacto social do evento sobre as comunidades costeiras do Mesolítico.

A data e a estação do ano

Segundo Bondevik e colegas, fragmentos de musgo verde retirados dos depósitos do tsunami em terra foram datados por radiocarbono em 7300 ± 20 anos 14C BP e calibrados em 8080–8180 cal AP (8140 ± 55). O musgo ainda tinha pequenas quantidades de clorofila intacta, e portanto foi morto durante o tsunami. Pelo padrão de crescimento dos caulículos, citado pelos autores de outro estudo, o evento teria ocorrido no fim do outono, possivelmente em outubro ou novembro. Pela correlação com os testemunhos de gelo da Groenlândia, o evento cai na parte mais fria do intervalo de 160 anos do evento de 8,2 ka. Weninger e colegas obtêm 7300 ± 30 anos 14C BP, ou 8100 ± 100 cal AP, e discutem por que datar camadas de tsunami é difícil: amostras de vida curta dentro da camada podem vir de camadas mais antigas. (Bondevik et al. 2024; Weninger et al. 2008)

Alcance e alturas da onda

A síntese de Weninger e colegas, que cita estudos anteriores, indica altura máxima de subida da água (run-up) de 10 a 12 m na costa norueguesa diretamente oposta à área do deslizamento, de 6 a 7 m mais ao norte, mais de 3 a 5 m na costa leste da Escócia e mais de 20 m nas Ilhas Shetland; há depósitos também nas Ilhas Faroe. Nyland e colegas projetam, para Rømø, na costa dinamarquesa, um run-up entre 1,5 e 5,5 m acima do nível do mar da época. Segundo Bondevik e colegas, a simulação dá velocidades máximas de 2 a 5 m/s na plataforma a oeste da Noruega e nas partes rasas do Mar do Norte. Devendra e colegas (2025, Instituto de Oceanologia da Academia Polonesa de Ciências) afirmam que sedimentos do Mar de Barents, a 75° N, foram afetados pelo tsunami, em uma unidade de lama arenosa de 18 cm depositada entre 8100 e 8600 anos BP, e propõem o refluxo do tsunami como o agente que a formou. (Weninger et al. 2008; Nyland et al. 2021; Bondevik et al. 2024; Devendra et al. 2025)

O que se sabe do impacto sobre as pessoas

Nyland e colegas situam a questão entre 7500 e 5000 a.C., com o tsunami por volta de 6200 a.C., e lembram que as pessoas do Mesolítico na Noruega, na Escócia e no norte do Reino Unido viviam no litoral, em ilhas e promontórios. Segundo a revisão, alguns sítios têm registro de ocupação contínua que atravessa o tsunami, e depósitos de tsunami com material arqueológico são raros no mundo. A diminuição populacional que Waddington e Wicks (2017) identificam, citada pelos autores, começou em 6600 a.C., centenas de anos antes dos dois eventos, com recuperação por volta de 6000 a.C.; Nyland e colegas dizem que a modelagem demográfica dificulta separar o tsunami do evento frio de 8,2 ka. (Nyland et al. 2021)

Fontes

  1. Bondevik, Stein; Risebrobakken, Bjørg; Gibbons, Steven J.; Rasmussen, Tine L.; Løvholt, Finn (2024). "Contamination of 8.2 ka cold climate records by the Storegga tsunami in the Nordic Seas". Nature Communications, 2024. DOI 10.1038/s41467-024-47347-9. Texto bruto lido em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10995125/ (Europe PMC, XML de texto completo)., baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar
  2. Weninger, Bernhard; Schulting, Rick; Bradtmöller, Marcel; Clare, Lee; Collard, Mark; Edinborough, Kevan; Hilpert, Johanna; Jöris, Olaf; Niekus, Marcel; Rohling, Eelco J.; Wagner, Bernd (2008). "The catastrophic final flooding of Doggerland by the Storegga Slide tsunami". Documenta Praehistorica XXXV. DOI 10.4312/dp.35.1. Texto bruto lido em https://revije.ff.uni-lj.si/DocumentaPraehistorica/article/download/35.1/1787 (PDF aberto, Universidade de Liubliana)., baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar
  3. Nyland, Astrid J.; Walker, James; Warren, Graeme (2021). "Evidence of the Storegga Tsunami 8200 BP? An Archaeological Review of Impact After a Large-Scale Marine Event in Mesolithic Northern Europe". Frontiers in Earth Science 9, 7 dez. 2021. DOI 10.3389/feart.2021.767460. Texto bruto lido em https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/feart.2021.767460/full (HTML)., baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar
  4. Devendra, Dhanushka; Łącka, Magdalena; Szymańska, Natalia; Nethupul, Hasitha; Pawłowska, Joanna; Szymczak-Żyła, Małgorzata; Krajewska, Magdalena; De Silva, Prasadi; Bondevik, Stein; Gibbons, Steven J.; Zajączkowski, Marek (2025). "Expanding the footprint of the Storegga tsunami through new evidence from Arctic marine sediments". Scientific Reports 15: 24809, 10 jul. 2025. DOI 10.1038/s41598-025-10811-7. Texto bruto lido em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12246226/ (PMC12246226), baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar

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