Indivíduo SF12 de Stora Förvar (Stora Karlsö, Suécia): restos de c. 7083–6807 a.C., com genoma de 57,8× de cobertura
Restos datados diretamente em 9033–8757 cal. AP (2 sigma, corrigido pelo efeito de reservatório marinho), isto é, 7083–6807 a.C. (ano astronômico −7083 a −6807), segundo Günther et al. (2018). O registro vai do início ao fim dessa faixa; a data de nascimento é desconhecida · Europa Ocidental e do Norte
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Segundo Günther e colegas (2018), SF12 é um dos sete caçadores-coletores escandinavos sequenciados no estudo, de restos achados em Stora Karlsö, no Báltico, e datados diretamente em 9033–8757 cal. AP. O genoma, de cobertura de cerca de 57,8×, serviu de referência: os autores estimam nele cerca de 10.600 variantes ainda não registradas e o usam para reconstruir o tamanho da população antiga. Os dados mostram ancestralidade mista, de caçadores-coletores ocidentais e orientais, com sexo genético XX.
O que os restos de Stora Karlsö são
Günther e colegas (2018) sequenciaram sete caçadores-coletores escandinavos, datados diretamente entre 9500 e 6000 cal. AP. Quatro vêm das ilhas bálticas de Stora Karlsö e Gotland (SF9, SF11, SF12 e SBj), dois do sudoeste da Noruega e um do norte da Noruega. Para SF12, a Tabela 1 dá 9033–8757 cal. AP (2 sigma, corrigido pelo reservatório marinho), sexo genético XX, haplogrupo mitocondrial U4a1, cobertura nuclear de 57,79× e contaminação estimada de 0,34% (mitocondrial) e 0,93% (autossomos). O texto lido não descreve o contexto do sepultamento: isso está no material suplementar, que não foi lido. (Günther et al. 2018)
Um genoma de alta qualidade
SF12 foi escolhido para sequenciamento em grande escala, com tratamento por UDG para reduzir os danos pós-morte do DNA. Com esse genoma, os autores estimam cerca de 10.600 variantes até então não registradas no banco dbSNP, número próximo à mediana por europeu atual nos genomas de mil pessoas (cerca de 11.400). Pelo menos 17% dessas variantes eram comuns entre os caçadores-coletores escandinavos, e 24,2% apareceram em outros indivíduos antigos, o que indica muita variação de 9.000 anos atrás que não chegou aos dias de hoje. Quatro variantes novas, todas heterozigotas, devem afetar genes que codificam proteínas, entre elas uma mutação no gene HSPA2 prevista como danosa à função; defeitos nesse gene reduzem a fertilidade masculina, segundo o artigo. (Günther et al. 2018)
Ancestralidade e aparência do grupo
Todos os 13 caçadores-coletores escandinavos comparados têm afinidade tanto com os ocidentais quanto com os orientais, padrão compatível com uma mistura dos dois. O grupo do leste e do centro, que inclui SF12, é geneticamente mais próximo dos ocidentais; o do norte e do oeste, mais dos orientais. Pelo conjunto de variantes, os autores dizem que esses escandinavos combinavam olhos de azuis a castanho-claros com pele clara, o que difere do padrão proposto para os caçadores-coletores ocidentais (olhos azuis e pele escura); a descrição vale para o grupo, não só para SF12. (Günther et al. 2018)
O tamanho da população antiga
Com o genoma de SF12 os autores aplicaram um método (MSMC) que estima o tamanho efetivo da população ao longo do tempo. O resultado indica que, pouco antes da vida de SF12, a população dos caçadores-coletores escandinavos tinha tamanho semelhante à dos ocidentais; por volta do Último Máximo Glacial e até cerca de 50.000 anos atrás, ambos passam por um gargalo, mais severo entre os ancestrais dos ocidentais. Eles também acham níveis menores de trechos homozigotos e de desequilíbrio de ligação nos escandinavos do que nos ocidentais (Loschbour e Bichon). (Günther et al. 2018)
Fontes
- Günther, Torsten; Malmström, Helena; Svensson, Emma; Omrak, Ayça; Sánchez-Quinto, Federico; Kılınç, Gülşah Merve; Krzewińska, Maja; Eriksson, Gunilla; Fraser, Magdalena; et al. (2018). "Population genomics of Mesolithic Scandinavia: Investigating early postglacial migration routes and high-latitude adaptation". PLOS Biology 16(1): e2003703, publicado em 9 jan. 2018. DOI 10.1371/journal.pbio.2003703. Texto integral via Europe PMC (PMC5760011), lido em texto bruto em 30/10/2026; o material suplementar (S1 Text, com o contexto arqueológico) não foi lido. Autoria ligada à Universidade de Uppsala e à de Estocolmo (Suécia). Acessar
- Kashuba, Natalija; Kırdök, Emrah; Damlien, Hege; Manninen, Mikael A.; Nordqvist, Bengt; Persson, Per; Götherström, Anders (2019). "Ancient DNA from mastics solidifies connection between material culture and genetics of mesolithic hunter–gatherers in Scandinavia". Communications Biology 2: 185, publicado em 15 mai. 2019. DOI 10.1038/s42003-019-0399-1. Texto integral via Europe PMC (PMC6520363), lido em texto bruto em 30/10/2026. Acessar
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