Atlas da História

Escrita proto-elamita: contabilidade em argila em Susa e no planalto iraniano, em grande parte indecifrada (c. 3100–2900 a.C.)

c. 3100–2900 a.C., segundo Englund (2001); o Wikidata dá 3500–2000 a.C. para o item da escrita · Irã e planalto iraniano

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Tabuletas de argila com um sistema de escrita contábil, achadas pelos escavadores franceses de Susa e publicadas desde 1900, receberam por convenção o nome de proto-elamita, por suposta relação com os falantes do elamita posteriores. Segundo Englund (2001), o corpus tem pouco mais de 1.600 peças e cerca de 10.000 linhas, entre c. 3100 e 2900 a.C., em Susa e em sítios do planalto iraniano, e a escrita segue em grande parte indecifrada: não se sabe a língua e não há tradição posterior que ilumine seus sinais.

O corpus e a descoberta

Englund conta que as escavações francesas de Susa, anteriores às de Jemdet Nasr e de Uruk em uns 25 anos, fizeram do proto-elamita o primeiro sistema arcaico de escrita do Oriente Próximo a ser conhecido. O corpus tem pouco mais de 1.600 peças, com cerca de 10.000 linhas, uma quarta parte do que se tem da Babilônia. A maior parte foi publicada por Scheil e por Mecquenem entre 1905 e 1949, e há cerca de 100 fragmentos inéditos no Louvre e outros em Teerã, em Jerusalém e em São Paulo. Até então só se conhece a escrita em argila: nenhum exemplo foi achado em outro material. (Englund)

Como é uma tabuleta e o que ela conta

Segundo Englund, as tabuletas proto-elamitas têm formato simples e padronizado: na face da frente, em geral começam no canto superior esquerdo com um título geral, seguido de entradas, em linhas de cima para baixo e em colunas marcadas, quando marcadas, pelo corpo do estilete. No conjunto, só duas peças parecem ter conteúdo que não é administrativo. Os registros tratam de grãos, de animais, de recipientes e de trabalhadores dependentes, e os sistemas numéricos de grãos mostram correspondência estreita com os de Uruk. (Englund)

Sinais, números e o que ainda não se lê

No conjunto de dados de Englund há mais de 1.900 formas de sinais em 26.320 ocorrências, agrupadas em cerca de 500 formas básicas; mais de 1.000 aparecem uma só vez e outras 300 só duas. Ele conclui que a escrita estava em transformação, sem uma tradição de escribas que a padronizasse, e que o sistema devia ter entre 600 e 900 sinais distintos, entre ideogramas e silabogramas, como o da Babilônia. Quanto à língua, Englund diz que não há ponte com o elamita linear, atestado cerca de oito séculos depois e só em inscrições reais, e que a decifração da língua é incerta. (Englund)

Fontes

  1. Englund, Robert K. "The State of Decipherment of Proto-Elamite". Berlim: Max-Planck-Institut für Wissenschaftsgeschichte, Preprint 183, 2001 (versão de 21 ago. 2001, para publicação em S. Houston, org., The First Writing, Cambridge University Press). https://mpiwg-berlin.mpg.de/sites/default/files/migrated/p183.pdf Acessar

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