Atlas da História

Estelas de guerreiro do Sudoeste Ibérico: Idade do Bronze ou início do Ferro? A cronologia em debate entre Mederos (1325–950 a.C.) e Araque e colegas (gravadas com ferro, após c. 900 a.C.)

início em debate: c. 1325–1300 a.C. para as primeiras estelas e 1050–950 a.C. para a fase final (Mederos 2019), ou depois da chegada do ferro, com cinzel de ferro de Rocha do Vigio-2 em camada datada de 900–770 cal a.C. (Araque e colegas 2023, segundo a UAM) · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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As estelas de guerreiro e as diademadas do oeste da Península Ibérica são lajes gravadas com espadas, escudos, lanças, fíbulas, carros e figuras humanas, com altura média de 1,60 m. Mederos (2019) as ordena em fases do Bronze Final, da primeira, com escudo, lança e espada, em c. 1325–1300 a.C., até a final, em 1050–950 a.C. Em 2023, Araque e colegas, em experimentos de gravação, concluíram que as estelas de rochas duras só puderam ser gravadas com ferro endurecido, o que as faria posteriores à chegada do ferro, e a data fica em debate.

As fases de Mederos, de 1325 a 950 a.C.

No resumo de seu artigo, Mederos separa cinco momentos. Primeiro, estelas de iconografia tripartida com escudo, lança e espada, que devem ter começado em c. 1325–1300 a.C. Depois, estelas com espelho e capacete cônico de crista convexa (tipo Biebesheim), em 1275–1200 a.C., que ele associa à chegada simultânea de influências atlânticas e mediterrâneas. Seguem as estelas com antropomorfo sob escudo em V (tipo Herzsprung), como Cabeza de Buey I, no Bronze Final IIB (1225–1150 a.C.). Depois, estelas em que escudo e figura têm a mesma importância (Bronze Final IIC, 1150–1050 a.C.). A última fase, com a figura em primeiro plano e capacetes muito esquemáticos, como em Setefilla e Ategua, cabe ao Bronze Final IIIA, 1050–950 a.C. (Mederos Martín 2019)

O experimento com ferro, segundo a nota da UAM

A UAM descreve as estelas como lajes de altura média de 1,60 m (de menos de 0,50 m a mais de 2,60 m), com espadas, escudos, lanças, fíbulas, carros e figuras humanas, e diz que sua cronologia é um dos temas mais controvertidos, pois se discutiu se são da Idade do Bronze ou do Ferro. O projeto, financiado pela Deutsche Forschungsgemeinschaft, partiu de testar se as estelas poderiam ser gravadas com ferramentas líticas ou de bronze. Os geólogos identificaram as rochas usadas; canteiros treinados em técnicas tradicionais tentaram gravar suportes iguais aos originais e os dois tipos de ferramenta não funcionaram nas pedras mais duras. O cinzel de ferro de Rocha do Vigio-2, de dureza maior que a esperada na metalografia, permitiu gravar os motivos, e o resultado saiu no Journal of Archaeological Science. (Universidad Autónoma de Madrid 2023)

Fontes

  1. Mederos Martín, A. (2019). Los cascos con cresta del Bronce Final de la Península Ibérica y la segunda fase de las estelas del Suroeste con espejo y casco (1275-1200 AC). Complutum 30(2), p. 273–311. DOI 10.5209/cmpl.66335. https://revistas.ucm.es/index.php/CMPL/article/download/66335/4564456552667/4564456577132 (baixado e lido em texto bruto em 29/10/2026). Acessar
  2. Universidad Autónoma de Madrid, Unidad de Cultura Científica (UCCUAM) (2023). Las estelas decoradas del Suroeste solo pudieron grabarse con herramientas de hierro. 01/03/2023. https://www.uam.es/uam/investigacion/cultura-cientifica/noticias/estelas-grabadas-hierro (baixada e lida em texto bruto em 29/10/2026). Comenta: Araque González, R. et al. (2023). Stone-working and the earliest steel in Iberia: Scientific analyses and experimental replications of final bronze age stelae and tools. Journal of Archaeological Science 152. DOI 10.1016/j.jas.2023.105742 (artigo não lido). Acessar

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