Atlas da História

Fıtnat Hanım

nascimento desconhecido (c. 1725, dado do Wikidata) – dez. 1780 (Akün, TDV) · Anatólia e Cáucaso

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Fıtnat Hanım (no túmulo, Şerife Zübeyde) nasceu em Istambul numa família que deu cinco xeiques-ul-islã e morreu em dezembro de 1780; segundo Akün, foi uma das raras mulheres otomanas a adquirir, sem frequentar a medrese, o saber que a poesia clássica exigia. Seu divã reúne cerca de cinquenta poemas de data (tarih manzumeleri), escritos entre 1755 e 1779. A biografia é pouco documentada: a data de nascimento é desconhecida, e Akün considera sem base várias lendas sobre ela.

Família e formação

Fıtnat nasceu em Istambul, filha do xeique-ul-islã Mehmed Esad Efendi (m. 1753), autor do Lehcetü'l-lugāt e do Atrabü'l-âsâr, e de Hatice Hanım, neta do xeique-ul-islã Feyzullah Efendi. Da família do pai saíram cinco xeiques-ul-islã, e vários escreviam versos: o avô, com o nome poético Naîm; o pai e o tio İshak, ambos com divã; e o irmão Mehmed Şerif, também com divã. Segundo Akün, ela se formou nesse meio, sem medrese. A maior parte de suas nazire imita o pai e o irmão, e o divã dela abre, como o dele, com uma naat em quadras (rubâî). (Akün)

Nome, casamento e casa

O nome na lápide é Şerife Zübeyde; Ayvansarâyî a registra também como Emetullah e como Fıtnat Zübeyde. O único dado biográfico firme, diz Akün, é que casou com o jurista Derviş Mehmed Efendi, do ramo de Feyzullah, que foi cádi de Edirne a partir de out. 1772 e, depois da morte dela, cádi de Istambul e juiz militar da Rumélia. Um poema em versos duplos, o Arz-ı Hâl-i Manzûm, conta que a casa dela pegou fogo e pede ao sultão que a livre da falta de teto. Akün mostra que o destinatário só pode ser Abdülhamid I (r. 1774–89), porque o poema aparece apenas nas cópias da segunda ordenação do divã. (Akün)

O divã e os poemas de data

Os poemas de data mais antigos do divã são de 1168 (1755). São cerca de cinquenta, entre 1168 e 1193 (1779), e o último é de 21 ago. 1779; Akün lê nisso um arco de uns 25 anos de vida poética e supõe que ela passou o último ano e meio doente. Esses poemas terminam em chronograma por abjad. O divã é pequeno, com poemas de sabedoria (hikemî) e respostas a poetas como Râgıb Paşa. A primeira ordenação do divã é do reinado de Mustafa III, e a segunda, do de Abdülhamid I. (Akün)

O túmulo e as disputas

Houve controvérsia sobre onde ela está enterrada e quando morreu. İbrahim Hakkı Konyalı sustentou que uma lápide de 1223 (1808), em Çarşamba, em nome de Seyyide Fıtnat Zübeyde, era dela e que a poeta vivera até cerca de 1806; İsmail Hakkı Uzunçarşılı respondeu que a lápide era de outra pessoa. Akün conclui que a de 1808 é de uma neta que recebeu o nome da poeta, e que Fıtnat está enterrada atrás da türbe de Eyüp Sultan, onde a lápide marca o mês de zilhicce de 1194 (dez. 1780), data confirmada por Müstakimzâde e por um poema de Sürûrî. (Akün)

Fontes

  1. Akün, Ö. F. "Fıtnat Hanım". TDV İslâm Ansiklopedisi, vol. 13, İstanbul, 1996, p. 39–46 (verbete em turco). https://islamansiklopedisi.org.tr/fitnat-hanim Acessar

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