Atlas da História

Homem de Koelbjerg (Funen, Dinamarca): esqueleto maglemosiano de c. 8500 a.C., o mais antigo da Escandinávia, reconhecido como homem em 2017

Cerca de 8500 a.C. cal. (c. 10.500 anos atrás), segundo Hansen et al. (2017), a partir de duas datações do fêmur direito: K-4063, 9250 ± 85 BP, e AAR-8613, 9285 ± 50 BP; isto é, ano astronômico −8499. Aproximação dos autores, sem faixa publicada no texto lido · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo Hansen e colegas (2017), o esqueleto achado em 1941, durante extração de turfa em Funen, é de cerca de 8500 a.C. cal. e é o mais antigo resto humano conhecido da Escandinávia. Interpretado por décadas como o de uma mulher na casa dos 20 anos, foi reanalisado com DNA antigo, isótopos de estrôncio e antropologia estatística: era um homem de cerca de 27 anos (entre 21 e 33), do haplogrupo mitocondrial U5a2c. O estrôncio do primeiro molar indica, segundo os autores, que ele provavelmente cresceu na região.

O achado e a datação

Hansen e colegas (2017) contam que o esqueleto, relativamente intacto, foi recolhido em 1941, durante a extração de turfa, e é o resto humano mais antigo conhecido da Escandinávia. Por décadas a idade veio só da análise de pólen, que o punha no início do Holoceno, quando bétulas e pinheiros já cobriam as morenas e a aveleira começava a se espalhar. Duas datações por radiocarbono do fêmur direito, K-4063 (9250 ± 85 BP) e AAR-8613 (9285 ± 50 BP), calibradas, dão cerca de 10.500 anos, na fase inicial da cultura maglemosiana. Naquele período, poucos outros achados em Funen têm essa idade. (Hansen et al. 2017)

Da mulher ao homem

Na primeira análise antropológica, o esqueleto foi lido, com certa ambiguidade, como o de uma mulher de 155 a 158 cm, de traços cranianos masculinos, feições andróginas e extremidades delicadas; a pelve fragmentada foi interpretada como feminina. A reanálise usou o método estatístico DSP, com base em mais de 2.000 pelves de referência, e estimou a idade à morte em 21–33 anos, mais provável 27, e a altura um pouco acima de 160 cm. No DNA, a razão entre sequências do cromossomo Y e do X teve limite inferior de 0,087, acima do 0,077 que os autores citam como critério para identificar um homem. A contaminação estimada ficou abaixo de 0,1% e o dano de DNA no início das fitas foi de 33,9%, compatível com a idade. (Hansen et al. 2017)

Linhagem materna e estrôncio

O genoma mitocondrial completo foi atribuído ao haplogrupo U5a2c, comum entre caçadores-coletores mesolíticos; os autores citam que variantes de U5 aparecem em 26 de 29 indivíduos mesolíticos de um estudo anterior. A razão 87Sr/86Sr do esmalte do primeiro molar, 0,71005 (± 0,00004, 2σ), cai dentro da faixa de referência da Dinamarca (cerca de 0,708–0,711). Como a dieta adulta tinha pouco ou nenhum alimento marinho, os autores concluem que ele provavelmente cresceu na região, e não descartam áreas com valores parecidos, como partes da Grã-Bretanha e do norte da Alemanha. (Hansen et al. 2017)

Fontes

  1. Hansen, Jesper; Petersen, Hans Christian; Frei, Karin Margarita; Courtaud, Patrice; Tillier, Anne-marie; Fischer, Anders; Allentoft, Morten E. (2017). "The Maglemosian skeleton from Koelbjerg, Denmark revisited: identifying sex and provenance". Danish Journal of Archaeology 6(1): 50–66. DOI 10.1080/21662282.2017.1381418. PDF lido em texto bruto em 30/10/2026. Autoria ligada aos Museus da Cidade de Odense, à Universidade do Sul da Dinamarca, ao Museu Nacional da Dinamarca, à Universidade de Copenhague e à Universidade de Bordeaux. Acessar

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